segunda-feira, abril 20, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Polônia vota lei que julga educadores sexuais como ‘pedófilos e ativistas gays’.



A lei proposta afirma que os educadores que ensinam sobre orientação sexual, discriminação e saúde reprodutiva serão denunciados como pedófilos e poderão enfrentar uma multa ou uma sentença longa na prisão.

O país conservador votará hoje, dia 16/04, o projeto ‘Stop Pedophilia’ (Pare A Pedofilia), que propõe prisão de até 3 anos para aqueles que “promovem sexo para menor de idade” e “familiarizam e informam e crianças sobre a homossexualidade”.

No documento enviado ao parlamento, os apoiadores da lei afirmam que “as organizações e ativistas mais envolvidos na promoção da ‘educação’ sexual em nosso país são o lobby LGBT+, membros desses movimentos envolvidos na implementação da educação sexual nas escolas serão condenados por pedofilia”.

Os apoiadores da lei afirmam ainda que as crianças se tornam “despertadas sexualmente” e se familiarizam com a comunidade LGBT+ durante as aulas de educação sexual pelo ‘lobby LGBT+’ com o objetivo de “alcançar objetivos políticos radicais”, como por exemplo, a legalização da adoção de crianças por casais LGBTs.

Ola Kaczorek, educador e advogado pró-direitos LGBT+ disse: “Isso tornaria impossível para nós, como educadores, entrar nas escolas e ensinar crianças sobre seres humanos, sobre o que nos faz e o que é identidade de gênero ou orientação sexual”.

“Normalmente, a escola não é um ambiente amigável para crianças não heterossexuais, mas agora será ainda mais difícil”, acrescenta Kaczorek.

No ano passado, um terço da Polônia se declarou uma “LGBT free zone”, ou seja, “livre da ideologia LGBT+”. O Parlamento Europeu aprovou uma moção condenando o país, por observar que boa parte da população “discrimina em particular as famílias monoparentais e LGBT+”.

5 contra 1: Governo argentino recomenda masturbação durante pandemia.



A masturbação tem sido mesmo uma das maiores alternativas para evitar o contato com pessoas durante a recomendação de distanciamento social no mundo todo como já havia recomendado a prefeitura de Nova Iorque.

Agora, o governo argentino foi quem tomou a decisão da recomendação e, sem pudores, recomendou masturbação em nota oficial, as informações são da Folha de S.Paulo.

Nesta sexta-feira (17), durante a coletiva de imprensa diária para divulgar novidades a respeito da pandemia, o ministério da Saúde contou com a presença de um infectologista, José Barletta, para dar dicas à população sobre como se protegerem da covid-19 quando o assunto é sexo.

O médico recomendou que, durante o isolamento, as pessoas pratiquem sexo com o parceiro com quem convivem e tenham um relacionamento estável – e que evitem transar com desconhecidos, para assim não praticarem sexo que não seja “totalmente seguro”.

O infectologista aconselhou ainda que, em casos de pessoas solteiras ou em um relacionamento “não convencional”, o ideal é fazer o sexo virtual por “vídeo-chamadas” ou “sexting” (sexo por mensagens através de aplicativos).

“É preciso lavar as mãos e os órgãos genitais antes e depois, assim como desinfetar as telas de computador (no caso de esta ter sido estimulada por algum vídeo) ou brinquedos sexuais usados durante o ato”, disse.

Filho transexual de Witzel faz trabalho voluntário conta Covid-19 para LGBTs.


Nélio Georgini e Erick Witzel entregam cestas básicas na ocupação Casa Nem

Erick Witzel, filho transexual do governador do Rio Wilson Witzel, está envolvido em ações voluntárias contra a pandemia de Covid-19 para a população LGBT em situação de rua ou desassistida

Erick é assessor de empregabilidade da Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual (Ceds), órgão do município do Rio de Janeiro e acionou sua equipe para estabelecer medidas emergenciais para a população LGBT na cidade.

“Entre a população LGBT, tem muitas pessoas em empregos informais, que ficam em situação de extrema necessidade em uma crise. Muitos são profissionais do sexo. Para essa população, que já é muito suscetível em situações normais, agora tudo se agrava”, explica ele ao site Universa.

Erick, que já ficou sem falar com o pai que expôs sua orientação de gênero sem a autorização do filho, hoje voltou a conviver com Wilson Witzel e diz que o pai vem fazendo “um ótimo trabalho” frente à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

“Eu tenho visto que o governo do estado [do Rio de Janeiro] tem tomado todas as atitudes com base em orientações técnicas. Acho que ele [o pai] está fazendo um ótimo trabalho”, afirma.

“Vejo ele fazendo o máximo que pode. As medidas cabíveis ao estado estão sendo tomadas para conter o coronavírus. Seria melhor se houvesse um alinhamento ao governo federal, mas o que cabe ao governo do Rio está sendo feito. Já ao federal, é com eles lá”, diz ele.

Relação com o pai

Aos 26 anos, Erick prefere não falar sobre as divergências políticas que tem com o pai, mas garante que há diálogo e que o trabalho não é afetado por isso.

“Nesse momento, as coisas estão bem escancaradas”, acredita. “Eu mostro minhas posições. Pensamentos opostos sempre existirão: ele tem os posicionamentos dele, eu tenho os meus. Existem coisas com as quais concordo e outras das quais discordo politicamente”, pondera.

“Mas sei que eu posso agregar coisas boas ao trabalho dele e ele ao meu, tendo como denominador comum pensar o bem da população. Então tem que haver diálogo. A gente conversa sobre todos os assuntos, mas acho importante manter a leveza.”

Frente evangélica quer Parada LGBT fora do calendário do DF.



A Frente evangélica da Câmara Legislativa do Distrito Federal quer a revogação da lei que inclui a Parada do Orgulho LGBTS (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes) no calendário de eventos da capital do país.

O projeto de lei, de autoria do deputado Chico Vigilante (PT), foi sancionado na terça-feira (14/04) pelo GDF. Nesta quarta (15/04), os religiosos se manifestaram. A proposta de revogação partiu dos deputados Rodrigo Delmasso (Republicanos), Iolando Almeida (PSC), Martins Machado (Republicanos), Rafael Prudente (MDB) e Valdelino Barcelos (PP).

Em sua justificativa, os proponentes afirmam que “a parada fere os princípios basilares da fé, especialmente os consagrados pelo cristianismo, uma vez que durante esses festivais utilizam os símbolos religiosos de forma escandalosa e indecorosa, afrontando os pilares cristãos”.

De acordo com um representante da Frente Evangélica, quando foi aprovado o projeto, o quórum era muito baixo e, por esse motivo, não passou pela devida discussão. Como o governador Ibaneis Rocha (MDB) não vetou o texto, o grupo decidiu apresentar a proposta de revogação.

Segundo o Moterópoles, o autor do projeto contesta: “Todos eles estavam em plenário e não questionaram a matéria. É estranho que eles façam isso agora. Assim como tem o dia do evangélico, este é um dia de combate à homofobia”, disse Chico Vigilante.

O deputado Rodrigo Delmasso rebateu a questão e disse que a atitude é em prol da “família tradicional”. “A frente não é e nunca foi homofóbica. Só achamos que incluir no calendário do DF um evento que propaga a pornografia e afronta a família tradicional não é o que a maioria das pessoas do DF querem. Se o evento fosse somente de cunho cultural, sem problemas. Mas sabemos que não é”, destacou Delmasso.

Feira DIVERS/A, maior feira de empregabilidade LGBT, abre inscrições.


Mercado de Trabalho para LGBTs 

A FEIRA DIVERS/A é o novo nome do Reaching Out Brasil. Em sua sexta edição, o evento visa conectar estudantes e jovens profissionais lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais a empresas que desejam times mais diversos.

Em 2020, a Feira contará com uma edição online na primeira semana de junho, para celebrar a abertura das comemorações do mês do Orgulho LGBTI+ e uma edição presencial em 3 de outubro, em São Paulo.

O evento é totalmente gratuito para estudantes e jovens recém-formados (até dez/2016). Durante a programação, os participantes terão acesso a palestras com especialistas e profissionais, além de workshops de desenvolvimento e sessões de mentoria, sempre com as empresas que mais se destacam na valorização da diversidade e na inclusão de profissionais LGBTI+.

A FEIRA DIVERS/A é uma realização da Mais Diversidade, maior consultoria de Diversidade & Inclusão da América Latina, com clientes em diversos segmentos.

Veja todas as informações sobre as inscrições online no site da Feira e participe: www.maisdiversidade.com.br

Vigilante é morto após conhecer homem casado em aplicativo gay.


Josenildo da Silva

Um vigilante de 50 anos foi encontrado morto em Guarujá, no litoral de São Paulo, após ser dado como desaparecido pela família. As informações foram confirmadas ao G1 nesta quinta-feira (16).

Segundo amigo da vítima, após o crime, o suspeito, ainda não identificado, se passou por Josenildo da Silva e pediu foto do cartão de crédito dele pelo WhatsApp. O vigilante teria conhecido um rapaz recentemente por um aplicativo.

O amigo, que morava com Josenildo, contou o vigilante teria chegado do trabalho na segunda-feira 13, e avisado que iria de moto até casa do irmão. Desde então, não foi mais visto.

A família e o amigo fizeram postagens nas redes sociais pedindo ajuda para encontrá-lo. “Alguém ligou perguntando se encontraram o Nil [como era conhecido], foi aí que informaram que encontraram um corpo na Praia do Guaiúba, de um homem com tatuagem”, contou.


O irmão e sobrinha da vítima foram até o local e identificaram o corpo, por volta das 14h. “Na terça alguém estava usando o WhatsApp dele, dizendo que estava bem em São Paulo, mas precisava que eu mandasse uma foto do cartão de crédito para resolver um problema em Guarujá”, diz.

Segundo o amigo da vítima, Josenildo era gay e tinha histórico de encontros casuais frequentes, com pessoas que conhecia por aplicativo de paquera. “Por enquanto, a única coisa que sabemos é de um contato que ele estava tendo com um cara casado, daqui da cidade. Já temos os dados dessa pessoa e a polícia está investigando”, relata.

Investigação

Em nota, a Prefeitura de Guarujá afirma lamentar profundamente o ocorrido com o profissional e informa que o vigilante pertencia à uma empresa privada, a GP (Guarda Patrimonial) e atuava na Escola Municipal Lucimara de Jesus Vicente, no bairro do Santa Rosa.

A Polícia Militar foi acionada ao local do crime. A moto da vítima foi localizada próximo ao local onde o corpo foi achado. O caso foi encaminhado para Delegacia Sede de Guarujá, onde foi registrado e segue sob a investigação da Polícia Civil.

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