segunda-feira, abril 06, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Com falta de sangue, EUA reduz restrições a doadores gays.



Desde 2015, homens que fizeram sexo com outros homens nos últimos 12 meses não eram autorizados a doar sangue no país.

OS Estados Unidos relaxaram nesta quinta-feira (2) as regras que impedem muitos gays de doarem sangue, em um esforço para combater a grave escassez de doações devido ao surto da Covid-19.

Desde 2015, homens que fizeram sexo com outros homens nos últimos 12 meses não eram autorizados a doar sangue.

Anteriormente, a proibição era vitalícia. O período foi reduzido para três meses, anunciou a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

"A pandemia da Covid-19 causou desafios sem precedentes ao suprimento de sangue dos Estados Unidos", indica o comunicado.

"Os centros de doação sofreram uma redução drástica nas doações devido à implementação do distanciamento social e ao cancelamento das transfusões de sangue".

O FDA disse que pesquisas recentes provam que as regras "podem ser modificadas sem comprometer a segurança do suprimento de sangue".

A regra de três meses também se aplica a mulheres que fizeram sexo com homens gays ou bissexuais, bem como a pessoas que fizeram uma tatuagem ou piercing e a quem viajou para um país onde o risco de malária é alto.

Quase 2.700 unidades de sangue da Cruz Vermelha foram fechadas nos Estados Unidos devido a preocupações com a aglomeração de pessoas em locais de trabalho, campus universitários e escolas durante o surto de coronavírus.

Médico gay que tratava pacientes com coronavírus morre nos braços do marido.


Frank Gabrin

Na última terça-feira (31), o Dr. Frank Gabrin, médico estadunidense que tratava pacientes no Hospital de Nova Jersey, morreu nos braços de seu marido apenas uma semana depois de apresentar sintomas do coronavírus.

Ele estava reutilizando equipamentos de proteção individual ao atender pacientes devido à escassez. Gabrin, que tinha 60 anos, trabalhava em dois hospitais e estava na linha de frente da luta há duas semanas.

egundo nota do CBS News, o marido de Gabrin, Arnold Vargas afirmou que a escassez de equipamentos de proteção individual acabava obrigando-o a reutilizar máscaras e aventais hospitalares entre cada paciente atendido.

“Meu marido era alguém que só queria ajudar as pessoas”, disse Vargas ao programa de Chris Cuomo. Gabrin morreu repentinamente depois de acordar com dores no peito e incapaz de respirar.

“Frank tossiu bastante e há dois dias estava muito doente”, disse Vargas. Na terça-feira, Gabrin acordou dizendo: “Querido, eu não consigo respirar”.

Ele havia mostrado os sintomas pela primeira vez cerca de uma semana antes, mas não havia sido testado para o vírus.

Lyons relata: “Ele não esperava que isso acontecesse. Ele realmente não esperava. Ele estava trabalhando duro, conversávamos todos os dias. Eu dizia ‘como está indo?’ Então respondia: ‘Ocupado, mas administrável’. E passou de gerenciável a incontrolável da noite para o dia.

Duas vezes sobrevivente de câncer, Gabrin dizia ao seu marido: “Eu posso lidar com isso. Eu sobrevivi ao câncer e isso é apenas o coronavírus.”

Depois de segurar o marido nos braços enquanto ele morria, Vargas agora está apresentando sintomas do coronavírus.

Tribunal de Singapura rejeita legalização do casamento gay no país.



O Supremo Tribunal de Singapura decidiu na última segunda-feira (30), continua com a lei que não permite o casamento LGBTQ+ no país. A norma é aplicada desde a era colonial da região. Com informações do Universa.

A ação movida pela comunidade LGBTQ+ do país contestava a seção 377A do código penal, que não falava especificamente de casamento gay, mas sim que poribia a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo.

A lei está em vigor em Singapura desde a década de 1930, na qual afirma que, caso homens sejam flagrados com outros homens, podem ser presos e ter uma pena de dois anos de prisão.

“Ao se recusar a retirar esta lei arcaica e discriminatória, o Tribunal reafirmou que todos os gays em Singapura são efetivamente criminosos não detidos”, lamentou Téa Braun, diretora do Human Dignity Trust.

Nenhum comentário:

Postar um comentário