sexta-feira, abril 10, 2020

POLÍTICA

Bolsonaro cita Kalil e defende cloroquina em pronunciamento.



BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira, 8, em pronunciamento em rádio e TV, o uso da cloroquina no combate ao novo coronavírus, destacando resultados positivos em pacientes diagnosticados com a covid-19, embora não haja estudos conclusivos sobre a eficácia do medicamento. Na declaração em cadeia nacional – a quinta desde o início da crise envolvendo a pandemia –, o presidente também voltou a criticar medidas de isolamento social, responsabilizando governadores e prefeitos pelas restrições, mas adotou um tom mais ameno ao dizer que “respeita a autonomia” dos chefes dos Executivos locais.

“Após ouvir médicos, pesquisadores e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos 40 dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”, afirmou o presidente, citando o caso do médico Roberto Kalil Filho, diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, que se recuperou após ter sido contaminado com o coronavírus. Ele admitiu nesta quarta-feira, 8, ter tomado a cloroquina e disse que recomendaria a seus pacientes. “Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nossos parabéns ao Dr. Kalil.”

No pronunciamento anterior ao desta quarta, Bolsonaro havia admitido a ausência de vacina ou remédio com eficácia comprovada contra o novo coronavírus.“O vírus é uma realidade, ainda não existe vacina contra ele ou remédio com a eficiência cientificamente comprovada. Apesar da hidroxicloroquina parecer bastante eficaz. O coronavírus veio e, um dia, irá embora”, afirmou. 

A defesa da aplicação da cloroquina, sem restrições, contraria o que diz o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A recomendação da pasta tem sido de adotar a substância apenas em casos mais graves. A cloroquina ou a sua variação, a hidroxicloroquina, é usada para o tratamento da malária e de doenças autoimunes.

Mais cedo, em entrevista ao Datena, o presidente parabenizou Mandetta, por ter se convencido do uso da cloroquina, e disse que indicaria o medicamento até para sua mãe, hoje com 93 anos. “Se um irmão meu ligar, imediatamente, vai levar no médico e começar o tratamento (com cloroquina). Ela não pode esperar um dia a mais, caso contrário vem a óbito.”

Na segunda, 7, Mandetta afirmou ter sido pressionado por dois médicos a editar um protocolo para administração do remédio em pacientes da covid-19, após reunião com Bolsonaro. Ele se recusou alegando ausência de embasamento científico.

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro



Na fala desta quarta, Bolsonaro disse que seus ministros “devem estar sintonizados com ele”.“Tenho a responsabilidade de decidir sobre as questões do País de forma ampla, usando a equipe de ministros que escolhi para conduzir os destinos da nação.”, afirmou o presidente.

O uso amplo da cloroquina também virou uma arma política na batalha entre Bolsonaro e os governadores. Em recente postagem no Twitter, o presidente desafiou o chefe do Comitê contra a covid-19 em São Paulo, Davi Uip, e também o cardiologista Roberto Kalil – que contraíram coronavírus – a dizer se haviam usado cloroquina no tratamento contra a doença.

O governador de São Paulo, João Doria, reagiu. “Peço respeito à medicina e aos médicos. Nossa guerra é contra o coronavírus. O ministro Mandetta vem cumprindo bem sua função como ministro da Saúde. Não faz sentido atacar o médico David Uip, pelo dito gabinete do ódio. E nem o doutor Roberto Kalil. Por favor, respeitem os médicos e a medicina, os enfermeiros, aqueles que estão doando seu conhecimento e dedicação para ajudar as pessoas a manterem sua saúde”, disse Doria. “O governador não precisa querer politizar assunto da cloroquina”, rebateu Mandetta.

No pronunciamento, Bolsonaro também voltou a responsabilizar governadores e prefeitos por medidas que restringem a circulação de pessoas, como fechamento de comércio e escolas. “O governo federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração”, disse o presidente, que tem defendido manter o isolamento apenas para idosos e pessoas com doenças crônicas. Na fala em cadeia nacional, porém, adotou um tom mais ameno ao dizer “respeitar a autonomia” dos chefes dos Executivos locais. “Espero que brevemente saiamos juntos e mais fortes para que possamos melhor desenvolver o nosso País.”

Na semana passada, o presidente disse que estudava liberar a maior parte da população voltar ao trabalho por meio de uma “canetada”, passando por cima das determinações de governadores e prefeitos. Ele recuou após ministros do STF dizerem que um decreto presidencial neste sentido poderia ser derrubado na Corte.

Segundo o presidente, o objetivo do governo sempre foi “salvar vidas”. “Ser Presidente da República é olhar o todo, e não apenas as partes”, afirmou. Ele também listou medidas adotadas até agora para ajudar as pessoas afetadas pela crise envolvendo a pandemia, como o auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais e a isenção do pagamento da conta de energia elétrica aos beneficiários da tarifa social. “Tenho certeza de que a grande maioria dos brasileiros quer voltar a trabalhar. Esta sempre foi minha orientação a todos os ministros, observadas as normas do Ministério da Saúde.”

Nos bastidores, os auxiliares do presidente afirmavam que ele tinha razão nos seus argumentos, mas ao adotar a virulência e o confronto deixava de ser ouvido.

Na fala desta quarta, o presidente também se solidariza com as famílias das vítimas da covid-19. Ele não havia feito o gesto nos pronunciamentos anteriores. “Gostaria, antes de mais nada, de me solidarizar com as famílias que perderam seus entes queridos nesta guerra que estamos enfrentando.”

Nas redes sociais, chamou a atenção o fato de Bolsonaro citar que tem falado da cloroquina há 40 dias. O uso da substância contra o coronavírus entrou no debate da pandemia há menos tempo, no dia 19 de março, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou a possibilidade de o remédio ser eficaz para a covid-19. A fala provocou corrida às farmácias e deixou pacientes que dependem dela sem o medicamento. No dia seguinte, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a restringir a sua venda, exigindo receita médica.

Bolsonaro é alvo de novo panelaço

Moradores de diversas cidades do País voltaram a protestar contra o presidente nesta quarta. Em São Paulo, há registro de panelaços em bairros como República, Jardins, Barra Funda, Ipiranga, Alto da Lapa e Bela Vista.

Diversos bairros do Rio também registraram protesto durante o pronunciamento em rede nacional. As manifestações, que tomaram contas de janelas e sacadas, puderam ser ouvidas nas zonas sul, norte e oeste da capital.

Em Copacabana, Botafogo e Cosme Velho, na zona sul, o barulho das panelas chegou a ser mais intenso do que os registrados em manifestações na semana passada. Em Jacarepaguá, na zona oeste, o panelaço perdurou até mesmo após o fim do pronunciamento de Bolsonaro.

Pronunciamentos anteriores

Desde que o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus foi confirmado no Brasil, Bolsonaro fez cinco pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e TV. Em todos ele foi alvo de panelaços nas janelas.

O terceiro foi o mais duro, preparado sob a consultoria ideológica do “gabinete do ódio”, chefiado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Na ocasião, o presidente comparou o coronavírus a uma “gripezinha” e pregou a reabertura do comércio e das escolas. No último pronunciamento, Bolsonaro amenizou o tom e pregou um pacto nacional com Congresso, Judiciário, governadores, prefeitos e a sociedade para o enfrentamento da pandemia.

A fala em cadeia nacional, no entanto, não representou uma trégua. O presidente manteve as críticas a governadores e ao próprio ministro da Saúde. A recusa do ministro de contrariar recomendações de organizações de saúde para atender o que prega o presidente levou a um estremecimento na relação e a rumores de que ele seria demitido.

Em entrevista na segunda-feira, Mandetta admitiu que seus auxiliares na pasta chegaram a limpar suas gavetas. Na ocasião, em um pronunciamento à imprensa, ele pediu “paz” para trabalhar e reclamou de críticas que, em sua visão, criam dificuldades para o seu trabalho.

Dias antes, Bolsonaro havia afirmado que Mandetta "extrapolou" e que faltava "humildade" ao chefe da pasta da Saúde. E destacou que não o demitiria no "meio da guerra", apesar de ninguém em seu governo ser “indemissível”.

A avaliação do presidente é de que seu ministro adotou uma postura arrogante diante da crise e deveria ouvi-lo mais. “Algumas pessoas do meu governo, algo subiu à cabeça deles. Estão se achando demais. Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas”, afirmou o presidente no domingo, ao receber apoiadores no Palácio da Alvorada. Era uma indireta por Mandetta ter participado de uma “live” da dupla sertaneja Jorge e Mateus, quando voltou a defender o isolamento social, um dos pontos de divergência com o chefe do Executivo.

STF diz que Planalto não pode suspender isolamento social nos Estados.



O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes proferiu nesta 4ª feira (8.abr.2020) decisão liminar (provisória) que proíbe o presidente da República de adotar medidas para suspender ações de Estados e municípios para o isolamento social no combate ao coronavírus. Eis a íntegra da decisão.

Moraes disse ser “lamentável” a “grave divergência de posicionamentos” entre presidente, governadores e prefeitos, uma vez que Bolsonaro defende a retomada parcial das atividades econômicas, enquanto Estados e municípios optam por restrições mais amplas para conter o avanço da doença.

O ministro atendeu parcialmente a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), segundo o qual o presidente Jair Bolsonaro tem atuado como “agente agravador da crise“. A Ordem alega que o governo “nem sempre tem feito uso adequado das prerrogativas que detém para enfrentar a emergência de saúde pública, atuando constantemente de forma insuficiente e precária” e pratica “ações irresponsáveis e contrárias aos protocolos de saúde aprovados pela comunidade científica e aplicados pelos Chefes de Estado em todo mundo“.

Para os autores da ação, “a atuação de Estados e municípios torna-se ainda mais crucial porque são as autoridades locais e regionais que têm condições de fazer 1 diagnóstico em torno do avanço da doença e da capacidade de operação do sistema de saúde em cada localidade“.

O presidente Jair Bolsonaro rebateu, por meio da AGU (Advocacia Geral da União), dizendo que as alegações da OAB não se sustentam “uma vez que o governo federal vem adotando todas as providências possíveis para o combate ao novo coronavírus“.

O magistrado ponderou que cabe ao presidente da República escolher, “dentre as hipóteses legais e moralmente admissíveis“, aquelas que “entender como as melhores para o interesse público no âmbito da saúde, da assistência e da econômica“.

Sendo assim, Moraes disse ser “incabível o pedido da requerente [OAB] de medida cautelar para que o Judicia´rio substitua o jui´zo discriciona´rio do Executivo e determine ao Presidente da Repu´blica a realizac¸a~o de medidas administrativas especi´ficas“.

Ainda assim, o ministro reconheceu que não cabe ao Planalto revogar decisões dos governantes locais pois a Constituição assegura a  autonomia das entidades federativas.

“Não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as deciso~es dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exerci´cio de suas compete^ncias constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no a^mbito de seus respectivos territo´rios, importantes medidas restritivas como a imposic¸a~o de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensa~o de atividades de ensino, restric¸o~es de come´rcio, atividades culturais e a` circulac¸a~o de pessoas, entre outros mecanismos reconhecidamente eficazes para a reduc¸a~o do nu´mero de infectados e de o´bitos, como demonstram a recomendac¸a~o da OMS (Organizac¸a~o Mundial de Sau´de) e va´rios estudos te´cnicos cienti´ficos“, escreveu.

Tudo considerado, o ministro decidiu assegurar a competência de Estados e municípios de adotar ou manter medidas restritivas, “independentemente de superveniência de ato federal em sentido contrário“.

A decisão do ministro torna inválida a edição de decreto presidencial para ordenar a reabertura de comércios. No início do mês, Bolsonaro disse que tinha 1 ato “pronto“ para determinar essa retomada das atividades.

Entenda a polêmica sobre a liberação de cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil.




O Ministério da Saúde indica o uso cloroquina e hidroxicloroquina apenas para pacientes diagnosticados com a covid-19 que estejam internados com quadro grave de saúde. O ministro Luiz Henrique Mandetta disse que não mudará o protocolo antes de evidências científicas robustas sobre segurança e eficácia da droga para pacientes leves, mas observou que médicos têm o direito de receitar esse tratamento, assumindo riscos e eventuais responsabilidades.

"O que a gente alerta é que esse medicamento não é inócuo, não é um remédio que a gente fala 'isso não tem problema nenhum'", afirmou. Segundo Mandetta, 33% dos que tomaram o medicamento tiveram de suspender o uso.

O ministro alertou que o uso profilático, como prevenção, não é recomendado. Ele diz que metade da população não vai ter a doença. Dos que tiverem, a maioria vai ser assintomático, vai criar anticorpos e não saberá se teve ou não a covid-19. Dos que tiverem sintomas, ele diz, 85% vai ficar bem sem nenhum tipo de remédio, "tomando chá, ou tomando placebo, farinha".

O uso desses dois medicamentos tem sido constantemente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar de especialistas avisarem que os resultados com o uso da substância são preliminares, e que casos individuais de sucesso não são suficientes para determinar se o tratamento é seguro em escala maior.

Há casos de pacientes infectados com coronavírus que foram tratados com cloroquina e, mesmo assim, acabaram morrendo. Isso ocorreu com a primeira vítima do vírus na Bahia, um homem de 74 anos que ficou internado durante 12 dias. Os resultados de estudos que apontaram o sucesso da substância nos tratamentos têm sido questionados internacionalmente.

"Atualmente a cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos registrados pela Agência para o tratamento da artrite, lúpus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária. Apesar de dados promissores, ainda não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da covid-19", informou a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao Estado nesta terça-feira.

A Anvisa também liberou a cloroquina e a hidroxicloroquina para pesquisas clínicas que estão testando a eficácia do medicamento para pacientes com covid-19. O primeiro estudo clínico do País a testar o uso da hidroxicloroquina para tratamento de infecção pelo coronavírus terá seus resultados divulgados em dois ou três meses e envolverá 1,3 mil pacientes e 70 hospitais.

A iniciativa, batizada de Coalizão Covid Brasil, está sendo coordenada pelos Hospitais do Coração (HCor), Albert Einstein e Sírio-Libanês em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) e o Ministério da Saúde. O laboratório EMS participará das pesquisas com a doação de parte dos medicamentos que serão utilizados na investigação.

ESTADOS UNIDOS

No último sábado, a Food and Drug Administration (FDA) emitiu comunicado em que aprovou emergencialmente e de forma limitada o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina nos Estados Unidos. A medida atende pressão feita pelo presidente Donald Trump e vai na contramão das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já declarou em algumas ocasiões que não recomenda o uso de remédios não testados contra o coronavírus, esclarecendo que ainda não há tratamento comprovadamente eficaz contra o vírus e pedindo ações coordenadas entre os países.

"O uso não testado de medicamentos sem evidências corretas pode gerar falsas esperanças, causar mais mal do que bem e provocar a escassez de medicamentos essenciais necessários para tratar outras doenças", advertiu ele.

É falsa a foto de Rodrigo Maia abraçando o presidente chinês Xi Jinping.



Viralizou nas redes sociais uma foto de Maia abraçado ao presidente chinês, Xi Jinping.

“Dê um título à foto,por favor!…porque,eu NÃO CONSIGO” é a legenda da imagem que mostra o presidente da China, Xi Jinping, abraçando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

A imagem que circula pelas redes é uma montagem. A foto original é do repórter fotográfico Sérgio Lima e foi postada no site Poder 360 em 5 de setembro de 2017. Na ocasião Maia estava abraçado ao, então governador do Rio e Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB). O motivo foi assinatura do decreto que firmou o acordo de recuperação fiscal do estado do Rio com a União, ainda no governo de Michel Temer (MDB). O rosto de Pezão foi trocado digitalmente pelo de Xi Jinping.




Ao ocupar o posto de presidente da República em exercício, devido a uma viagem de Michel Temer para participar de um encontro dos Brics (formado por África do Sul, Brasil, China, Índia e Rússia), Maia assinou o decreto que definiu diversas medidas envolvendo corte de despesas, aumento de arrecadação, empréstimos e suspensão das dívidas do Rio de Janeiro, representando um ajuste previsto de R$ 63 bilhões até 2020.

No último fim de semana o presidente da câmara foi alvo de outra notícia falsa, e circulou pelas redes sociais que ele teria afirmado que “Desviar o dinheiro do Fundão Eleitoral para outros fins é prejudicial à democracia. Devemos manter este pilar intacto nem que isto custe a vida de alguns brasileiros.”.

Essa frase não foi dita por Maia, mas o boato se espalhou após o Presidente da Câmara vetar uma emenda da PEC do “Orçamento de Guerra” que previa o uso de verbas dos fundos eleitorais e partidários como estratégia de enfrentamento da COVID-19. Segundo Rodrigo Maia, a justificativa do veto foi de que o regimento interno da Câmara dos Deputados não permite a apresentação de emendas estranhas ao tema da proposta.


CLOROQUINA BRASIL - PARA QUE SERVE? ELA COMBATE O CORONAVÍRUS?





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