terça-feira, abril 28, 2020

SEXO

"AI...FODE...BATE...BATE MAIS FORTE...QUE VOU GOZAR!"- O prazer na dor. 

A prática, sempre envolta por uma aura de curiosidade e receio, é alvo de tabus e equívocos sociais. Isso porque há quem acredite que a união entre dor e prazer é insustentável.



Essa tara é mais comum do que você pode imaginar. Um dos fetiches mais adotados, se trata exatamente dos jogos de submissão e dominação, em diversos níveis.



Tem desde as mais leves, como puxões de cabelo, uns xingamentos, uns tapinhas, até os mais hardcore, como pessoas que levam o jogo a sério e só sentem prazer se forem transformados em escravos, fazendo todo tipo de loucura pra realizar essa vontade.


O fato é que há uma linha tênue entre dor e prazer. Se as expressões de alguém com tesão e preste a gozar fossem registradas em fotos, seria difícil diferencia-las das expressões de alguém sentindo dor.


A palmada é simplesmente uma palmada, que não está necessariamente relacionada ao BDSM, embora sempre haja dominação e submisso. Apanhando não precisa ser um ato doloroso.



Para muitos, é apenas um jogo de role-playing que envolve lembranças da infância! 



O grande clássico é espancar com uma mão, dedos separados, a pessoa "a cavalo" nos joelhos do dominante que concederá a punição.



Basicamente, a prática de espancar é a isenção de punição. É por isso que permite que você jogue um grande número de dramatizações durante as relações sexuais!



A prática da palmada mais difundida certamente permanece durante um bom estilo cachorrinho (doggystyle), durante o qual, além de manter bem o seu sodo e suco submissos, você pode dar-lhes um pequeno tapa nas nádegas. Tornou-se um clássico e não é de modo algum doloroso quando administrado com inteligência.



Quando a palmada é essencial porque uma fantasia (quase se pode falar de fetichismo), é o termo palmada que será interessante usar para mostrar que você está fortemente interessado na palmada. 



De uma perspectiva biológica, quando há dor, nosso corpo libera endorfinas que causam uma sensação de bem estar. Isso pode até chegar a ser viciante, semelhante ao que ocorre com aquelas pessoas que não conseguem deixar de praticar exercícios intensos.



No aspecto subjetivo, considerando que a dor se trate de 'apanhar' de alguém, pode haver não exatamente prazer, mas algum grau de satisfação. Há mesmo em alguns casos um desejo de ser punido, em outros, desejo de estar sob o controle de outra pessoa. Também existem tendências em que ao deixar-se bater esse sujeito fantasia que aquele que bate está tendo prazer com isso, seria uma forma de satisfazer não a si, mas ao outro.



Em geral todos esses aspectos subjetivos remetem à relação que essa pessoa teve com figuras de autoridade na infância e não precisa ser uma questão apenas física, mas também emocional ou moral (ser humilhado verbalmente, por exemplo).



O masoquismo benigno é algo que os adeptos de algumas variações sexuais não vão achar surpreendente. Mistress Alexandra, uma sadista profissional baseada em Londres, explica:



"Nós estabelecemos uma diferença entre a dor boa e a má. A má indica que algo não vai bem, é a que precisamos prestar atenção imediatamente. Mas há também a dor agradável."



Por isso, o que notamos é uma grande quantidade de pessoas que tem uma capacidade de erotizar a dor, fazendo com que ela transforme um agente potencializador do prazer. Há um botãozinho desses transformadores presentes em todos os que gostam de uns arranhões e umas puxadas de cabelo durante o sexo. Agora, cabe a cada um determinar os seus limites e não deixar que esse fetiche seja levado a extremos que possam prejudicar, física ou psicológicamente a alguns dos envolvidos. Se os dois estão sentindo prazer, ótimo.



As fantasias são muito melhores vividas dos que explicadas.



Saber desenvolver suas fantasias de forma saudável é uma das formas mais eficientes de evoluir o prazer no sexo. 



Ter alguém em que confia que tope realizar suas fantasias mais proibidas o prazer pode ser uma chance de experimentar um prazer que você nem imaginava que existia.



Então, posso dar uns tapas na sua bunda?  Não? Então venha e divirta-se! 


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