segunda-feira, maio 04, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY


Tunísia é o 1º país de maioria muçulmana a reconhecer casamento gay.



Pela primeira vez na história as autoridades da Tunísia reconheceram um casamento entre dois homens. No país, a união não é permitida e a homossexualidade é punida com até 3 anos prisão.

No entanto, de acordo com a Organização LGBTQ Sham, o país não apenas reconheceu o casamento de um francês com um tunisiano, feito na França, como também permitiu uma alteração na certidão de nascimento, o que é costumeiro na cultura tunisiana.

O comunicado sobre o reconhecimento foi recebido com vários comentários negativos no Facebook. Muitos de conversadores que afirmaram que era mentira e outros que diziam que a moralidade da Tunísia e do mundo Árabe estava em risco.

Irlanda do Norte altera regras de doação de sangue para gays e bissexuais.



A Irlanda do Norte sai na frente mais uma vez e altera regras de doação de sangue para homens gays e bissexuais, reduzindo drasticamente o tempo de celibato (sem relações sexuais) para esperar para doar sangue.

Antes, homens que tivessem tido relações sexuais com outros homens deveriam aguardar um período de 12 meses para que pudessem doar sangue, porém, devido à pandemia global de Covid-19, autoridades da Irlanda do Norte reduziram esse tempo para três meses.

Segundo a BBC News, a mudança entrará em vigor no dia 01/06 e alinhará as políticas do país sobre doação de sangue com o resto do Reino Unido, que tem um limite de três meses desde 2017.

Robin Swann, Ministro da Saúde do país, disse que a decisão se baseou no fato de que “qualquer um de nós pode precisar de uma transfusão de sangue no futuro e precisamos ter certeza de que o sangue que recebemos é seguro”.

“Toda doação de sangue é testada para o HIV e vários outros organismos. Nem mesmo os testes mais avançados são 100% confiáveis, por isso é de vital importância para todo doador cumprir todas as regras de adiamento que se aplicam a eles”, continuou o Ministro.

Espera e descaso

O diretor do ‘The Rainbow Project’, John O´Doherty, elogiou a decisão, mas disse que faz nove anos desde que a organização “deu provas ao Comitê de Saúde de Stormont, descrevendo a irracionalidade da proibição de sangue vitalícia para homens gays e bissexuais”.

“Isso demonstra o desafio que nossa comunidade enfrentou ao remover o viés anti-LGBT+ de nossas leis e práticas. É decepcionante que tanto dinheiro público tenha sido desperdiçado na defesa do indefensável”, explica O´Doherty.

John O´Doherty, diretor do The Rainbow Project

O Serviço de Transfusão de Sangue do país elogiou a flexibilização na lei, através de um comunicado: “A segurança de nossos doadores e funcionários, como sempre, é a nossa maior prioridade. Somos extremamente gratos a nossos magníficos doadores por seu precioso presente de sangue ou plaquetas”.

STF forma maioria para que gays possam doar sangue; julgamento é suspenso.



Associações apontam preconceito em parâmetros; governo diz que dados de HIV e outras infecções justificam regra.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria provisória de votos nesta sexta-feira (1º) para impedir restrições à doação de sangue por homens que fazem sexo com outros homens.

Até agora, seis dos onze ministros votaram no julgamento sobre a constitucionalidade de normas do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que limitam a doação de sangue por gays, bissexuais masculinos, travestis, transexuais e HSH.

A votação se encerra na próxima sexta (8). Até lá, os ministros podem mudar os votos e os demais membros da Corte ainda devem votar.

Hoje, bancos de sangue rejeitam a doação de homens que tenham feito sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à coleta.

O julgamento começou em 2017, em plenário físico, e foi suspenso quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Nesta sexta-feira, a análise foi retomada com o voto dele, porém, por meio do plenário virtual diante da pandemia do novo coronavírus.

Autor da ação, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) apontou “absurdo tratamento discriminatório” por parte do poder público. O partido diz que, na prática, as normas barram “permanentemente” gays com “mínima atividade sexual”.

Nesta quinta (30), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que o STF rejeite a ação – ou seja, nem chegue a analisar o tema.

A Defensoria Pública da União (DPU), em contrapartida, enviou um posicionamento pedindo agilidade no julgamento diante da pandemia da Covid-19 – que reduziu o ritmo de doações e resultou na queda dos estoques de sangue no país.

Qual é a regra?

Hoje, os bancos de sangue do Brasil rejeitam doação de homens que tenham feito sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à coleta. A regra vale, inclusive, para casais do mesmo sexo monogâmicos e para quem faz exames regularmente.

O governo justifica a regra pelo índice de maior de contaminação por HIV e hepatite, entre outras infecções transmissíveis pelo sangue, em gays e bissexuais masculinos.

O período de 12 meses seria necessário nesse contexto para evitar que infecções recentes passassem despercebidas – é a chamada “janela imunológica”, quando o corpo ainda não reagiu à infecção.

Em termos técnicos, Ministério da Saúde e Anvisa usam a definição “homens que fazem sexo com homens”. O termo inclui homens bissexuais e aqueles que não se consideram gays, mas adotam a prática sexual.

Mulheres lésbicas e bissexuais não são submetidas à restrição porque, de acordo com autoridades de saúde, as estatísticas não apontam o mesmo risco elevado de contágio pelo HIV e por outras infecções sexualmente transmissíveis.

No processo, a Anvisa nega homofobia, e diz que a regra de abstinência sexual aplicada a esses grupos é apenas um pré-requisito a ser cumprido.

O Ministério da Saúde também negou tratamento discriminatório, alegando que a regra é apenas uma dentre outras restrições, com objetivo de proteger o receptor de sangue de qualquer risco durante a transfusão.

Ativistas veem preconceito

Já entre as ONGs ligadas à defesa de direitos humanos, o pedido de revisão das regras é quase universal. Para esses especialistas, os critérios atuais estigmatizam a população LGBTQI+ e colaboram para uma visão ultrapassada sobre as infecções sexualmente transmissíveis.

A presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABLGBT), Symmy Larrat, defende uma triagem uniformizada para qualquer possível doador com vida sexual ativa.

“Na prática, eles perguntam se é homossexual. Se disser que sim, não doa. […] Existem héteros que se expõem a comportamento de risco e não são questionados. Não só a regra não é cumprida, como o preconceito se mantém. É uma grande hipocrisia”, diz Symmy.

Como alternativa para uniformizar o atendimento e reforçar a segurança da doação, ela defende maior investimento em tecnologia para a testagem do sangue efetivamente doado. A medida, diz Symmy, ajudaria a evitar o contágio por transfusão em qualquer caso – independentemente do perfil do doador.

“O tempo todo, querem nos colocar como um sangue que não serve porque somos promíscuos, promíscuas. Não é por conta da orientação sexual que seu sangue deve ser olhado de forma diferente”, afirma.

“Tudo que é posterior à doação pode e deve ser debatido. No que for anterior à doação, não pode haver essa distinção. A pergunta não deve ser ‘você é homossexual ou não’, mas sim, ‘você se expôs a comportamento de risco nos últimos três meses'”, diz.

No exterior

A realidade no exterior não permite extrair consenso. Embora países como Alemanha, Áustria, China e Dinamarca ainda proíbam gays de doar de forma vitalícia, há uma tendência de suavizar esse veto adotado ao redor do mundo após o surgimento da epidemia de Aids nos anos 1980. O levantamento foi feito pela BBC em 2017, quando o julgamento começou.

Na Noruega, Holanda, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e França, vigora um embargo de 12 meses. Enquanto isso, na Inglaterra e na Escócia, o período de veto foi reduzido para 3 meses com base no avanço da tecnologia da detecção do vírus.

Itália, México, Espanha, Chile e Argentina foram além, e a orientação sexual do candidato não é mais levada em conta na triagem – apenas os hábitos sexuais.

A proibição era vitalícia no Brasil quando surgiu, em 1993. Em 2004, foi alterada para 12 meses após a última relação sexual.

Bolsonaro diz que OMS incentiva homossexualidade em crianças.


air Bolsonaro voltou a se envolver em polêmicas ligadas à comunidade LGBTQ+ nesta quarta-feira (29). O presidente do Brasil afirmou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva a homossexualidade em crianças.

Através de uma publicação no seu perfil do Facebook, Bolsonaro compartilhou um texto onde mostra supostamente recomendações da OMS sobre recomendações de “masturbação” e “relações entre pessoas do mesmo sexo” para crianças de 0 a 4 anos e de 4 a 6 anos .

“Essa é a Organização Mundial da Saúde (OMS) que muitos dizem que devo seguir no caso do coronavírus. Deveríamos então seguir também suas diretrizes para políticas educacionais?”, disse Bolsonaro na publicação, que em poucos minutos foi excluída.

A publicação do presidente do Brasil acontece após meses de ataques diretos à OMS, por conta de suas recomendações para o combate ao coronavírus no mundo. Bolsonaro já havia deixado claro que não aceita as normas passada pelo órgão.

Internautas apontam que a publicação feita pelo presidente se trata de uma corrente de fake news passada via WhatsApp. Um detalhe que chama atenção são os asteriscos, que servem para deixar as palavras em negrito no aplicativo.



Deputado gay Douglas Garcia vota contra fundo de combate à Covid-19.


Deputado Douglas Garcia (PSL) 

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na última quinta-feira (30) projeto que reduz verbas na Casa e destina valores economizados para o combate à Covid-19. Foram 85 votos favoráveis, uma abstenção e um contrário, do Deputado Douglas Garcia.

Entre as medidas, está a redução do salário dos deputados estaduais, das verbas de gabinete e da folha de pagamento dos funcionários comissionados. Pelo telefone, à Veja, o político, afirmou que não é contrário à redução do próprio salário ou das verbas de gabinete, mas sim à forma como os recursos serão destinados.

“Já tinha anunciado uma emenda explicando que eu aceitaria essa redução desde que esse dinheiro fosse para a saúde direto, por indicação”, afirma. A emenda da qual o deputado fala é a de número 124, que foi elaborada pela bancada do PSL após apresentação do projeto pela Mesa Diretora no dia 23 de abril.

No texto do parlamentar líder do governo na Assembleia, o deputado Carlão Pignatari (abaixo), ele explica que, diferentemente do que diz o deputado do PSL, o valor será transferido para uma conta específica, usada exclusivamente em ações ao combate da doença e afirma que Douglas Garcia “se negou a reduzir o seu salário para ajudar a salvar vidas na luta contra o coronavírus”.

Leia o texto resposta

Disse ainda que é “lamentável que um homem público pense somente nos seus benefícios pessoais” e continua: “De maneira mesquinha, Garcia foi contra até mesmo os seus próprios colegas de partido, que em peso votaram a favor do projeto, demonstrando individualismo e indiferença deplorável em relação àqueles que o elegeram”.

“O deputado Douglas Garcia, um parlamentar que eu respeito na Alesp, foi o único parlamentar que se negou a reduzir o seu salário para ajudar a salvar vidas na luta contra o coronavírus.

Lamentável que um homem público pense somente nos seus benefícios pessoais quando toda a sociedade, principalmente os mais pobres, precisam tanto de gestos de solidariedade e grandeza dos seus representantes.

O ato demonstra alto grau de insensibilidade e um egoísmo que destoa dos outros 86 Deputados que votaram pela redução salarial de 30% neste momento de grave crise.

De maneira mesquinha, Garcia foi contra até mesmo os seus próprios colegas de partido que em peso votaram a favor do projeto, demonstrando individualismo e indiferença deplorável em relação àqueles que o elegeram.

Um comentário:

  1. Yup, I've shared that 1st pic as well.

    Think everyone will know why! :D

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