quinta-feira, maio 14, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Costa Rica legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo.



O casamento igualitário foi finalmente legalizado na Costa Rica, com os primeiros registros de casamento entre pessoas do mesmo sexo a serem processados ??no final deste mês. De acordo com o portal Q Costa Rica, o Registro Civil do país começará a processar os registros em 26 de maio e já possui agendamentos.

Costa Rica legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo em meio à pandemia de Covid-19 permitindo que pessoas LGBTQ mantenham seus planos e processos ativos que já estavam em andamento desde 2016, mas só agora poderão ser realizados.

O parlamentar Luis Guillermo Chinchilla parla disse à publicação que tudo havia sido preparado: “O Registro Civil fez esforços significativos para ajustar todos os sistemas de computadores em matéria de registro civil, com o objetivo de gerenciar esses registros de maneira oportuna e rápida, sempre dentro da estrutura de segurança de registro adequada e eficaz, como de costume por nossa instituição. ”

Em agosto de 2018, a Suprema Corte do país finalmente decidiu que era inconstitucional proibir casais do mesmo sexo de se casarem e estabeleceu um prazo de 18 meses para a legislatura implementar mudanças por lei, mas a comunidade LGBTQ do país da América Central luta pela igualdade no casamento há muito tempo.

Em 2016, o então presidente Luis Guillermo prometeu expandir os direitos LGBTQ na Costa Rica e pediu à Corte Interamericana de Direitos Humanos que decida que as leis de direitos humanos exigem a implementação do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

As eleições presidenciais de 2017-18 da Costa Rica foram dominadas pela questão dos direitos LGBTQ após a decisão. O candidato presidencial evangélico marginal Fabricio Alvarado Muñoz emergiu do sexto lugar para se tornar o pioneiro de uma campanha agressiva contra o casamento gay e a promessa de se retirar dos tribunais de direitos humanos. O candidato centrista Carlos Alvarado Quesada acabou vencendo o desafiante anti-gay em uma votação por segundo turno.

Jovem trans é algemada, estuprada, violentada e roubada na Ucrânia.



Uma gangue de quatro homens e uma mulher perseguiram uma jovem trans de 19 anos após um encontro com um de seus violentadores em uma estrada na Ucrânia. O ataque demorado e violento foi denunciado após a jovem dar entrada no hospital de Zhytomyr.

A jovem trans não identificada precisa de cirurgia para o nariz quebrado, o que não é possível no momento devido a restrições pela pandemia de Covid-19. O principal agressor tinha apenas 17 anos. As informações são do Pink News.

Os dois se conheceram através de um aplicativo de namoro e planejavam tomar um drinque no rio em Zhitomir, cidade a 140 quilômetros a oeste da capital Ucraniana, Kiev. De acordo com traduções do boletim de ocorrência da mídia local, o agressor teria reagido negativamente à informação de que a jovem era trans.

Ao chegarem no local marcado, o garoto de 17 anos forçou a jovem a fazer sexo oral nele. Ele então passou um telefonema pelo celular e levou a vítima para alguns arbustos. De acordo com ativistas de direitos LGBT+ na Ucrânia, a jovem foi levada a um carro com quatro outras pessoas dentro.

Os detalhes angustiantes do que se seguiu constam nos relatórios da polícia: os agressores despiram a jovem trans, a algemaram, quebraram seu nariz, a agrediram sexualmente e ameaçaram matá-la.

Australiano acusado por assassinato de homem gay é preso após 32 anos.


Scott Johnson (morto por um australiano há 32 anos)

Um homem australiano acusado por assassinato de um estudante americano gay finalmente foi preso após 32 anos. O corpo do estudante matemático Scott Johnson, de 27 anos, foi encontrado nu no fundo de um penhasco no subúrbio de Manly, em Sydney, em dezembro de 1988 e foi considerado suicídio pelas autoridades da época.

Em 2018, o irmão de Scott, Steve, disse à BBC que era “inconcebível” que seu irmão tivesse pulado de um penhasco. No entanto, uma investigação de 2017 concluiu que Scott provavelmente foi morto em um crime de ódio gay devido a outros casos semelhantes de assassinatos homofóbicos nas praias de Sydney na década de 1980.

Um ano depois, a família da vítima anunciou uma recompensa de US$ 1 milhão por informações no caso já arquivado, que mais tarde dobrou para US$ 2 milhões quando Steve comparou com o montante em março de 2020.

Isso levou a um avanço no caso e à eventual prisão de Scott Price, 49 anos, que foi preso em sua casa em Sydney na terça-feira, 12 de maio. Ele foi recusado sob fiança e enfrentará um tribunal nesta quarta-feira, 13 de maio.

Mick Fuller, da Força Policial de New South Wales, disse que foi um “destaque na carreira” informar Steve da prisão do suspeito: “Embora tenhamos um longo caminho a percorrer no processo legal, deve-se reconhecer que, se não fosse pela determinação da família Johnson, não estaríamos onde estamos hoje”, disse em comunicado.

Segundo o Gay Times, Steve, que fez campanha para que o caso fosse reaberto por décadas, disse em uma mensagem de vídeo na terça-feira: “Este é um dia muito emocionante. Ele era meu melhor amigo e precisava mesmo que eu fizesse isso”.


Scott Johnson e o irmão Steve

Descoberta de novos crimes

A descoberta do caso levou ao aterrorizante dado de que até 80 homens gays foram assassinados por gangues homofóbicas na década de 1980. Steve disse que espera que a prisão “abra a porta” para que outras famílias recebam justiça: “Espero que a família e os amigos das outras dezenas de gays que perderam a vida encontrem consolo no que aconteceu hoje”.

Obsessão: Bolsonaro promete projeto sobre ideologia de gênero.



O presidente Jair Bolsonaro não larga sua obsessão pela sexualidade alheia. Segundo o Terra, nesta terça-feira (12) o presidente afirmou que deverá enviar hoje um “projeto federal com urgência constitucional” sobre ideologia de gênero.

Em evento de hasteamento da Bandeira Nacional, com a participação de ministros, Bolsonaro ouviu o pedido de uma criança: “Nós crianças não queremos a ideologia do gênero”. O grupo de crianças tutelado pelo padre polonês Pedro Stepien, ativista antiaborto que costuma comparecer ao Palácio da Alvorada para fazer pedidos ao presidente, estava no evento.

“Nós sabemos que por 11 a 0 o Supremo Tribunal Federal derrubou uma lei municipal que proibia a ideologia de gênero”, disse Bolsonaro. Em 24 de abril, o STF julgou inconstitucional uma lei do município de Novo Gama (GO) que proibia a discussão de gênero nas escolas.

A legislação vedava a veiculação de informações e materiais no ambiente escolar que tratasse sobre ideologia de gênero, uma ideologia que só existe na cabeça da equipe do atual governo, visto que “ideologia de gênero” sequer é uma expressão com significado para a comunidade LGBT.

“Já pedi ontem (segunda-feira) para o Major Jorge, nosso ministro (Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência), que providenciasse uma lei federal agora, um projeto, e devemos apresentar hoje esse projeto com urgência constitucional”, declarou o presidente.

Um em cada três homens gays se sente inseguro em casa durante pandemia.



Segundo pesquisa global realizada pelo aplicativo de encontros Hornet, encomendada pela Thomson Reuters Foundation, que envolveu 3.500 participantes, um em cada três homens gays se sente inseguro vivendo com suas famílias durante o isolamento social causado pela Covid-19.

De acordo com a pesquisa, 30% dos entrevistados, que incluiu homens trans, disseram que se sentem física ou emocionalmente inseguros em suas próprias casas. É quase um terço do total de homens gays e bissexuais que relatam se sentir vulneráveis ​​no ambiente doméstico durante a pandemia, tendo destacado nas respostas questões sobre impactos na saúde mental.

O aplicativo enviou o questionário para cerca de 30 milhões de usuários em todo o mundo, com 18% das respostas provenientes do Brasil, outros 10% da França e da Rússia, respectivamente, e 9% da Turquia. Muitos disseram que o isolamento afetou sua saúde mental, com 72% experimentando ansiedade desde o início da pandemia e 24% se sentindo muito solitário.

Em abril deste ano, a ONU pediu a todos os países que protegessem as pessoas LGBTI contra a discriminação, em especial, as que procuram assistência médica durante a pandemia. Esta parcela da população pode hesitar em procurar serviços médicos e ser especialmente vulnerável.

“As pessoas LGBTI estão entre as mais vulneráveis e marginalizadas em muitas sociedades e entre as que estão mais em risco com o covid-19”, escreveu a Alta Comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, em comunicado.

Influenciadora lésbica tem casa invadida e é agredida pelo pai homofóbico.



A maquiadora e influenciadora lésbica Lara Inácio denunciou o próprio pai em suas redes sociais após ter sua casa invadida por ele e apanhar. A jovem, que namora uma menina, acusou o pai de homofobia e dividiu com seus seguidores um vídeo de 5 segundos em que aparece no chão, chorando, com machucados na perna.

“O dia foi longo, tivemos a nossa casa invadida, eu estava sozinha e apanhei igual cachorro, em cima da minha própria cama e depois na rua deitada! Mas homofobia não existe, né?”, disse a influenciadora lésbica mostrando os ferimentos e chorando no vídeo.

“Qual o nome que vocês dão para quem bate em filha porque ela fica com menina? Eu estou fora de moda ou não se chama mais homofobia?”. Segundo Lara Inácio, seu pai a expulsou de casa quando soube que ela é lésbica, desde então a youtuber foi morar na casa da tia, onde aconteceu o crime.

Apoio de famosos

O vídeo mostrando a violência ganhou corpo nas redes sociais e a hashtag #JusticaporLaraInacio acabou se tornando um dos assuntos mais comentados. A apresentadora Maisa Silva foi uma das que saiu em defesa de Inácio. Entre vários tweets, a apresentadora lembrou que LGBTfobia é crime.

“Homofobia é crime. E sim, ainda temos que repetir que homofobia é crime. Que ódio viver num mundo onde as pessoas não podem amar sem temer. Não me conformo. Fica também a atenção aí pra galera lembrar que nem toda relação familiar é boa e que a gente tem que parar de achar que tudo é um mar de rosas”, escreveu a estrela do SBT.

A influenciadora já entrou com medida protetiva e teve ajuda de advogadas mulheres que se mobilizaram nas redes. O vídeo com a denúncia da agressão já voi visto mais de 100 mil vezes e continua recebendo apoio.

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