quinta-feira, maio 21, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Ordem dos psicólogos da Albânia proíbe terapia de “cura gay” no país.



A Ordem dos Psicólogos da Albânia decidiu por proibir seus profissionais de realizarem no território nacional as terapias de conversão, a famosa “cura gay”. A norma já se tornou uma tendência em diversos países.

Conforme informações da Reuters, os membros da organização que continuarem com as práticas irão enfrentar processos disciplinares. O grupo foi criado pelo próprio parlamento do país no ano de 2017.

Agora a Albânia se junta a países como Brasil, Equador e Malta que proibiram o tratamento em todo o território. No início deste mês a Alemanha proibiu o tratamento apenas para menos de idade.

“Nossos profissionais entendem que a terapia de conversão é uma prática arcaica e antiética que contradiz categoricamente os direitos e liberdades humanos fundamentais”, afirmou o presidente da Ordem dos Psicólogos, Valbona Treska, em comunicado.

Hugria revoga lei que dá direito à pessoas transexuais no país.



A maioria do parlamento da Hungria votou a favor de revogar uma lei que reconhece o direito à pessoas transgêneros de poderem trocar seus nomes e identidade de gênero em seus documentos oficiais

A nova lei, que deve ser assinada pelo presidente János Árder nos próximos dias, se baseia essencialmente na biologia, no qual define como gênero as características apesentadas no nascimento de cada individuo.

Em entrevista ao The Guardian, a representante da Anistia Internacional, Krisztina Tamás-Sarói, disse que a norma é um retrocesso: “Esta lei empurra a Hungria de volta para a Idade Média, e destrói os direitos de pessoas trans e interssexo, deixando-as mais expostas à discriminação”.

A decisão do parlamento já tem sido alvo de protesto por parte da comunidade trans do país. A ativista trans Hátter Society afirmou que a nova lei está viola as normas internacionais de direitos humanos e contradiz com decisões da corte europeia de direitos humanos.

O drama da população trans da Hugria se estende desde 2017, quando todas as solicitações de mudança de documentações estão congeladas. Com a nova norma, todos os pedidos devem ser negados.

Marinha dos EUA contraria veto de Trump e admite membro transgênero.



Militares trans eram impedidos de servir até 2016, quando o governo democrata Barack Obama pôs fim à proibição transfóbica.

Um integrante transgênero da Marinha dos Estados Unidos foi admitido na instituição pela primeira vez desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu as forças armadas do país de admitirem pessoas trans.

A discriminatória proibição de Trump entrou em vigor em abril de 2019, quase dois anos depois que o presidente anunciou sua intenção de excluir todas as pessoas trans das forças armadas.

Segundo o Pink News, a marinha confirmou à CNN que “o secretário interino da Marinha aprovou um pedido específico de isenção relacionado ao serviço militar por militares com ‘disforia de gênero'”, disse a porta-voz Brittany Stephens.

Sendo assim, a medida se torna um verdadeiro golpe na tentativa transfóbica de Trump, garantindo pela primeira vez a um integrante trans o direito a servir a marinha no gênero de acordo com a sua identidade.

Segundo ela explicou, “um militar transgênero – cuja identidade não foi revelada na reportagem – solicitou uma renúncia para servir no seu gênero preferido” e “conseguiu alteração em seu gênero e permissão para ter uniformes e roupas correspondentes”, vivendo e trabalhando conforme a sua identidade.

Os militares transgêneros têm uma história complicada nas forças armadas dos EUA. Eles eram impedidos de servir até 2016, quando o governo democrata Barack Obama pôs fim à proibição transfóbica.

No governo republicano seguinte, em julho de 2017, Trump anunciou no Twitter que pretendia proibir todas as pessoas trans de servirem nas forças armadas. Sua alegação na época era de que militares trans geravam custos extras por questões médicas e de hormonização, o que se provou mentira pela Justiça americana.

Mesmo assim e com muitos protestos contra, no final das contas a medida de Trump foi aprovada e cerca de 13.700 membros das forças armadas – exército, marinha e aeronáutica – americanas foram dispensados somente por serem transgêneros.

De acordo com a lei de Trump, uma pessoa trans só poderá servir as forças armadas dos Estados Unidos se concordar em suprimir sua identidade de gênero vivendo conforme seu sexo biológico, caso contrário será exonerada.

A Marinha anunciou posteriormente que os membros do serviço teriam permissão para viver de acordo com seu gênero, mas depois a Academia Naval dos EUA disse mais tarde que impediria os pessoas trans de se inscreverem em 2020.

Pandemia antecipa aprovação de PrEP injetável de longa duração.



O Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança, nos Estados Unidos, anunciou a eficácia do cabotegravir injetável de ação prolongada na prevenção da contaminação pelo HIV.

Estudos comprovam que o cabotegravir injetável de ação prolongada, também conhecido como PrEP de longa duração, é seguro e eficaz na prevenção do HIV. O estudo da Rede de Ensaios de Prevenção ao HIV, ‘HPTN 083’, acompanhou quase 4.600 pessoas que não vivem com HIV de mais de 40 locais na América do Norte e do Sul, da Ásia e da África.

A profilaxia pré-exposição (PrEP) – medicamento antirretroviral usado por pessoas que não vivem com HIV para prevenir a infecção pelo vírus – é um elemento importante na prevenção combinada do HIV. A PrEP permite que as pessoas reduzam o risco de serem infectadas pelo HIV.

O ‘HPTN 083’ teve início no final de 2017 em diversas cidades brasileiras e foi direcionado para mulheres trans e homens que fazem sexo com homens. O estudo deveria continuar por pelo menos mais um ano em todas as entidades que fazem parte da pesquisa. Porém, devido a uma possível interrupção dos testes e aos resultados satisfatórios na primeira análise intermediária, comprovando a eficácia do medicamento contra a contaminação do vírus, o PrEP de longa duração passou para a etapa final de pesquisa.

Depois de sua aprovação regulatória e quando a produção de cabotegravir acessível puder ser ampliada, homens que fazem sexo com outros homens terão três opões altamente eficazes de PrEP: pílulas diárias, pílulas tomadas antes e depois da atividade sexual (PrEP sob demanda) ou uma injeção a cada dois meses.

As mulheres trans poderão escolher entre injeções ou pílulas diárias, uma vez que a Organização Mundial da Saúde não recomenda a PrEP sob demanda devido a possíveis interações medicamentosas com alguns hormônios. As injeções de cabotegravir a cada dois meses são uma opção importante para as pessoas que acham difícil tomar uma pílula todos os dias.

O estudo adicional ‘HPTN 084’ está em andamento para estabelecer a eficácia do medicamento injetável de longa duração em mulheres cis. Mais de 3.000 mulheres sexualmente ativas em sete países africanos se inscreveram para o estudo. Os resultados deste estudo são esperados para novembro deste ano.

Bolsominion dono de página de “fake news” é preso por homofobia: “Viado vai pegar coronavírus”.



Conhecido nas redes como o “rei das fake news”, o bolsominion Heberson Ramires Valêncio foi preso no último sábado (16/05), na cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, por crimes de homofobia, racismo e porte ilegal de arma.

Heberson teria divulgado um áudio onde afirma que “viado vai pegar coronavírus”. “Ôh Irmão, é o seguinte, tô sabendo que tudo quanto é viado vai pegar esse tal coronavírus. É bom que essas pragas morram tudo queimado, antes do fogo do inferno que vai vir para a terra. Essas peste… essas pragas ruim!”, diz a gravação.

Ao ser detido, Heberson também foi acusado por porte ilegal de arma e munições. Ao chegar na casa do acusado, a polícia encontrou uma pistola 380 e 51 munições. Além disso, dois computadores, dois celulares e um HD externo, foram encaminhados para perícia. Conforme o site A Critica, o delegado Gustavo Henriques Barros, responsável pelo caso, pediu a prisão preventiva de Heberson, fundamentada no risco de que, em liberdade, o suspeito atrapalhe as investigações coagindo testemunhas.

Caso seja condenado ele pode pegar até oito anos de prisão por posse ilegal e prática e incitação de crimes de discriminação e preconceito.

Homem é preso após confessar ter assassinado ativista LGBTQ+ em João Pessoa.



A Polícia Militar de João Pessoa (PB) prendeu nesta segunda-feira (18/05) o suspeito de matar o ativista LGBTQ+ Gabriel Taciano, de 34 anos. O corpo da vítima foi encontrado neste domingo (17/05) na praia de Jacarapé, com marcas de tiros e facadas. Segundo a polícia, ele era agente socioeducativo da Fundac.

Conforme informações do G1, o suspeito de 23 anos estava em uma casa no bairro do Cristo, onde também foi encontrada a motocicleta de Gabriel. De acordo com o delegado Carlos Othon, da Delegacia de Homicídios da capital paraibana, o suspeito confessou o crime e alegou que foi motivado por uma dívida da vítima, no valor de R$ 500. O homem confessou que passou a agredir a vítima com golpes de madeira e tentou asfixiar o servidor público. Em seguida, jogou a vítima, ainda com vida, do alto de uma ribanceira da praia.

Ele foi preso em flagrante por crime de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, sem defesa da vítima e com uso de requintes de crueldade. Ainda segundo o depoimento do suspeito a Polícia Civil, Gabriel e o acusado tinham um relacionamento. “Ele (suspeito) explicou que os dois combinaram de se encontrar na praia de Jacarapé. Quando chegaram ao local, passaram a discutir por conta da dívida”, afirmou o delegado.

Gabriel era filiado ao Partidos dos Trabalhadores (PT) e estava desaparecido, de acordo com o PT. Em nota, o PT informou que “Gabriel era militante do Partido dos Trabalhadores e das mais diversas lutas sociais e populares de nosso Estado. Era um grande guerreiro da causa LGBTQI+ e um incansável defensor dos direitos humanos”.

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