segunda-feira, maio 25, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Homem de 82 anos é indiciado por matar amante após jogo sexual.



Um idoso casado há 35 anos foi acusado de matar o seu amante durante um ato sexual sadomasoquista no estado do Texas, no sul do Estados Unidos. Craig LaMell, de 65 anos, foi hospitalizado afirmando que tinha sido agredido por vários estranhos perto de sua casa, mas, na verdade, ele estaria gravemente ferido por ter participado de um jogo sexual com Alan Bischof, de 82 anos.

Morto no começo de dezembro de 2019, LaMell ficou um mês internado e passou cerca de uma semana na UTI, segundo reportagem do "NY Post". OS detalhes do caso só vieram à luz cinco meses depois, em abril, quando Bischof se aposentou e o seu gerente teria encontrado uma confissão em seu computador de trabalho.

Segundo o acusado, o relacionamento era consensual e a vítima teria pedido para o octogenário agredi-la. Há até a suspeita de haver fotos de LaMell deitado no chão ensanguentado com ferimentos no rosto, na parte superior do corpo e nos braços.

Certos de que a brincadeira não teria dado muito certo, eles teriam inventado a história que LaMell teria sido agredido por estranhos na rua. Informações da imprensa dizem que ele ficou internado no Hospital Metodista de Houston e não resistiu a um sangramento no cérebro. Sua morte teria sido declarada como homicídio por traumatismo craniano com força bruta.

Segundo a confissão encontrada no computador do aposentado e uma carta endereçada à família, Bischof estaria planejando se matar pelo fim trágico de seu amante. O jornal afirma que durante entrevistas policiais, ele disse que "tudo na carta estava correto" e que eles haviam planejado mutuamente o espancamento brutal "por várias semanas" antes.

O advogado de Bischof, Mike Russo, confirmou ao "NY Post" que o idoso confessou tudo à polícia e ainda disse que os dois tinham "relacionamento mútuo" que era "totalmente consensual". "Ele não tinha nada além de amor por Craig", disse Russo.

Homem gay é preso e polícia o tira do armário publicamente.


Christopher Keys - Assalto gay

Um homem teve sua vida exposta publicamente após ter sido vítima de um assalto. Christopher Keys, 56 anos, de Macon, Geórgia, esperava no motel um garoto de programa que contatou pelo Craiglist, mas recebeu dois rapazes encapuzados e armados.

Ao chamar a polícia para relatar o assalto, em vez de receber ajuda, Christopher, que não era assumido, foi indiciado por “solicitação de sodomia” e teve o ocorrido divulgado publicamente pelo departamento de polícia.

Keys pretendia dizer a amigos e familiares que teria sido sequestrado e levado ao quarto de motel quando chamou a polícia, mas teve sua vida devastada pelo comunicado feito pela delegacia de Bibb.

De acordo com o relatório que Keys registrou com a polícia, dois homens mascarados bateram na porta e o detiveram sob a mira de uma arma e roubaram sua carteira, chaves de casa e do trabalho, carro, e um telefone celular.


Christopher Keys, Macon, Georgia, chamou a polícia após ter sido assaltado

Em vez de ajudar Keys, a delegacia optou por prendê-lo e acusá-lo de “solicitação de sodomia”, que continua sendo um crime específico na Geórgia, 17 anos depois que o Supremo Tribunal dos EUA revogou as leis de sodomia que proíbem o sexo gay.

A polícia também postou mensagem no Facebook detalhando o incidente na íntegra, a fim de contradizer os “rumores” circulantes, depois que a vítima contou aos amigos uma versão editada da história na qual ele foi sequestrado e levado para o motel.

Segundo nota do GayStarNews, a publicação no Facebook da delegacia dizia: “Keys afirmou aos policiais que deveria encontrar um homem no quarto nº 111 de um motel. Uma investigação revelou que Keys era um visitante frequente do Regency Inn & Suites desde janeiro.

“Keys disse aos policiais na época do relatório em 19 de maio que não queria que isso acontecesse e que não queria que ninguém conversasse com seus parentes. Keys disse que ia contar ao pai que foi sequestrado de outro local e levado para o motel.

“Com base nas informações descobertas no decorrer da investigação, Keys foi preso e acusado de solicitação de sodomia. A delegacia continua investigando o roubo pessoal relatado por Keys”.

Vida exposta e perda do emprego

A vítima gay, que queria ficar no armário, trabalhava em uma escola religiosa como professor de estudos bíblicos, a Tattnall Square Academy, segundo o Macon Telegraph. No entanto, ele já foi removido do quadro de funcionários no site da escola.

A escola disse ao jornal: “A Tattnall Square Academy só recentemente tomou conhecimento das acusações contra nosso ex-funcionário, Christopher Keys. Não temos comentários ou informações sobre o assunto sobre o qual ele é acusado”.

Jornalista pode ficar cego após ataque homofóbico.


Jornalista Matt Belanger 

Vítima de um ataque homofóbico no início do mês, o jornalista americano Matt Belanger revelou que pode ficar cego de um olho, devido aos danos enfrentados pela agressão.

Através de uma publicação em sua página do Facebook, o âncora do jornal 5 Eyewitness News, deu detalhes sobre o caso de homofobia. Segundo ele, o atentado aconteceu enquanto ele esperava o trem para ir trabalhar.

“Um homem que estava próximo jogou algo no meu rosto. Teve força suficiente para causar um dano no meu olho esquerdo. É por isso que estou usando este tapa-olho”, disse Matt.

Conforme informações da NBC News, o homem foi preso com o auxílio de câmeras de segurança do local da agressão. Ao ser detido, o homem, identificado como Vennie Jerome Williams, confessou que atacou o apresentador após perceber que ele era gay.

“O impacto no meu olho causou algum sangramento interno que precisa ser curado antes que eu possa voltar ao trabalho. Espero fazer uma recuperação completa, mas preciso ouvir os médicos, ficar em casa e ter calma”, completou.

‘Tenho certeza que vão me condenar por homofobia’, diz Bolsonaro em vídeo de reunião ministerial.


Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na reunião ministerial em 22 de abril, no Palácio do Planalto

Vídeo faz parte do Inquérito que investiga o presidente por interferência na PF. Bolsonaro já foi condenado a pagar R$ 150 mil por homofobia.

Em um dos trecho do vídeo, que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro conclama seus ministros a fazerem declarações de defesa do governo e afirma que, se partidos de esquerda chegarem à Presidência depois dele, ele e seus aliados terão que deixar o país sob risco de serem presos.

“Porque se for a esquerda, eu e uma porrada de vocês aqui tem que sair do Brasil, porque vão ser presos. E eu tenho certeza que vão me condenar por homofobia, oito anos por homofobia”, disse.

O vídeo faz parte do Inquérito que investiga as acusações feitas por Moro de que o presidente queria interferir pessoalmente na PF, ligar para diretores e superintendentes e ter acesso a relatórios sigilosos.

O interesse do presidente na superintendência da PF no Rio é um dos pontos principais da investigação. Moro pediu demissão após Bolsonaro exonerar o então diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo. E um dos primeiro atos do novo diretor-geral da PF, Rolando de Souza, foi trocar o diretor da PF no Rio.

Já é condenado!

Em meio de 2019, a maioria dos desembargadores da Sexta Câmara Cívil do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu manter a condenação do presidente Jair Bolsonaro a pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD), do Ministério da Justiça. A ação contra o então deputado foi motivada por declarações homofóbicas e racistas feitas por ele no programa “CQC”, da TV Bandeirantes, em março de 2011.

Na ocasião, questionado sobre o que faria se tivesse um filho gay, Bolsonaro afirmou que isso não aconteceria com ele porque seus filhos “tiveram boa educação”. Em outro momento, perguntado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria se um de seus filhos se apaixonasse por uma mulher negra, respondeu:

“Eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o seu”.

Após a decisão da Justiça do Rio, Bolsonaro havia entrado com embargos no tribunal. Por três votos a dois, os desembargadores decidiram manter a condenação e a pena aplicada. O presidente ainda pode recorrer da decisão.

A ação foi movida pelo Grupo Diversidade Niterói, Grupo Cabo Free de Conscientização Homossexual e Combate à Homofobia e Grupo Arco-íris de Conscientização. Na sentença, a juíza responsável pelo caso, Luciana Santos Teixeira, destacou que “não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário