quinta-feira, maio 28, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Costa Rica é o primeiro país da América Central a legalizar casamento igualitário.


Alexandra Quiros e Dunia Araya oficializaram a união em casamento em Heredia, Costa Rica, nesta terça-feira, 26. 

Duas mulheres se casaram na manhã desta terça-feira (26) na Costa Rica, que se tornou o primeiro país da América Central a aceitar o casamento igualitário, embora a data não tenha as comemorações esperadas, devido à pandemia de Covid19.

A entrada em vigor da lei foi marcada pela transmissão na televisão pública e nas redes sociais da história da luta pelos direitos LGBT.

Momentos depois que entrou em vigor, Dunia Araya e Alexandra Quiros se tornaram o primeiro casal do mesmo sexo a se casar na Costa Rica.

Vestidas de branco, as duas jovens se casaram na cidade de San Isidro de Heredia, 14 quilômetros a noroeste de San José, diante de uma juíza de paz usando máscara facial, como parte das medidas para evitar a Covid-19.

A Costa Rica é o oitavo país das Américas a aceitar o casamento igualitário, o primeiro da América Central e o 29º do mundo.

“Essa mudança causará uma transformação social e cultural significativa que permitirá que milhares de pessoas se casem perante a lei”, comentou o presidente Carlos Alvarado.



A validação desses casamentos foi resultado de uma decisão da câmara constitucional do Supremo Tribunal de Justiça de 2018, que declarou inconstitucional uma disposição do Código da Família que proibia o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Na decisão, a câmara constitucional concedeu à Assembleia Legislativa um período de 18 meses para legislar a esse respeito. Em caso contrário, a disposição seria anulada em 26 de maio, como aconteceu.

A decisão da câmara constitucional foi proferida em resposta a uma opinião consultiva da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em janeiro de 2018 determinou que os casais do mesmo sexo têm os mesmos direitos matrimoniais dos heterossexuais.

Na transmissão, organizada pela campanha “Sim, Aceito Costa Rica”, dezenas de personalidades internacionais apresentaram seus cumprimentos, como a cantora espanhola Mónica Naranjo, que anunciou que a mudança legal “fará que outros países do continente sigam o mesmo caminho”.

Olhos do mundo

“Parabéns, Costa Rica, os olhos do mundo estão em você”, disse o ativista americano Evan Wolfson, da organização Freedom to Marry.

A cantora mexicana Lila Downs parabenizou a Costa Rica e garantiu que “estamos progredindo, humanizando-nos com ações como essa”.

A transmissão também analisou a luta histórica pelos direitos da população LGBT, incluindo a perseguição sofrida pela comunidade na década de 1980.

A ativista Ana Vega, dona do La Avispa, o bar LGBT mais tradicional de San José, lembrou os momentos que seu local sofreu batidas policiais para impedir festas.

Em uma recente entrevista à AFP, o presidente Alvarado comentou que o momento é propício para a população se aceitar, independentemente das diferenças.

“A inclusão de pessoas da comunidade LGBT é tão importante quanto a validação de que podemos ter crenças religiosas diferentes, praticá-las livremente e todas coexistirem sem nos machucar”, disse Alvarado.

Homem sofre ataque homofóbico em meio à pandemia em Londres.



A polícia está procurando informações sobre um ataque homofóbico ocorrido. A vítima de 37 anos foi atacada por um grupo de três homens e sofreu sérias contusões após espancamento no meio da rua.

Às 2h15 do dia 3 de março, a vítima se aproximou da estação de metrô Piccadilly Circus, famosa praça em Londres, notando que ela parecia estar fechada. Quando ele se aproximou de um grupo de três homens para perguntar se eles sabiam se abriria, mas foi hostilizado violentamente.

A vítima foi empurrada para a rua, onde o grupo começou a atacá-lo. Ele conseguiu escapar e seguir na direção do Hard Rock Café, nas proximidades, mas o grupo o atacou novamente, antes de sair e seguir em direção à Shaftesbury Avenue.

O homem foi levado ao hospital, onde se recuperou, mas sofreu contusões por causa do ataque. A polícia acredita que os homens que o atacaram tinham pouco mais de 20 anos, eram orientais. Três homens, todos com 21 anos, foram presos por suspeita do crime.

O oficial de investigação, detetive policial John McNally, disse: “Este foi um ataque completamente não provocado e cruel à vítima, aparentemente motivado pela homofobia. Embora felizmente não tenha sido gravemente ferida, a vítima ficou compreensivelmente abalada com o incidente.

Segundo nota do GayStarNews, o delegado do Metropolitan disse: “O Met adota uma abordagem de tolerância zero ao crime homofóbico; é absolutamente inaceitável que alguém se sinta intimidado em seguir suas vidas diárias devido à sua orientação sexual”.

Casal gay é agredido com pedaço de vidro em Amsterdam.


A polícia abriu investigação sobre o caso

Um casal gay foi alvo de um ataque homofóbico na última quinta-feira (21), durante uma passei de barco em um dos canais de Amsterdam, na Holanda. A vítima foi socorrida e passa bem.

Conforme informações do site NL Times, o casal passeava pela região de JC van Epenstraat avistaram um grupo de jovens que iniciando ataques homofóbicos com insultos e, logo em seguida, foram agredidos fisicamente.

Uma das vítimas foi atingida com um pedaço de vidro, gerando cortes. Ele foi socorrido por uma ambulância e encaminhado para o hospital mais próximo. A polícia está investigando o caso.

Ainda segundo à publicação, os suspeitos que são menores de idade, foram identificados. O principal agressor é um adolescente de apenas 14 anos e os outros dois 14 e 15 anos.

Este é o terceiro caso de homofobia registrado em Amsterdam em poucos meses. Na Páscoa a polícia da cidade atendeu um caso de um casal gay que foi atacado e assediado pela região.

Filho de governador do Rio, Erick Witzel fala sobre investigação da PF.



Erick Witzel, filho do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, usou seu perfil do Instagram nesta terça-feira (26), para se pronunciar sobre a operação policial contra sua família.

Após uma série de publicações onde questiona o tratamento do governo atual do Brasil com os jornalistas, o jovem afirmou que estava tranquilo quanto a investigação na casa de seus pais.

“Podem entrar nas nossas casas, podem procurar, podem interferir, gritar, esculhambar. Consciência tranquila. Podem futucar bastante e depois quebrem a cara”, escreveu Erick.

O caso citado por Erick diz respeito a Operação Placebo, na qual investiga desvios na Saúde do Rio de Janeiro para ações na pandemia de coronavírus. Foram instaurados 12 mandados de busca e apreensão.


Um dos mandatos foi para Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC), e outro na casa dele no Grajaú. A esposa de Witzel também tem sido alvo da investigação.

Erick é transexual e, desde o último ano, tem se mostrado bastante envolvido no universo da política. Atualmente ele faz parte da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, onde atua como assessor de empregabilidade.

Cruzeiro se pronuncia após torcedor ser alvo de ataque homofóbico.



O time de futebol Cruzeiro se pronunciou no último sábado (23), após um dos membros de sua torcida organizada LGBT+, a Marias de Minas, ser alvo de homofobia durante uma live no Instagram.

Durante a live, que recebeu a presença do jornalista do jornal Hoje em Dia, Guilherme Piu, internautas se irritaram com a discussão sobre a situação atual do clube e iniciaram ataques de cunho discriminatórios.

“Prestamos nossa solidariedade ao torcedor @sennacec [criador do Maria de Minas] e ao jornalista @guilhermepiu, alvos de ataques homofóbicos e ameaças em uma live nesta semana”, escreveu o Cruzeiro no Twitter.

“Não há mais espaço para comportamentos pautados no preconceito e no ódio. O futebol tem o dever de ser democrático e inclusivo”, completou o clube, que tem um trabalho intenso na luta contra LGBTfobia nos estádios.

Através de seu perfil do Twitter o jornalista também se pronunciou sobre o caso e revelou que vai tomar as devidas providências judiciais ao lado da torcida Marias de Minas.

“Já relatamos o ocorrido aos órgãos, tanto o Sindicato dos Jornalistas de MG quanto entidades representativas do movimento LGBTQI, para que medidas possam ser tomadas”, escreveu.

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