terça-feira, maio 19, 2020

POLÍTICA

Demissão de 2º ministro da Saúde em menos de 1 mês preocupa políticos à direita e à esquerda.


Jair Bolsonaro e Nelson Teich na posse deste no Ministério da Saúde em abril.

Nelson Teich anunciou nesta sexta-feira (15) saída do Ministério da Saúde devido à pressão de Bolsonaro por ampliar uso da cloroquina no tratamento à covid-19.

Em um dos momentos mais críticos da pandemia do novo coronavírus, com mais de 800 mortes confirmadas diariamente, a saída de mais um ministro da Saúde do governo preocupa autoridades e políticos brasileiros. ?Nelson Teich pediu demissão nesta sexta-feira (15) porque era pressionado pelo presidente Jair Bolsonaro para ampliar o uso da cloroquina no tratamento da covid-19, mesmo sem comprovação científica do medicamento para todo tipo de caso.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, com quem Bolsonaro travou guerra fria por meses, tuitou: “Oremos”. Usou hashtag para as pessoas ficarem em casa e destacou as palavras “ciência” e “fé”.

Sem citar o nome de Teich, o ex-ministro Sergio Moro ressaltou o número de mortes e afirmou que o cenário é “difícil”.

Ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Marcos Pontes, soube da demissão do colega pela imprensa. “Eu não sabia disso, deve ser informação nova. É sempre preocupante, porque é um momento de batalha, mas certamente ele tem uma equipe e essa equipe vai continuar a trabalhar”, disse. “Nós temos muitos problemas para resolver, e é um problema sem dúvida nenhuma, mas nós vamos conseguir vencer, com certeza”, completou. 

Líder do DEM, partido de Mandetta, na Câmara, o deputado federal Efraim Filho (PB) disse que Teich “parte sem deixar saudades”. “A impressão é de que ele nunca assumiu realmente... Foi praticamente um mês perdido de Ministério da Saúde no ponto mais crítico da pandemia”, afirmou.

Por sua vez, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), tuitou que ”é mais um herói que vai”. E disse que governadores e prefeitos é que devem comandar a resposta à crise do coronavírus e não o presidente.

Com a demissão do ministro, o governador de São Paulo, João Doria, um dos alvos do presidente Jair Bolsonaro, por defender o isolamento social, foi categórico: “o barco está à deriva”. 

Candidato derrotado para Bolsonaro nas eleições de 2018, o petista Fernando Haddad sugeriu no Twitter que a escolha do novo ministro da Saúde não é o maior problema deste momento:

"Quem será o próximo ministro da Saúde? Tanto faz, enquanto Bolsonaro estiver presidente."

Terceiro lugar na campanha eleitoral de 2018, o pedetista Ciro Gomes classificou de “irresponsabilidade assassina” a demissão “provocada” de Teich.

Apoiador de Bolsonaro na eleição de 2018, o MBL (Movimento Brasil Livre), que já entrou com pedido de impeachment de Bolsonaro, ironizou a saída de mais um ministro e os interesses por trás dessa mudança. Utilizou uma foto de Valdemar Costa Netto, político do Centrão, que já foi preso pelo esquema do mensalão petista. Bolsonaro tem se aproximado dos partidos fisiológicos para assegurar apoio parlamentar.

"Mais um ministro técnico não deu certo. Governo super preocupado com a saúde mesmo."

"Bem-vindo, Teich, para a lista de comunistas."

"Oi Bolsonaro .Vi que tem um Ministério dando sopa. Tá tudo bem?"



A líder do Psol na Câmara dos Deputados, Fernanda Melchionna (RS), avaliou como “muito grave” mais uma demissão no Ministério da Saúde. “Essa dança de cadeiras é mais uma tentativa do Bolsonaro de tutelar todo e qualquer ministro para impor sua visão obscurantista, autoritária e contra a Ciência”, destacou. O Psol também protocolou pedido de impeachment contra o presidente, com 1 milhão de assinaturas, incluindo integrantes da sociedade civil e de artistas. Já são dezenas de pedido de impedimento do presidente na Câmara dos Deputados.

A bancada do Novo na Câmara também disse que é “preocupante” a saída de mais um ministro. ”É preocupante, em meio a uma pandemia, evidenciar instabilidade no Ministério da Saúde enquanto mais de 14 mil vidas foram perdidas e os números só tendem a aumentar”, diz nota assinada pelos 8 deputados federais do partido, que destaca a necessidade de “decisões baseadas em fatos e evidências científicas”.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), é “lamentável”a segunda troca do ministério em 1 mês. O deputado tucano pediu a união dos políticos em prol “da construção desse grande entendimento, essencial para o fortalecimento do Brasil neste momento de grave crise que vivemos”.

Em nota, a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, afirmou que “salvar as vidas de brasileiros e brasileiras está nas mãos do Presidente Jair Bolsonaro”. ”É seu dever liderar o enfrentamento dessa pandemia com responsabilidade. A instabilidade política eleva ainda mais os riscos a que brasileiros e brasileiras estão expostas. Todas as autoridades precisam trabalhar de forma coordenada para dar respostas adequadas à crise, sobretudo para as populações em situação de maior vulnerabilidade. Não temos tempo a perder. E as autoridades brasileiras precisam assumir compromissos rígidos com os direitos humanos imediatamente”, disse.

PF investigará possível vazamento de informações para Flavio Bolsonaro.




Segundo Paulo Marinho, empresário e suplente de Flavio Bolsonaro, o agora senador teria sido avisado por delegado em 2018 sobre a operação da PF que mirava Fabrício Queiroz

A Polícia Federal informou na noite deste domingo (17.mai.2020) que abriu investigação para apurar se houve vazamento de informações sigilosas da Operação Furna da Onça ao senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

“Foi determinada, na data de hoje, a instauração de novo procedimento específico para a apuração dos fatos apontados”, disse a corporação em nota.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flavio no Senado, disse que a PF contou para o senador que a operação ia ser deflagrada em 2018. A ação é 1 desmembramento da Lava Jato, investiga desvio de dinheiro e 1 suposto esquema de rachadinha na Alerj (Assembléia Legislativa do Rio) e atingiu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio.

Os policiais também teriam “segurado a operação” para que ela não fosse feita antes do 2º turno das eleições de 2018 e atrapalhasse a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. O senador é o filho mais velho do presidente.

De acordo com Marinho, Flavio Bolsonaro lhe contou sobre a antecipação das informações da PF na operação que atingiu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio na Alerj, em dezembro de 2018 –depois que Bolsonaro já tinha sido eleito com 55,2% dos votos. Na ocasião, Flavio queria que o empresário lhe indicasse 1 bom advogado criminal e estava “absolutamente transtornado”.

Leia a íntegra da nota da PF:

“A Polícia Federal esclarece, em relação à matéria “PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação”, na edição on line da Folha de SP, na data de ontem (16/5), o que segue:

A Polícia Federal se notabilizou por sua atuação firme, isenta e imparcial no combate à criminalidade, dentro de suas atribuições legais e constitucionais.

A matéria jornalística em questão aponta a eventual atuação em fatos irregulares, de pessoa alegadamente identificada como policial federal, no bojo da denominada operação “Furna da Onça”.

A referida operação policial foi deflagrada no Rio de Janeiro em 08/11/2018, tendo os respectivos mandados judiciais sido expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2° Região, por representação do Ministério Público Federal, em 31/10/2018, portanto, poucos dias úteis antes da sua deflagração.

Esclarece-se, ainda, que notícia anterior, sobre suposto vazamento de informações na operação “Furna da Onça”, foi regularmente investigada pela PF através do Inquérito Policial n° 01/2019, que encontra-se relatado.

Todas as notícias de eventual desvio de conduta devem ser apuradas e, nesse sentido, foi determinada, na data de hoje, a instauração de novo procedimento específico para a apuração dos fatos apontados.”

OUTRO LADO

Flavio negou as acusações feitas por Marinho. Disse que o empresário quer sua vaga no Senado.

O filho mais velho do presidente disse que Marinho foi tomado pela ambição e trocou a família Bolsonaro pelos governadores João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC). “[Marinho] preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão”, escreveu Flavio.



PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente.


Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do presidente Jair e teria sido avisado da operação por 1 delegado simpatizante da candidatura do pai ao Planalto

O empresário Paulo Marinho disse à Folha de S.Paulo que a Polícia Federal contou para o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) que a Operação Furna da Onça ia ser deflagrada em 2018. A operação é 1 desmembramento da Lava Jato, investiga desvio de dinheiro e 1 suposto esquema de rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) e atingiu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio.

Os policiais também teriam “segurado a operação” para que ela não fosse feita antes do 2º turno das eleições de 2018 e atrapalhasse a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. O senador é o filho mais velho do presidente.

Paulo Marinho é o suplente de Flávio no Senado. A entrevista à Folha foi publicada no fim da noite de sábado (16.mai.2020).

De acordo com Marinho, Flávio Bolsonaro lhe contou sobre a antecipação das informações da PF na operação que atingiu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj, em dezembro de 2018 – depois que Bolsonaro já tinha sido eleito com 55,2% dos votos. Na ocasião, Flávio queria que o empresário lhe indicasse 1 bom advogado criminal e estava “absolutamente transtornado”.

De acordo com Marinho, a conversa com Flávio explica o interesse do presidente Bolsonaro em ter alguém de sua confiança na chefia da Polícia Federal, assim como disse o ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) ao pedir demissão.

Marinho foi 1 dos nomes mais importantes na candidatura de Bolsonaro ao Planalto, chegando a emprestar sua casa para montar a estrutura da campanha do militar. Atualmente, é pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB.

Segundo Marinho, Flávio foi avisado sobre a operação Furna da Onça entre o 1º e o 2º turno das eleições de 2018 por 1 delegado que era simpatizante da candidatura de Bolsonaro. Os pleitos daquele ano foram realizados em 7 e 28 de outubro, respectivamente.

O delegado teria aconselhado também Flávio a demitir Queiroz e a filha de seu gabinete na Alerj. Assim foi feito. Em 15 de outubro de 2018, os 2 foram afastados.

O Poder360 preparou 1 infográfico que explica quem é quem nas investigações.



ENTENDA O CASO

O relatório do Coaf que acendeu o caso na mídia está relacionado à operação Furna da Onça, que levou à prisão 10 deputados estaduais do Rio em 8 de novembro. Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tiveram suas contas bancárias esmiuçadas pelo Coaf, inclusive Queiroz.

A assessoria de Flávio Bolsonaro afirma que não há “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor , exonerado em outubro para se aposentar.

Além de trabalhar no gabinete de Flávio, Queiroz é amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro. Em 2013, postou em seu perfil no Instagram uma foto com o militar, pescando.

Em 7 de dezembro de 2018, Bolsonaro disse que os R$ 24.000 pagos por Queiroz à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro referem-se à quitação de uma dívida pessoal.

De acordo com ele, Queiroz utilizou a conta da futura primeira-dama para receber o dinheiro “por questão de mobilidade”.

“O nosso presidente já esclareceu. Tinha 1 empréstimo de R$ 40.000, passei 10 cheques de R$ 4.000. Nunca depositei 24.000”, afirmou Queiroz em entrevista ao SBT.

Queiroz disse ao SBT Brasil que vai explicar apenas ao MP porque recebeu depósitos de outros funcionários de Flávio nas datas próximas de pagamentos da Alerj.

Ele negou que tenha repassado parte de seu salário ao senador eleito.

“No nosso gabinete, a palavra lá é: não se fala de dinheiro, não se dá dinheiro […] Eu não sou laranja, sou homem trabalhador. Eu tenho uma despesa imensa por mês.”

Atletas se mobilizam para derrubar veto de Bolsonaro ao auxílio emergencial.


Atletas se mobilizam para derrubar veto de Bolsonaro ao auxílio emergencial.

O veto do presidente Jair Bolsonaro à inclusão de profissionais ligados ao esportes na lista de beneficiados pelo auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus causou revolta nos atletas e paratletas. Eles se mobilizaram para tentar reverter a decisão. A sanção foi publicada na última sexta-feira no Diário Oficial da União.

O presidente vetou a ampliação do benefício para profissionais informais que não estão inscritos no Cadastro Único. O Congresso Nacional especificava profissões que estariam aptas a receber os R$ 600 do governo, como os profissionais que trabalham com esporte. Mais de 50 categorias de trabalhadores informais de baixa renda ficaram sem receber o dinheiro. Apenas a inclusão de mães menores de 18 anos permaneceu não recebeu veto.

Na justificativa para barrar as alterações, o governo disse que a proposta de lei feria o princípio da isonomia por privilegiar algumas profissões em detrimento de outras. O Executivo informou também que o Congresso não especificou qual seria a origem da verba nem o impacto do aumento das despesa nas contas públicas.

Com a decisão prejudicial aos atletas e paratletas, o Sindicato de Atletas de SP criou um abaixo-assinado contra esse veto. A entidade diz que "não irá se calar diante dessa decisão" e prometeu que "vai lutar para que o maior número de assinaturas chegue à Brasília".

A lei entrou em vigor com a sanção e os vetos terão de ser analisados pelo Congresso, que tem 30 dias para deliberar sobre o veto e sua votação. Os parlamentares podem manter ou derrubar a decisão de Bolsonaro. É preciso de maioria absoluta na votação para a derrubada do veto presidencial e a alteração legal sem concordância do governo. Portanto, são necessários 257 na Câmara e 41 no Senado.

O projeto de lei (PL 873/2020) é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AC). A ampliação da lista de beneficiados só foi discutida recentemente para não atrasar a distribuição do auxílio emergencial. Durante a tramitação no novo projeto no Senado, o texto recebeu a emenda que inclui atletas e outros profissionais que trabalham com esporte, de autoria da senadora e ex-jogadora de vôlei, Leila Barros.

Regina Duarte se diz 'vítima de matérias tendenciosas e venenosas'.



“Em breve vocês poderão ver os resultados da Cultura que quero pro meu país acontecendo, sob minha gestão."

A secretária especial da Cultura, Regina Duarte, publicou em suas redes sociais uma mensagem na qual afirma estar sendo vítima de “matérias tendenciosas, fakes, maldosas e venenosas”.

No texto, compartilhado na manhã deste sábado (16), ela também diz que “vai mostrar serviço”. “Em breve vocês poderão ver os resultados da Cultura que quero pro meu país acontecendo, sob minha gestão”, afirma.

Escreveu:

"Estou sendo vítima da "INFODEMIA": Matérias tendenciosas, maldosas, fakes , venenosas. Mas posso garantir que tudo nessa pandemia vai passar. Em breve vocês poderão ver os resultados da Cultura que quero pro meu país acontecendo sob minha gestão. Não vou rebater os absurdos lançados contra mim, estou trabalhando muito."

Em entrevista ao vivo à CNN Brasil, na última quinta (7), Regina protagonizou um barraco ao saber que os apresentadores queriam que ela comentasse um vídeo da atriz Maitê Proença contendo críticas aos trabalhos da secretaria.

Exclusivo: Regina Duarte minimiza ditadura e interrompe entrevista à CNN




URGENTE: TSE PODE CASSAR BOLSONARO E CONVOCAR NOVAS ELEIÇÕES



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