sexta-feira, maio 22, 2020

POLÍTICA

Partidos de esquerda entram com pedido de impeachment de Bolsonaro.


 O presidente Bolsonaro discursou em uma manifestação que defendia a intervenção militar

Partidos de oposição protocolaram nesta 5ª feira (21.mai.2020) na Câmara dos Deputados 1 pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Entre as legendas que assinaram o pedido estão PT, PCdoB, PCB, PCO, PSTU e UP, junto com mais de 40 organizações da sociedade civil. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) é uma das signatárias.

O presidente é acusado de cometer crimes de responsabilidade e atentar contra a saúde pública ao violar recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre não promover aglomerações para evitar a propagação da covid-19.

Bolsonaro incentivou e compareceu a manifestações de rua durante a pandemia, que já matou 330 mil pessoas pelo mundo. Nos protestos, chegou a cumprimentar, abraçar e tirar selfies com os manifestantes.

 Jair Bolsonaro tossindo ao discursar em ato onde manifestantes pediam a volta do AI-5

Outros argumentos usados para a instalação do processo são falas de Bolsonaro contra o STF (Supremo Tribunal Federal); a convocação de Bolsonaro para uma “guerra contra governadores” que discordem dele sobre as medidas de isolamento social e o bloqueio da compra de respiradores e outros equipamentos de saúde por Estados e municípios.

Também são citados o apoio do presidente ao grupo “300 do Brasil”, 1 dos principais organizadores das manifestações, e a suposta incitação das Forças Armadas contra a democracia.

Em 19 de abril, durante 1 protesto em frente ao comando do Exército, em Brasília, Bolsonaro subiu em cima de uma caminhonete e discursou em 1 ato cuja uma das principais pautas era a volta do AI-5 –ato instaurado durante a ditadura militar brasileira que fechou o Congresso Nacional e impunha medidas rígidas de controle do Estado sobre a população.


Faixas de manifestantes traziam os dizeres “AI-5” e “Intervenção militar Já”

No Facebook, a Fenaj disse que “esta iniciativa é diferente de outros pedidos de impeachment já realizados porque tem 1 peso político e social, uma vez que reúne 1 amplo campo unitário de organizações do movimento popular, social e da juventude”.

Em novo depoimento, delegado diz ter sido consultado por Ramagem para deixar PF do Rio.



Revelações de Carlos Henrique Oliveira desmentem versão de Bolsonaro de que decisão por sua remoção do Rio foi do novo diretor-geral, que era braço-direito de Ramagem na Abin.

O delegado da Polícia Federal Carlos Henrique Oliveira afirmou, nesta quarta-feira (19), que o atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o também delegado Alexandre Ramagem, o convidou para ser diretor-executivo da PF após ser indicado para diretor-geral da PF, em novo depoimento obtido pela Reuters.

Oliveira era superintendente da PF no Rio de Janeiro e acabou sendo efetivado como diretor-executivo da corporação, espécie de número 2, já no início da gestão de Rolando Souza, que assumiu o cargo de chefe da PF após a posse de Ramagem ter sido barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por indício de desvio de finalidade.

O delegado mudou sua versão do depoimento que havia dado na semana passada. Na ocasião, ele havia dito que nenhuma pessoa cogitada pela imprensa para ser o novo diretor-geral da PF tinha o procurado para deixar a superintendência do Rio para assumir a direção-executiva em Brasília.

No novo depoimento, Oliveira pediu para “esclarecer” que foi procurado por Ramagem para ser diretor-executivo da PF em 27 de abril – um dia antes de Bolsonaro nomear Ramagem para a diretoria-geral da PF, posteriormente barrada –, e afirmou que aceitaria. O delegado também afirmou que Ramagem já discutia a troca do superintendente da PF no Rio de Janeiro mesmo antes da sua escolha para ser diretor-geral da corporação.

As revelações contrariam as versões dadas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo próprio Ramagem. No dia 5 de maio, Bolsonaro, bastante exaltado, mandou por várias vezes os jornalistas calarem a boca e disse que a mudança, na véspera, de Oliveira do Rio para Brasília tinha sido “a convite do atual diretor-geral”, Rolando Souza. Ele voltou a negar qualquer interferência na decisão.

Já Ramagem, ao depor na última semana, disse não ter tido “qualquer influência” na mudança de Oliveira do Rio para a diretoria-executiva. 

Souza era o braço-direito de Ramagem na Abin e foi a opção de Bolsonaro, empossada às pressas, depois que a indicação de Ramagem para a diretoria-geral da PF foi barrada pelo STF.

O comando da PF no Rio está no centro da acusação feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que Bolsonaro tentou interferir na PF, que é alvo de inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

No novo relato, o delegado também disse ter se reunido, no Palácio do Planalto, com Bolsonaro e Ramagem no segundo semestre de 2019, época em que era superintendente da PF em Pernambuco e cotado para assumir a chefia do Rio.

Esse encontro não contou com a presença do então ministro da Justiça, Sergio Moro, nem do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Questionado sobre a razão do encontro, Oliveira disse não saber informar “objetivo específico para sua audiência” com o presidente.

Procurada, a Secretaria de Imprensa da Presidência disse que o Palácio do Planalto não vai comentar o depoimento.

A breve (e bizarra) passagem de Regina Duarte pela Cultura resumida em 9 frases.



"Fiquem leves" e "o pum do palhaço" são apenas algumas das muitas pérolas da atriz como secretária da Cultura.

Pouco mais de dois meses. Essa foi o quanto durou a passagem de Regina Duarte como secretária de Cultura do governo Bolsonaro. De prático, a atriz - famosa por protagonizar algumas das mais marcantes novelas da TV brasileira - deixou mesmo foram suas frases de efeito que confundiam mais que explicavam.

Por isso, contamos sua história como chefe da pasta da Cultura resumida em frases que conseguiram o feito de gerar espanto, riso, revolta, indignação e repulsa, tudo ao mesmo tempo.

Veja aqui:

Lá em 2017, ainda no governo Temer, quando se discutia a extinção do ministério da Cultura, Regina já dava das suas. Era o período da paquera.

“Se o país está ‘em coma’, não entendo a insistência no auto-engano de achar que a Cultura pode se safar, sadia, do desconserto geral que nos abateu . Na teoria (linda!) a prática é outra (dolorida). Sou a favor da ideia de manter a Cultura internada no ‘Hospital’ da Educação. Depois da possibilidade de ‘alta’, vamos ver o que pode ser melhor pra ela e pra todos nós, brasileiros.”
Corta para janeiro de 2020, quando ela iniciou uma conversa com o presidente Bolsonaro para substituir Roberto Alvim como secretária da Cultura. Detalhe, Alvim foi demitido a contragosto pelo presidente por um pronunciamento fazendo cosplay de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda da Alemanha nazista. 

O status do relacionamento de Regina agora havia mudado. 

“Nós vamos noivar, vou ficar noiva, vou lá conhecer onde eu vou habitar, com quem que eu vou conviver, quais são os guarda-chuvas que abrigam a pasta, enfim, a família. Noivo, noivinho.”
Como todos sabem, noivado dá em... Pum do palhaço. Pelo menos foi assim que a “namoradinha do Brasil” descreveu sua alegria ao assumir a pasta da Cultura.

“Falo desse caldo de cantos, danças, brincadeiras de roda, papagaio, pipa no céu, palavrão,  tatuagem, arroz com feijão, farofa de mandioca, pastel de feira, pão de queijo, caipirinha de maracujá, chimarrão, culto, missa das dez, desafio repentista, forró, e aquele pum produzido com talco espirrando do traseiro do palhaço e fazendo a risadaria feliz da criançada. Cultura é assim, é feita de palhaçada.”

Tem goiabada? Tem sim, senhor! Regina Duarte em seu discurso de posse como secretária da Cultura do governo Bolsonaro.

Aí veio aquele post no Instagram... Ao ser, finalmente, empossada como a nova secretária da Cultura, Regina Duarte publicou em sua conta da rede social um apanhado de fotos de artistas famosos que, segundo ela, a apoiavam.

É, mas nem tudo que se passa dentro na cabeça dela acontece no mundo real, e artistas retratados no post foram pedindo para que Regina retirasse suas fotos, que ela postou sem autorização. Eles argumentaram que apenas tinham mandando votos de uma boa gestão e não a apoiavam. Até Maitê Proença, que divide algumas opiniões semelhantes às de Regina, não gostou.

Regina ficou magoada com Maitê. Mas não fazia ideia que a eterna Dona Beija voltaria a assombrar seu breve reinado na pasta da Cultura...

Ah, o post original com as fotos de seus “apoiadores” famosos foi apagado por Regina Duarte.

Aderindo ao estilo de pronunciamento via redes sociais tão caro ao presidente Bolsonaro, Regina voltou a usar sua conta no Instagram para criticar a imprensa. E com a promessa de mostrar os resultados na secretaria de Cultura sob seu comando. 

[sons de grilos]

Estamos esperando até hoje. 

Porém, nada que está ruim não possa piorar, e chegamos ao dia 7 de maio de 2020. Dia da fatídica entrevista de Regina Duarte na CNN. Quando, entre outras pérolas, ela defendeu o período da ditadura militar no Brasil minimizando torturas e pediu para que os entrevistadores ficassem mais “leves”.

Eu não quero ficar olhando para trás. Se eu ficar olhando para o retrovisor, vou dar trombada. Tem que olhar para frente. Tem que amar o País. Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80... Gente, vamos embora. [cantando] Pra frente Brasil, salve a Seleção! De repente é aquela corrente4 pra frente... Não era bom quando a gente cantava isso? 
Mas é um período muito difícil. Muita gente morreu na ditadura, rebateu o jornalista Daniel Adjuto.

Cara, a humanidade não para de morrer. Se você falar vida, do lado tem morte. Por que que as pessoas ficam assim, oooooh? Por quê?
Foram as torturas, secretária.

Mas sempre houve tortura. Meu Deus do céu, Stalin. Quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Se a gente ficar trazendo os mortos... 
É neste exato momento que entra um vídeo de Maitê Proença (lembra que ela iria voltar?) criticando a atuação de Regina na secretaria e a então secretária perdeu as estribeiras. 

Vocês ficam desenterrando a mensagem da Maitê pra quê? O que vocês ganham com isso? Eu tinha tanta coisa bacana para falar. Vocês estão desenterrando mortos. Vocês estão carregando um cemitério nas costas. Vocês devem estar cansados. Fiquem leves. 


OPOSIÇÃO ENTREGA PEDIDO IMPEACHMENT DE BOLSONARO À CÂMARA DE DEPUTADOS



Regina Duarte: a porteira e a portaria



Escândalo do Cloroquinão: Bolsonaro compra Cloroquina 6x mais cara sem licitação




A cloroquina de Bolsonaro na PF



2 comentários:

  1. Já não era sem tempo! Mas cada o PDT do Ciro Gomes e o PSB? Não se dizem de esquerda também? Ou vão ficar de briguinha e disputa neste momento em que todos deveriam se unir contra a extrema-direita?

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  2. Como o momento não é discutir sobre o assunto, o foco está na preocupação em torno da pandemia que mata e se alastra por todo o Brasil. O presidente da República, minimiza e debocha das mortes de brasileiros, para flexibilizar a economia, enquanto os países de todo mundo, o faz, enquanto caem as taxas de mortalidade. Enfim, o Brasil e paises da America Latina, pelos orgãos de saúde, é o epicentro do Covid19...LASTIMÁVEL.

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