terça-feira, junho 30, 2020

HOMOSSEXUALIDADE

Como controlar a ansiedade com 5 mudanças simples (mas que SUPER funcionam!).



Se você se sente estressado, se está comendo mais, dormindo menos e achando que a vida de todo mundo parece melhor do que a sua…

Se pensa no futuro com frio na barriga, e já se prepara sempre para ver o pior acontecendo…

Então, meu amigo, você pode estar sofrendo daquele que é um dos grandes males (se não o maior) deste século: a ansiedade.

E saiba que, se esse for o caso, você não está sozinho: a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou que o Brasil tem o maior índice de transtorno de ansiedade do mundo.

Sim! O país do carnaval e do futebol agora também é o país dos ansiosos. Já está comprovado que mais de seis em cada dez brasileiros sofrem do problema.

A estatística é triste, mas não surpreendente.

Isso porque vivemos na era da tecnologia e das múltiplas possibilidades. A todo momento, surge uma nova informação e uma nova opção de algo que você poderia estar fazendo, mas não está.

A cada novo dia, a rotina acelerada te faz correr contra o relógio. Diariamente, também, chegam notícias de novos alimentos que causam câncer, de novos golpes telefônicos direto do presídio, de novos criminosos violentos que estão à solta por aí…

E, como se tudo isso já não fosse o bastante, a cada deslizar de dedo na tela do celular, você dá de cara com várias fotos incríveis dos seus amigos e conhecidos, te fazendo acreditar que só você tem problemas.

Ufa! Que sufoco!

Não restam dúvidas: a busca por modelos inatingíveis de vida tem feito com que a sociedade atual fique cada vez mais doente. 

Não é para menos.

As opções são muitas.

Se no século passado havia apenas 20 empregos diferentes nos quais uma pessoa podia fazer carreira, hoje esse número já passa dos 20 mil – e continua aumentando. O tempo que cada funcionário passa numa mesma empresa também não para de diminuir. O número de divórcios aumentou 13 vezes em 3 décadas. E por aí vai.

Esses dados são chocantes, quando lembramos que antigamente casamento e emprego duravam muito mais, se não a vida inteira.

Pois é.

Nada mais óbvio que o combo velocidade e possibilidades se transforme em roedores de unhas e comedores impulsivos salgadinho Elma Chips…

MAS, AFINAL, O QUE É ANSIEDADE?

A ansiedade é uma perturbação psíquica, decorrente da excessiva excitação do sistema nervoso central.

Em outras palavras, e em um português mais acessível, é aquela inquietação e preocupação constantes. Ser ansioso é viver com medo do futuro, sofrer antecipadamente prevendo que algo ruim vai acontecer e preocupar-se com coisas desnecessárias.

Aliás, se pararmos para analisar todos os nossos pensamentos do dia, perceberemos que a maioria deles são inúteis, repetitivos e, de alguma forma, estão relacionados ao medo e à incerteza do futuro.

E por falar em medo, muita gente confunde essas duas emoções, já que elas estão intimamente ligadas.

Mas veja bem: ansiedade e medo não são a mesma coisa!

A diferença está na distância do perigo. Na ansiedade, o motivo de preocupação está no futuro. No medo, a ameaça está próxima.

Quem teme constantemente ser assaltado na rua, por exemplo, vive num estado ansioso. Mas, no momento do assalto, a pessoa sente medo.

Claro que ter um pouquinho de ansiedade é normal – e até saudável. Como você acha que os nossos antecedentes pré-históricos conseguiam se safar dos grandes predadores?

É fato que a seleção natural favoreceu animais e pessoas preocupadas em excesso. Imagine o seguinte: um grupo de homens das cavernas passeia pelos campos, quando, de longe, aparece um leão enfurecido. Aqueles mais inquietos, atentos ao mundo à volta, escapam primeiro. Mas os distraídos (e menos ansiosos) são presas fáceis para o animal.

Então, se você, vez ou outra, se revira de um lado para o outro na cama, ou tem aquele friozinho na barriga na véspera de um evento importante (como uma prova ou entrevista de emprego), saiba que isso é perfeitamente normal.

O problema é quando os sintomas aparecem sem motivo aparente e são constantes. Daí já estamos falando de uma situação que merece mais atenção.

Por isso, esteja atento para sinais mais graves como:

Taquicardíaca;
Boca seca;
Aumento da transpiração;
Respiração acelerada;
Sentir aperto na região do peito;
Sentir vontade de fugir de algum lugar;
Irritabilidade;
Problemas de memória;
Insônia;
Diarreia;
Refluxo;
Azia;
Sentimento de desespero;
Tensão muscular;
Desmaios;
Fobia social
5 MUDANÇAS SIMPLES PARA BOTAR EM PRÁTICA HOJE MESMO

Se identificou com dois ou mais sintomas?

Importante ter em mente que a ansiedade, quando passa dos níveis considerados normais, é considerada uma doença. Essa doença é tão séria como qualquer outra e, por isso,  deve ser tratada com recomendação médica de um psiquiatra.

Isso quer dizer que, se você está deixando de realizar suas atividades rotineiras por conta desse estado emocional, deve procurar ajuda de um profissional da saúde.

Se não for esse o caso, ou se você quiser complementar o tratamento com alguns conselhos práticos, separei aqui o que tem funcionado muito para mim e para os meus alunos.

Sim, também sou uma pessoa ansiosa. Não em níveis extremos, mas em níveis suficientes para, vez ou outra, sentir aquela angústia no peito.

Por isso, buscando maneiras de lidar com o desconforto, acabei descobrindo mudanças tão banais, mas que fazem uma PUTA diferença.

Veja só:?

#1. Pratique exercícios físicos 

Para controlar a ansiedade, os especialistas indicam que você deposite essa “energia ansiosa” em outra coisa, como num esporte, por exemplo.

Essa dica é um pouco óbvia, você com certeza já escutou antes, mas é algo realmente muito efetivo.

Praticar exercícios físicos ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer.

Confesso que eu, particularmente, não sou muito chegada nos esportes. Mas me forço a ir, pelo menos, três vezes por semana na academia. Porque sei o quanto isso me ajuda a manter o equilibro físico e, principalmente, mental.

É claro que você pode (e deve) praticar o esporte que bem quiser. Não existe atividade física ideal, a melhor é aquela que você gosta e se sente bem fazendo.

Então, bora lá gastar essa energia acumulada. Além do mais, você estará tirando um tempo para si, o que é ótimo.

#2. Controle a respiração

Quer diminuir o ritmo de vida acelerado? Comece diminuindo o ritmo da respiração.

Respire lentamente. Tão simples, mas tão efetivo.

Aqui você pode tomar partido da meditação. Para pessoas com uma mente que mais parece um super processador, é uma ótima forma de aprender a acalmar os pensamentos e melhorar a concentração.

Pare por 10 minutos, sente-se em uma posição confortável e foque na respiração: é tudo o que você precisa fazer. Se os pensamentos vierem, simplesmente, deixe eles passarem. Não se force a ficar sem pensar.

Caso não consiga fazer isso sozinho, experimente usar aplicativos como o Headspace ou Calm.

#3. Olhar o celular ao acordar: NÃO!

Responda rápido: qual é a primeira coisa que você faz quando acorda? A primeiríssima, abriu os olhos e “pá” fez?

Alerta vermelho, roxo, fosforescente se a sua resposta foi olhar o celular.

Sabe por quê?

Porque, nesse momento, você está ditando o ritmo do seu dia. E, se você acorda e vê e-mails ou mensagens no WhatsApp, está colocando as necessidades dos outros na frente das suas.

Imediatamente, a sua mente já entra em contato com a conversa que ficou pendente com aquele amigo, com aquele favor que a sua mãe pediu e mais tudo aquilo que você deverá fazer no escritório.

Vai por mim: é a receita garantida para um dia frenético.

Então, controle essa curiosidade de saber o que aconteceu com o resto do mundo enquanto você dormia.

Acorde. Dê um beijo no seu companheiro de cama (se existir um). Levante. Lave o rosto. Veja a luz do dia. Coloque a cara no sol. Respire.

E só depois olhe o seu celular.

Se você começar a sua manhã bem, você reduz o estresse, a ansiedade e aumenta as chances de ter um dia mais produtivo e satisfatório.

#4. Celular na mesa: NÃO!

E por falar em celular, o segundo conselho também tem tudo a ver com ele.

Bem na verdade, com o passar do tempo, eu fui me dando conta de que essa maravilha da conectividade móvil sabe ser bem traiçoeira às vezes.

Isso porque, com a facilidade de ter acesso ao mundo inteiro nas mãos, deixamos de focar no que, de verdade, interessa: o que aqui e o agora .

Aquela cena bizarra de um grupo de amigos num bar, em silêncio, cada um no seu celular, está cada vez mais comum.

Olhar o celular o tempo inteiro já virou hábito instaurado. Se você já esqueceu o celular em casa algum dia, sabe do que eu estou falando. Ficamos completamente perdidos.

Só que alguns momentos devem (ou pelos menos deveriam) ser preservados.

É sério.

Almoço, janta (ou qualquer outra refeição que envolva a presença de mais pessoas além de você), se incluem nesses momentos.

Na minha casa, nós já adotamos como regra: celular na mesa NÃO! É terminantemente proibido.

Isso porque a hora da refeição, geralmente, é quando você dá uma pausa da correria da rotina. Quando você divide com o outro como vai o dia. Quando você aproveita o break para recarregar os nutrientes do corpo, e também as energias.

Por isso, deixe o celular no bolso da calça.

Essa mensagem pode esperar. Esse email pode esperar. Ninguém vai morrer se você tirar um tempo para saborear da comida e prestar atenção em quem está na sua frente. 

#5. Entenda que vida de redes sociais é vida de palco

Viagens incríveis, comida gourmet, praias paradisíacas, relacionamentos perfeitos…

Daí você entra no busão explodindo de gente, dá uma conferida rápida seu celular, e o quevocê vê? Alguém curtindo uma piscina num hotel de luxo.

Fala a verdade:

Você, ao rolar o feed do Instagram, já foi baqueado por uma sensação estranha, achando a vida de todo mundo parecia melhor do que a sua? Você já entrou nas redes sociais e se sentiu um lixo? 

Caia na real!

Essa vida das redes sociais que você tanto inveja não existe, meu amigo.

Aquela foto incrível ganhou um montão de filtros antes de ser postada. O jantar no restaurante caro foi sucedido de vários dias no miojo para compensar o prejuízo. O sorriso no rosto, na realidade, foi só para tirar a foto, porque fulaninho tava é bem estressado naquele dia…

Isso significa que as pessoas fabricam experiências falsas para postar nas redes sociais? Não necessariamente. Mas elas mostram apenas o lado bom.

Me responda:

Você posta uma foto sua, recém acordando, cheio de olheira após uma noite daquelas? Você faz um story da sua discussão com a sua mãe? Você faz uma live diretamente do banheiro quando a comida do jantar não desce bem?

Não, é claro que não!

E o mesmo vale para o resto do povo que você segue: ninguém mostra o que acontece nos bastidores.

Não se engane: até os digital influencers têm dias difíceis. Até o seu amigo com as fotos mais maravilhosas passa por altos perrengues de vez em quando.

Inclusive, já tem estudos que provam que os casais que mais fazem declarações públicas nas redes sociais são, na realidade, os mais inseguros. Sim, desconfie dos corações muito apaixonados: exposição demais pode ser uma tentativa de auto validação e um sinal forte de que as coisas não vão bem.

Daí qual é o problema de olhar o dia a dia dos outros nas redes sociais e comparar com o seu?

Você acaba comparando o palco dos outros com os seus bastidores.

Close erradíssimo!

Saiba que isso só está contribuindo para que a sua ansiedade aumente ainda mais.

Você não deve se comparar com ninguém além de você mesmo, isso é fato. Mas, se insistir em se comparar com alguém, por favor, compare a sua vida de redes sociais com a vida de redes sociais da outra pessoa. Só assim a coisa ficará mais justa. 


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