segunda-feira, junho 01, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Casamento LGBT aumenta economia dos EUA em quase 4 bilhões.


As inscrições termina no dia 13 de dezembro 

Um estudo revelou que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo impulsionaram expressivamente as economias estaduais dos Estados Unidos nos últimos anos. As informações são da agência Reuters.

Divulgada na última quinta-feira (28), a pesquisa realizada pelo Williams Institute afirma que foi registrado um lucro de US $ 3,8 bilhões desde que o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado em todo o país.

Desde 2015, quando a Suprema Corte dos EUA legalizou o casamento LGBT+ no país, foram registrados mais de 300 mil celebrações. Estudiosos acreditam que a decisão mudou a qualidade de vida de muitos americanos.

“A igualdade no casamento mudou a vida de casais do mesmo sexo e de suas famílias”, disse a principal autora do estudo, Christy Mallory, diretora de políticas estaduais e locais do Instituto Williams. “Ele também forneceu um benefício considerável para empresas e governos estaduais e locais”, completou.

O instituto aponta que US $ 3,2 bilhões foram gastos em casamentos. Além disso, acredita-se que US$ 544 mi circularam por conta do descolocamento entre os convidados, tendo arrecadados US$ 244 mi de impostos e gerando 45 mil empregos.

Homem trans é morto a tiros pela policia após ser confundindo com assaltante.


Após ser confundindo com um assaltante, Tony McDade, homem trans preto, foi morto a trios por polical branco na Flórida.

Na última quarta-feira, dia 27/05, Tony foi abordados por policiais que o confundiram com o suspeito de um assalto na cidade de Tallahassee, capital da Flórida e, no confronto, a polícia atirou para matar. Esse foi o terceiro assassinato fatal da polícia da Flórida em dois meses.

De acordo com Lawrence Revell, chefe de polícia responsável pelo caso, Tony tinha as mesmas características que o assaltante. “A descrição sobre o suspeito, que foi transmitida para os policiais, era de um homem preto, vestido todo de preto, careca, armado com uma pistola e uma faca”, disse Lawrence, que não divulgou o nome do policial assassino.



A morte de Tony McDade acontece justamente quando os Estados Unidos passam por uma série de manifestações pelo assassinato de George Floyd, homem preto que fui sufocado até a morte, após o policial branco Derek Chauvin ajoelhar em seu pescoço, no dia 25/05 em Minneapolis (Minnesota).

Só em 2020, pelo menos 11 pessoas trans foram mortas a tiros, ou por outros meios violentos, no Estados Unidos, de acordo com a ‘Human Rights Campaign’, que rastreia a violência anti-trans no país.

“A morte de Tony traz é um lembrete da epidemia de violência que reivindica desproporcionalmente a vida de pessoas transexuais negras nos Estados Unidos”, disse o grupo de defesa LGBTQI+ ‘Equality Florida’ em comunicado.

Casal gay condenado por amar é ‘perdoado’ na Zâmbia.


Casal gay condenado por fazer sexo é perdoado na Zâmbia. 

O casal foi condenado a 15 anos de prisão em novembro com base em uma lei da época colonial.

Japhet Chataba, de 39 anos, e Steven Samba, 31, receberam nesta semana o “perdão oficial” do presidente da Zâmbia, Edgar Lungu.

Em novembro do ano passado, eles foram condenados a 15 anos de prisão por fazerem sexo “contra a ordem da natureza”, com base em uma lei da época colonial.

Eles estavam hospedados em um chalé em agosto de 2017, quando um dos funcionários do estabelecimento espiou pela janela e os viu fazendo sexo.

A condenação causou uma crise diplomática que culminou na saída do embaixador dos Estados Unidos do país. Daniel Foot, que estava na Zâmbia desde 2017, se disse “horrorizado” pela decisão da corte.

Na última segunda-feira (25), Edgar Lungu concedeu anistia a 2.984 presos para celebrar o Dia da Liberdade Africana — entre eles, Japhet e Samba.

Na época da condenação, Lungu defendeu as leis homofóbicas do país: “Estamos dizendo não para a homossexualidade. Você está dizendo que somos primitivos porque reprovamos a homossexualidade?”

Dentre os presos que receberam o perdão, estão 2.829 homens e 155 mulheres. De acordo com o presidente, a população carcerária do país agora é de 19.248 pessoas.

Jean Wyllys processa Carlos e Eduardo Bolsonaro por fake news em ‘caso Adélio’.



O ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) entrou nesta quinta-feira com ações judiciais no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) contra o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, por disseminarem fake news com seu nome.

Segundo informações do jornal O Globo, Wyllys pede o pagamento de danos morais que variam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil, bem como retratações públicas e a exclusão de publicações difamatórias em redes sociais. O ex-parlamentar, que deixou o Brasil no ano passado, afirma ter sido alvo de uma campanha de informações falsas que o associou a Adélio Bispo, autor do atentado contra o presidente na campanha eleitoral de 2018.

“As fake news causaram danos terríveis, alguns irreparáveis, à minha vida. Estou em exílio por ameaças de morte em parte estimuladas pelas fake news contra mim. Sempre inferi que elas estivessem diretamente ligadas aos Bolsonaro e seus cúmplices. Eu não poderia deixar minha vida ser totalmente destruída sem fazer nada, sem reagir. Daí eu entrar com essa ações na justiça contra os difamadores. Os processados aparecem também nos inquéritos da PF sobre a rede criminosa de fake news”, afirma Wyllys, que está em Boston, nos Estados Unidos, atuando na Universidade de Harvard.

As ações implicam como réus o autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho; o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ); os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bibo Nunes (PSL-RS) e Bia Kicis (PSL-DF); o advogado Frederick Wassef; o empresário Otávio Fakhoury; os youtubers Oswaldo Eustáquio e Ed Raposo; o militante bolsonarista Luciano Mergulhador e ainda o Movimento Avança Brasil.

Deputado gay pró-Bolsonaro e dono da Smart Fit são alvos da PF.


Edgar Gomes e Douglas Garcia

Edgar Gomes, dono da rede de academias Smart Fit, conhecida pelo público LGBT+, foi um dos alvos da operação da Polícia Federal. A investigação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em seis Estados.

A operação, que foi instaurada na manhã desta quarta-feira (27), teve como objetivo investigar ataques contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o financiamento de fake news.

Quem também está na lista de investigados é o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP). Bolsonarista, o parlamentar, que é abertamente gay, é conhecido por tecer comentários polêmicos contra à comunidade LGBT.

Com a divulgação dos nomes dos envolvidos na investigação, muitos internautas iniciaram uma campanha de boicote à SmartFit. Muitos ficaram surpresos com a possível ligação de um dos donos da academia com o financiamento de fake news.

“Dono da #SmartFit também é alvo da operação da Polícia Federal que apura o financiamento de #fakenews. A gay que não estiver disposta a parar de dar dinheiro pra uma máquina de triturar LGBTs pode se retirar da minha página, fazendo o favor. Pode ser? Obrigado”, escreveu um internauta.

Clientes LGBT tentam cancelar matrícula na SmartFit após dono ser alvo em inquérito das fake news.


Alunos da SmartFit tentam cancelar matrícula após CEO ter sigilo quebrado em inquérito das fake news. (Foto: Reprodução)

Alunos da SmartFit tentam cancelar matrícula após CEO ter sigilo quebrado em inquérito das fake news. 

Internautas inundaram grupos e publicações da rede com críticas.

Clientes da SmartFit inundaram publicações da empresa no Instagram e em grupos LGBT na internet afirmando que cancelaram ou cancelarão suas matrículas nas academias da rede, depois de o dono da empresa, Edgard Corona, ser alvo de uma operação para investigar o impulsionamento de fake news pró Bolsonaro.

“O CEO financia fake news??? Deixando de seguir… perdeu uma cliente”, disse uma usuária, num vídeo sobre exercícios.

“Envolvidos com discurso de ódio e fakenews. Bom saber. Nunca mais serei cliente desta rede”, afirmou outro internauta.

Muitos reclamam de não conseguir contato com a Smartfit e por isso não conseguem fazer o cancelamento.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Edgard Corona era um dos principais empresários que apoiaram financeiramente a campanha do então candidato Jair Bolsonaro, gerando uma onda de cancelamentos de clientes LGBT.

Mas esta semana, um post no Facebook viralizou quando um usuário deu um passo a passo sobre como efetuar o cancelamento, inclusive sobre como entrar com ação judicial caso não consiga resolver o procedimento, confira aqui:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=348365889476536&set=a.109908696655591&type=3

Movimento Unificado pela Diversidade promove campanha contra Smart Fit.



Após a divulgação de que Edgar Corona, dono da Smart Fit, está entre os empresários investigados por fake news, o Movimento Unificado pela Diversidade promove campanha contra rede de academias.

No fim desta quinta-feira, dia 28/05, o MUDI (Movimento Unificado pela Diversidade – organização originada no Rio de Janeiro para atuar na luta pelos direitos das pessoas LGBTI+) divulgou uma nota oficial, promovendo uma campanha de ‘cancelamento’ da rede de academias.

“Edgar Corona usa o lucro que obtém dos seus muitos clientes, inclusive boa parte de LGBTs, para financiar ações fascistas no Brasil. Com o que ganha da diversidade de consumidores da Smart Fit paga por campanhas de ódio contra minorias, a favor do desmonte de políticas públicas e contra o isolamento social.”, diz a nota.

“Por isso, iniciaremos uma campanha de boicote que pede às pessoas que tomem partido, e se posicionem contra matrículas na rede de academia. Vamos dar rostos a uma onda de cancelamentos que causem prejuízo real a quem tenta nos matar”.

Polícia prende homem que usava app para aplicar golpes em gays.



A polícia de São Paulo prendeu na última semana um homem especializado em aplicar o “boa noite, Cinderela”. O homem utilizava aplicativos de relacionamento para encontrar vítimas.

Conforme informações da polícia, o homem, identificado como Amaro Gomes, sobrevivia dos crimes há pelo menos 13 anos. Ele é suspeito de aplicar golpes não só em São Paulo, como também em outros estados.

Para aplicar os golpes Amaro usava aplicativos de encontros, onde se passava por Gil. Suas vítimas sempre eram homens com idade acima dos 50 anos e com vida financeira estável.



Ainda segundo a polícia, após se encontrar com as vítimas, Amaro contava com a ajuda de um taxista, que também foi preso na operação. A prisão dos dois ocorreu depois de uma investigação de quase dois meses.

A dificuldade em encontrar Amaro acontecia pela falta de denúncias sobre o caso. Por conta da sexualidade, muitas das vítimas tinha vergonha e acabavam não procurando as autoridades.

Em entrevista ao Fantástico, uma das vítimas relatou o episódio: “Quando voltei a mim, o celular não estava, o relógio que estava no pulso não estava mais. Tive um desfalque aí em cartões de crédito e contas bancárias”.

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