segunda-feira, junho 15, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Suíça diz “sim” para o casamento homoafetivo.


Parada LGBT Suíça 

O Conselho Nacional da Suíça aprovou o casamento igualitário nesta manhã por uma maioria esmagadora. A questão será agora submetida à Câmara do Alto Parlamento Suíço, ao Conselho de Estados, ou potencialmente votada por referendo. As informações são do CockTails and CockTalk.

As organizações LGBT+ disseram que ficaram “satisfeitas e aliviadas” com a aprovação após décadas de campanha. O Conselho Nacional aprovou o casamento igualitário por 132 a 52 votos a favor e contra respectivamente tendo 13 abstenções.

O projeto garante total igualdade, incluindo acesso à doação de esperma e reconhecimento dos pais. Embora a Suíça ofereça parcerias civis a casais homossexuais desde 2007, isso não dá aos casais do mesmo sexo os mesmos direitos de se casarem.

“Filhos de casais do mesmo sexo teriam os mesmos direitos que filhos de casais heterossexuais. Finalmente, não seria mais necessário passar por procedimentos absurdos, longos e caros de adoção até que a criança tenha dois pais e durante os quais ela esteja completamente desprotegida quando a mãe biológica morrer”, disse Salome Zimmermann, presidente do Comitê.

Embora a nova legislação ainda não esteja confirmada, a conselheira nacional e a ativista de direitos LGBT + Kathrin Bertschy é positiva: “Como parlamentares, temos o dever de finalmente reconhecer a realidade das famílias do mesmo sexo e fornecer proteção legal. Estou muito feliz com esta decisão positiva do Conselho Nacional e espero que o Conselho dos Estados também vote a favor da verdadeira igualdade”.

Jovem gay é espancado e humilhado por policiais na Argentina.


O jovem relatou ter sofrido diveros tipos de abusos

Um jovem gay foi brutalmente espancado por uma guarnição policial em Río Gallegos, província de Santa Cruz,na Argentina. Em relatos, o rapaz afirma que foi vítima de homofobia.

Conforme informações do site Sentigo G, Jorge Astorga, de 27 anos, conta que os ataques se iniciaram logo após ele questionar o motivo da abordagem policial enquanto ele dirigia.

Astroga relatou que sofreu humilhações e entre outros tipos de abusos, inclusive, sua sexualidade, que foi motivo de chacota durante todo o caminho até a delegacia, que fica na região de Evita.

“A infantaria me parou, não me perguntou meu nome ou o motivo pelo qual eu estava dirigindo naquele momento e me fez entrar na van”, disse ele, que também afirmou ter sido puxado pelos cabelos.

“Havia três ou quatro policiais da delegacia, incluindo uma mulher. Eles continuaram chutando e socando, riram de mim por ser gay, de como eu estava vestido. Eles me denegriram por ser gay”, garantiu.

Após ser liberado da delegacia, Astorga foi até um hospital, onde foi constatado diversas fraturas na região do maxilar e nas costelas. O jovem pretende iniciar uma batalha judicial contra a corporação argentina.

Boate Pulse: relembre as 49 vidas LGBT tiradas no dia dos namorados.


Vigília de oração - boate Pulse

Embora o dia 12 de junho não seja o dia dos namorados nos EUA (lá é 14 de fevereiro), há 4 anos, assistimos, nesta data, um dos maiores massacres LGBTQIA+ da história: o tiroteio na Boate Pulse, em Orlando, que levou 49 vidas inocentes.

Começando ao nascer do sol, as bandeiras da cidade voam com meio mastro para homenagear aqueles que morreram no tiroteio, enquanto a OnePulse Foundation, uma organização sem fins lucrativos criada por sobreviventes, realiza uma cerimônia de lembrança virtual, informou o abc WFTS.

As vidas perdidas no massacre de Orlando foram, nos últimos anos, homenageadas por milhares de pessoas que participaram de cultos e vigílias. Mas este ano será diferente. Com o coronavírus sufocando as reuniões de massa, os organizadores se voltaram para o Facebook.

A transmissão da Cerimônia Anual de Recordação reúne as famílias daquelas cujas vidas foram tragicamente tiradas e oferece a elas um espaço para lembrar seus entes queridos em paz”, escreveram os organizadores.

O que aconteceu naquela noite

Era para ser uma noite de comemoração. De dançar ao som de salsa e merengue. De tirar fotos de vodka e ver a noite derreter ao amanhecer. Uma fuga da crise. Pulse era, para os residentes da Latinx LGBT + de Orlando, um santuário.

No entanto, como testemunhado por sobreviventes e vídeos, o clube foi transformado em um lembrete sério das tensões anti-queer que continuam a se agitar na América. A noite do “sofisticado sábado latino” estava acabando. Pouco antes das duas da manhã, enquanto o DJ residente voltava a noite com músicas de reggae, ouviu-se um estalo.



Pessoas confusas pareciam sem rumo enquanto o DJ abaixava a música. Foram fogos de artifício? Não. Foram tiros. Uma rajada de balas atingiu as paredes e o reboco e as pessoas subiram no pátio para escapar, os destroços em colapso, os clientes pisoteados.

Minutos antes, Omar Mateen havia estacionado sua van fora da Pulse. Ele invadiu o clube armado com um rifle tipo AR-15, uma pistola e munição. Ele começou a atirar. Nesta noite, 49 pessoas morreram sem sequer dizer adeus a seus entes queridos.



Em dois minutos, chegaram os policiais do Departamento de Polícia de Orlando. Os policiais da patrulha retiraram as vítimas quando o nova-iorquino de 29 anos se retirou para o banheiro feminino e manteve vários reféns. Mateen discou 911 e prometeu lealdade ao estado islâmico.

A esquina da Kaley Street e South Orange Avenue era uma extensão do 7-Elevens and Subways, com o popular clube Latinx aninhado por uma lavagem de carros. Agora estava encharcado de buracos de bala e luzes de sirene piscando.

E por volta das 5h, após um impasse, Mateen foi abatido. Parentes angustiados passeavam para descobrir o destino de seus entes queridos, das 320 pessoas no clube naquela noite, quase um terço havia sido baleado.

O dia em que o 'Global Rainbow' ocupou a Avenida Paulista sem Parada do Orgulho LGBT.


Global Rainbow foi exibido pela primeira vez no Brasil, em dia sem Parada LGBT.

Parada LGBT aconteceu à distância e online pela primeira vez neste domingo (14), devido à pandemia do novo coronavírus.

Cerca de 3 milhões de pessoas deixaram de ocupar a Avenida Paulista neste domingo (14) e celebraram o orgulho de ser LGBT de dentro de suas casas. Ao invés disso, o silêncio e um árco-íris gigante feito de luzes iluminou a avenida.

Batizada de Global Rainbow, a instalação idealizada pela artista porto-riquenha Yvette Mattern foi exibida pela primeira vez no Brasil das 19h às 22h. Evitando aglomerações devido à pandemia da Covid-19, o público pode acompanhar das janelas e sacadas de suas casas e apartamentos a apresentação.

“E ser usado em um dia tão importante, para chamar a atenção do mundo sobre a importância do respeito e da igualdade, que ajudam a construir um mundo melhor, é motivo de grande orgulho para mim”, disse a artista, em comunicado. “Que essa mensagem fique não apenas para este domingo, mas para todos os dias do ano”.

Canhões de luz foram instalados no alto de um prédio na região do Paraíso, que ficaram propositalmente virados para a Rua da Consolação, para cobrir toda a extensão da Avenida Paulista vazia, sem a Parada LGBT. A ação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

O equipamento usado pela artista emite raios em 7 cores diferentes, com visibilidade de até 60 km de distância. As luzes se acenderam por 15 minutos e ficaram 5 apagadas, alternadamente.

Segundo a organização, o feixe de luz foi colocado a -1 grau de inclinação o que fez com que não houvesse nenhum problema para o espaço aéreo.

A ação faz parte de uma campanha da Doritos, marca da Pepsi Co., que desde 2017 é apoiadora da Parada LGBT de São Paulo. A marca se comprometeu a doar cerca de R$ 1 milhão para entidades que apoiam a causa LGBT em 2020, devido à pandemia de Covid-19.

Neste ano, a Parada foi realizada à distância, em uma live que durou cerca de 8 horas. Influenciadores, ativistas, artistas nacionais e internacionais, conduziram a transmissão, que estimulou debate sobre a causa durante a quarentena.

Veja imagens da apresentação do ‘Global Rainbow’ abaixo:



Segundo a organização, o feixe de luz foi colocado a -1 grau de inclinação o que fez com que não houvesse nenhum problema para o espaço aéreo.



O equipamento usado pela artista emite raios em 7 cores diferentes, com visibilidade de até 60 km de distância.



Canhões de luz foram instalados no alto de um prédio na região do Paraíso, que ficaram propositalmente virados para a Rua da Consolação.



Evitando aglomerações devido à pandemia da covid-19, o público pode acompanhar das janelas e sacadas de suas casas e apartamentos a apresentação.

Startup Bicha da Justiça oferece assessoria jurídica para LGBTs+.



O Bicha da Justiça, uma startup que atua em dois pilares, educação e inclusão jurídica, atende especificamente à população LGBTI+ porque seus direitos no Brasil, são recentes e foram construídos de uma forma diferente que os demais direitos.

Em um país com tradição legalista, a ausência de leis que preveem os direitos da população LGBTI+ dificulta sua efetividade. A falta de lei transmite a sensação de que o direito não existe, o que não é verdadeiro. O Bicha da Justiça existe para descomplicar e mudar esse cenário.

Para trazer informações e educar a população sobre os direitos LGBTI+, o projeto se vale de uma linguagem acessível e produz bastante conteúdo nas mídias sociais, além de formatar cursos online que conscientizam e ajudam na concretização destes direitos.

Para isso, a startup criou uma comunidade de advogados que são capacitados, através de cursos online, e preparados para atender as demandas jurídicas da comunidade LGBTI+.

A proposta da comunidade de advogados é criar um ambiente de compartilhamento de informações, cooperação mútua entre os mesmos, além da visibilidade dos profissionais perante a comunidade.

Assim, o Bicha da Justiça é uma startup que representa a luta pelos direitos da comunidade LGBTI+, através de uma plataforma que oferece educação sobre direitos LGBTI+, assessoria jurídica livre de LGBTfobia e um ambiente colaborativo para advogados interessados em atuar na promoção dos direitos humanos.

Uma iniciativa inovadora idealizada pela advogada Bruna Andrade, que proporciona acessibilidade jurídica e democratização da informação, além de contribuir para o empoderamento do seu público e do próprio advogado.

O nome da plataforma é uma menção a equipe de super-heróis “A Liga da Justiça”. Só que neste caso, os personagens representam a comunidade LGBTQI+. Muitas dúvidas enviadas pelo público inspiram o próprio conteúdo. Assim, juntos, podemos engrossar o coro do combate à discriminação.

A startup, que entrou no ar no início do ano de 2018, já conta com mais de 30 mil seguidores de todo o país no Instagram e em 2018 ganhou a categoria Voto Popular do Startup Show, o maior reality de empreendedorismo do Brasil.

Como se trata de uma plataforma online, o Bicha da Justiça é democrático em seu acesso. Uma pessoa que mora no interior consegue ter a mesma assessoria e orientação que alguém que vive na capital.

A Startup Bicha da Justiça conta com uma rede de colaboração de advogados no Brasil inteiro, todos certificados em diversidades. Todas as dúvidas são sanadas via internet, por uma plataforma de atendimento online, ou telefone.

Caso a pessoa precise entrar com alguma ação na justiça, o escritório designa o advogado mais bem preparado para causa, que está na sua rede de colaboração, para atender a demanda. Com isso, o Bicha da Justiça vem para provocar mudanças positivas na comunidade LGBTQI+.

DJ homofóbico agride filho menor de idade: “vou fazer você virar homem na marra”.



A usuária do Twitter @steercrf usou a rede social para denunciar a agressão que Guilherme, de 17 anos, sofreu de seu pai Marcelo Roberto, o qual se divulga nas redes sociais como DJ MG3. O crime aconteceu pelo fato do pai não aceitar a forma como seu filho se comporta.



Nos diversos áudios postados no Twitter, Marcelo demonstra ser um homem bastatne homofóbico e agressivo: “Vou te quebrar, vou te arriar no chão, eu posso ser preso, mas eu te mato de tanta porrada. Vou fazer você virar homem na marra, seu boiolinha, viadinho! Começa a ver a realidade, saber o que é a realidade, viado pobre faz programa, sabe por quê? Porque ninguém dá emprego pra essa porra não, ninguém quer trabalhar com viado não”, disse o DJ durante discussão.



Antes de expor o crime na internet, a amiga da vítima tentou acionar a polícia para pedir ajuda e ouviu das autoridades que a agressão era “apenas o pai educando”. Revoltada com a resposta, a moça divulgou fotos e os áudios que Guilherme conseguiu enviar para ela, como prova do crime. A agressão aconteceu na casa da vítima em Campo Grande, zona oeste do Rio, na última segunda-feira, dia 08/06.

Desde quando a denúncia surgiu, diversos internautas têm se manifestado a favor da vítima e tentado denunciar o agressor, inclusive em suas redes sociais. “Preconceituoso! Não toleramos qualquer ato de intolerância e violência. Não recomendo. Agride filho. Mal educado e mau caráter”, escreveu um internauta na página oficial do DJ no Facebook.



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