quinta-feira, junho 18, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Donald Trump muda definição gênero e preocupa comunidade trans.



A mudança de uma norma dos Estados Unidos tem preocupado a comunidade transgênero do país nos últimos dias. Isso porque Donald Trump mudou a definição de gênero, se baseando na biologia (homem e mulher).

Iniciada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos e aprovada pelo presidente, a edição pode dificultar o acesso de pessoas trans à planos de saúde e, principalmente, causar constrangimentos por gênero.

A norma anterior, que foi proposta pelo governo de Barack Obama, especificava gênero como: “masculino, feminino, nenhum ou uma combinação de masculino e feminino”.

Além de afetar todos os níveis de profissionais que recebem recursos federais, o texto ainda prevê proteção jurídica para médicos que se negarem a atender pacientes transgêneros.

Desde o início do governo Donald Trump tem sido alvo de críticas da comunidade LGBTQ+ dos EUA. A gestão do presidente, inclusive, tem sido processado por tentativa de diminuir os direitos da comunidade no país.

União Europeia condena campanha anti-LGBT de presidente da Polônia.



O posicionamento anti-LGBT+ do presidente da Polônia, Andrzej Duda, não agradou a alta cúpula da União Europeia. Na corrida pela reeleição, o político lançou uma campanha criticando a diversidade.

Durante a reunião de um comitê do Parlamento Europeu nesta segunda-feira (15), a vice-presidente da comissão executiva do bloco, Vera Jourova, destacou que a atitude do presidente vai contra os valores das 27 nações.

“Isso é escandaloso – não acredito que isso esteja acontecendo na UE”, disse Jourova. “Não podemos financiar projetos para locais que violam a igualdade, um valor básico na legislação da UE e na Constituição polonesa”, continuou.

Em pronunciamento na última semana, Andrzej afirmou que, caso seja eleito no próximo dia 28 de junho, ele promete que vai incluir em sua pauta a não permissão pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo e também adoção de casais LGBTs.

O presidente é aliado do partido Partido Nacional da Lei e Justiça (PIS), conhecido por classificar a comunidade LGBTQ+ como uma “ideologia” que tem influencia dos países estrangeiros. Ele acredita que estes “valores” prejudicam uma nação católica.

As críticas da União Europeia quanto a Polônia acontecem desde o último ano, quando lideres políticos se mostraram contra políticas LGBTs e mais de 80 cidades se declararam “zonas livres de LGBT”.

Suprema Corte dos EUA torna ilegal demitir funcionário por ser gay ou trans.



Decisão representou o maior momento para os direitos LGBT no país desde a legalização do casamento igualitário em 2015.

A suprema Corte dos Estados Unidos concedeu nesta segunda-feira (15) , uma vitória para as minorias sexuais ao considerar que elas estão protegidas por mecanismos antidiscriminatórios no trabalho, contrariando a posição do governo de Donald Trump sobre o tema.

"Hoje temos que decidir se um empregador pode demitir alguém apenas porque é homossexual ou transgênero. A resposta é clara: a lei proíbe", afirmou a mais alta instância do Poder Judiciário nos EUA, em sentença decidida por uma maioria de seis de seus nove juízes.

Verdadeiro divisor de águas, o veredicto histórico representou o maior momento para os direitos LGBT no país desde que a Suprema Corte legalizou o casamento homossexual em 2015.

Os juízes decidiram que pessoas gays e transgênero são protegidas pelo Inciso VII da Lei de Direitos Civis de 1964, que proíbe que empregadores discriminem empregados com base no sexo, além de raça, cor, origem nacional e religião.

O viés contra funcionários gays e transgênero no ambiente de trabalho continuava legal na maior parte da nação, uma vez que 28 Estados careciam de medidas abrangentes contra a discriminação.

Os advogados de trabalhadores gays, lésbicas ou trans, apoiados por muitos legisladores ou executivos democratas e várias grandes empresas como Apple, General Motors ou Walt Disney, pediram ao Tribunal que esclarecesse quem estava protegido por essa regra.

Em 2015, o tribunal expandiu o direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo, mas os defensores das minorias sexuais temiam que os dois juízes nomeados por Trump tornassem a Corte mais conservadora.

No entanto, foi um deles, Neil Gorsuch, quem redigiu a decisão da maioria, acrescentando sua voz à dos quatro juízes progressistas e ao chefe da corte John Roberts.

O governo Trump havia apoiado os empregadores processados por discriminação. Essas empresas e o governo argumentaram que o Congresso não pretendia que o Inciso VII protegesse pessoas gays e transgênero quando sancionou a lei. Gorsuch se curvou a este raciocínio em sua opinião, mas disse que o que importa é o texto da lei.

"Um empregador que demite um indivíduo por ser homossexual ou transgênero demite esta pessoa por características ou ações que não teria questionado em membros de um sexo diferente. O sexo desempenha um papel necessário e indistinguível na decisão, exatamente o que o Inciso VII proíbe", afirmou.

Homem gay faz história na Irlanda do Norte como primeiro a doar sangue.



Um jovem de 28 anos se tornou o primeiro homem gay a doar sangue na Irlanda do Norte desde que suas restrições discriminatórias foram relaxadas. As restrições controversas exigiam que homens que fazem sexo com homens permanecessem celibatários por 12 meses antes de poderem dar sangue.

Este período de adiamento foi agora reduzido para três meses, alinhando o país com o resto do Reino Unido. Embora os militantes LGBT+ tenham apontado há muito tempo que qualquer período de adiamento para homens gays e bissexuais fosse desnecessário e discriminatório, as novas regras provavelmente liberarão milhares de possíveis doadores de sangue na Irlanda do Norte.

Stevie Maginn, do oeste de Belfast, disse ao Irish News que esperou mais de uma década para cumprir sua ambição de ajudar outras pessoas com uma doação. “É algo que eu penso em fazer há anos e já estou inscrito para doar fluido espinhal para doação de células-tronco e doação de órgãos e outras coisas”.

Maginn está em um relacionamento monogâmico a longo prazo, mas conseguiu doar porque não havia sido sexualmente ativo durante o bloqueio do coronavírus. Ele está satisfeito por poder doar sangue em um momento de escassez nacional, mas enfatizou a necessidade de mais mudanças legislativas para permitir que ele doe sem ter que passar por uma pandemia mortal.

Homens gays e bissexuais ainda enfrentam restrições ultrapassadas à doação de sangue. “É preciso avançar para um sistema baseado na atividade sexual dos doadores. Não é apenas uma questão de igualdade – eu poderia estar doando sangue há anos para ajudar o serviço de saúde – mas é o risco de heterossexuais que não estão envolvidos em sexo seguro e talvez tenham múltiplos parceiros sexuais”, disse ele.

“Eles são capazes de doar sangue, mas eu não posso, apesar de estar em um relacionamento monogâmico a longo prazo. Precisamos mudar para um sistema como a Itália, onde o sistema se baseia completamente no comportamento sexual e que é considerado arriscado”.

A proibição original da vida e as restrições subsequentes foram baseadas em diretrizes desatualizadas da epidemia de HIV. O HIV em homens gays e bissexuais agora é mínimo, e é provável que adiamentos de doações de sangue seguros e viáveis. Esses métodos já foram adotados na Espanha, Itália e Portugal.

Ministério da Saúde acata decisão do STF sobre doação de sangue por gays.




Após pressão de autoridades e ativistas LGBTQ+, o Ministério da Saúde decidiu acatar as normas do Supremo Tribunal Federal (STF) e orientou gestores estaduais do SUS a aceitarem doações de sangue por homens gays.

Desde o último dai 22 de maio que a restrição de doação de homens gays foi considerada inconstitucional pelo STF, no entanto, LGBTs ainda eram rejeitados por hemocentros de todo o país.

O impedimento ocorria por conta de uma orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que apenas pedia a liberação das coletas a partir do “encerramento definitivo” do caso.

Conforme o Estadão, a nova orientação do Ministério da Saúde foi tomada após cinco entidades LGBT e o partido Cidadania acionarem o STF para exigir o imediato fim das restrições.

Mesmo os hemocentros sempre aparecerem em estado de emergência, desde o ano de 2016 indivíduos que se relacionam com pessoas do mesmo sexo apenas podem fazer a doação de sangue após um ano sem relação sexual.

Mulher trans é morta a pauladas em Maricá, no Rio de Janeiro.



Uma mulher transexual foi morta na tarde deste domingo (14/06), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O corpo foi identificado como de Marcinha Shokenna Bastos da Silva, de 28 anos.

Ela foi encontrada por um morador da vizinhança com marcas de paulada na Rua Perfeito Joaquim Mendes, no bairro da Amizade, Zona Central da cidade. Segundo uma prima da vítima, ela não tinha problemas com outras pessoas. “Ela é muito querida. Hoje a gente tem que cobrar pra que a Justiça seja feita pra que a pessoa que fez isso com ela pague por isso. Os assassinatos contra transexuais têm crescido a cada dia, nós temos que lutar pra acabar com isso logo de uma vez”, disse a prima ao G1.

Na noite de sábado (13/06), véspera do assassinato, Marcinha publicou uma foto em seu Facebook em que aparece limpando lágrimas. Na mensagem, uma fala sobre a dor de um amor. “Lembrar da época que quase me apaixonei, você me desviou da bala. Mostrou ser um idiota, que quase eu te amei”, escreveu a vítima.

O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. A polícia não informou qual a linha de investigação.

2 comentários: