segunda-feira, junho 22, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Ativista torturada no Egito por segurar bandeira LGBTQ+ comete suicídio.


Sarah Hegazi foi presa e torturada em 2017 por levantar uma bandeira do orgulho gay durante um show.

Sarah Hegazi foi presa e torturada em 2017 por levantar uma bandeira do orgulho LGBTQ+ durante um show no Egito. No último final de semana, ela cometeu suicídio no Canadá — onde buscou exílio por medo de ser presa novamente em seu país natal.

Sua morte foi recebida nas redes sociais com solidariedade e também ódio. Os amigos e familiares da programadora de 30 anos de idade divulgaram sua carta de suicídio e compartilharam a notícia com raiva e luto.

Ao mesmo tempo, conservadores egípcios respondem às postagens com mensagens homofóbicas. As reações espelham a discriminação que ela sofre desde que se tornou um símbolo da luta contra a violência sofrida pela população LGBTQ+ no mundo todo.

Em 2018, Sarah escreveu um artigo para o site Mada Masr relembrando sua prisão e as torturas de choque que sofreu — agora, o texto foi traduzido para o inglês:

"As perguntas do meu interrogador eram ignorantes — ele me perguntou se o comunismo era igual à homossexualidade. Ele me perguntou, de forma sarcástica, o que impedia homossexuais de fazerem sexo com crianças e animais", ela recordou.

No artigo, a ativista também explicou que nunca conseguiu curar o trauma da prisão. Em um ano, ela tentou suicídio duas vezes, e desenvolveu ansiedade severa: "Essa violência foi perpetuada pelo Estado, com a bênção de uma sociedade 'intrinsecamente religiosa'."

Neste ano, o Egito informou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que "se compromete a proteger os direitos humanos e garantir direitos e oportunidades iguais a todos os cidadãos sem discriminação", e que já investigou "profundamente" todos os casos "isolados" de tortura. No entanto, as autoridades do país descumpriram a promessa na semana passada, ao condenarem duas mulheres pelo crime de "violarem princípios e valores familiares" ao postarem vídeos dançando e dublando músicas juntas no TikTok.

Deputada bolsonarista sugere lei transfóbica que impede transexuais em equipes femininas.



Uma das principais apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso Nacional, a deputada federal Bia Kicis (sem partido), criou um projeto de lei transfóbico para impedir mulheres transexuais de competirem em esportes coletivos femininos.

Em um post no Twitter nesta quinta-feira (18/06), a deputada federal alega que o objetivo do PL 3396 é proteger as “atletas mulheres”. “Atletas de mais de 30 países encaminharam apelo ao Comitê Olímpico Internacional para evitar a destruição dos esportes femininos e flagrante discriminação contra mulheres”, escreveu.

De acordo com a proposta, o sexo biológico será o único critério para definir o gênero de atletas em competições organizadas pelas entidades de administração do desporto no Brasil. Ainda segundo a proposta, a federação esportiva que descumprir a medida poderá ser multada em até 100 salários mínimos.

Blogueiro gay e filha de Olavo de Carvalho desvendaram paradeiro de Queiroz um mês antes da prisão.



A filha do escritor Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho, apareceu em uma foto publicada por Bruno Maia, blogueiro abertamente gay e conhecido como Todd Tomorrow, na frente do sítio em que Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta (18/06), em Atibaia, interior de São Paulo. Os dois foram os responsáveis por informar ao Ministério Público o paradeiro de Queiroz.

Em postagem feita no Instagram há quatro semanas atrás, Bruno antecipava que Queiroz estava “hospedado” no imóvel pertencente a Wassef. “Advogado de Flávio Bolsonaro afirma que Queiroz foi exonerado para se aposentar. Sim! E foi curtir uma longa temporada numa casa no meio do nada em Atibaia, que, por coincidência, é de propriedade do Sr. #Wassef, o advogado. A casa foi transformada em escritório de advocacia no último ano. Será que foi de olho na inviolabilidade que escritórios dessa natureza gozam? Ah não sei. Só Deus sabe, não é mesmo?”, escreveu Bruno, na legenda da foto mostrando a fachada do escritório de advocacia Wassef.

Em entrevista ao portal Guia Gay SP, Todd explicou que chegou a ficar de tocaia com Heloísa na frente da casa: “Ficamos de tocaia! Horas dentro do carro olhando quem entrava e saía de casa, até olhamos pelo muro. Um dia, Heloísa o viu de chinelo lá dentro!”. Foi então que ambos comunicaram as autoridades e aguardaram.

Em uma publicação feita no Facebook nesta quinta-feira (18/06), dia da prisão de Queiroz, Bruno aparece na frente do imóvel de Atibaia brindando com Heloísa, um drinque de laranja. “Mais um caso resolvido com a minha parceira Heloisa de Carvalho”, escreve o rapaz.

Ambev faz arco-íris de caminhões e pede sua ajuda na ação #OrgulhoNãoPara.



Ação que começa neste domingo incentiva internautas a postarem #OrgulhoNãoPara. A cada post Ambev doará um real para ONGs LGBTQIA+.

A fabricante de bebidas Ambev reuniu suas marcas (Budweiser, do bem, SKOL, Guaraná Antarctica, Antarctica e Skol Beats) em apoio a comunidade LGBTQIA+. Neste domingo, 21, caminhões desfilam pela Avenida Paulista formando a bandeira do arco-íris.

Ação faz parte da campanha #OrgulhoNãoPara, que doará 1 real para as ONGs Casa 1, Casinha e Casarão Brasil a cada história de orgulho publicada pelos internautas com a hashtag.

“Há alguns anos a Ambev assumiu um compromisso com a construção de um mundo mais diverso e com mais respeito. Esse movimento começou dentro da companhia e se refletiu para a nossa atuação na sociedade com o apoio pioneiro às paradas no país e o lançamento de campanhas e produtos com venda revertida para a causa”, afirma Bruno Rigonatti, gerente de marca institucional da Ambev.

O movimento também ganhará um filme manifesto que será lançado no próximo dia 28, Dia do Orgulho LGBTI+.

AmBev diz “não” a “Orgulho Hétero”.

A fabricante de bebidas disse “não” a um internauta que pediu para que a empresa lançasse também o logotipo especial para “Orgulho Hétero”, em post publicado na tarde de hoje nas redes sociais.

“Ambev, poderia por favor também criar uma logo para ‘Orgulho Hétero'”, pediu o seguidor, depois que a empresa mudou a foto da página. “Oi. Não podemos, não. Abraços”, respondeu a empresa, de forma objetiva.

Em 2016, a Ambev aderiu ao Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ e criou o grupo de funcionários Lager – Lesbian & Gay & Everyone Respected – destinado a propor e debater políticas internas de respeito e inclusão.

No ano passado, os funcionários LGBTQIA+ tiveram espaço nas redes sociais da Ambev para contar suas experiências e inspirar o público.

Outro exemplo foi com a Skol, ao apoiar às Paradas LGBT no Brasil. A marca também criou uma edição especial de latas com as cores da bandeira com venda revertida para a Casa 1.

Bar gay gera aglomeração em São Paulo e vídeo viraliza na web.



Um dos points LGBTQ+ mais badalados de São Paulo tem gerado críticas nas redes sociais após causar aglomeração durante a pandemia. Se trata do Bar da Lôca, localizado na esquina da rua Frei Caneca.

O caso se iniciou após um internauta publicar um vídeo neste sábado (20), onde pessoas aparecem bebendo e fumando em frente ao local, como se o país não estivesse enfrentando uma pandemia.

“Bar da A Loca já começando a movimentação, viu? Viva a não quarentenaaaaa”, escreveu o DJ Rafael Augustto no seu perfil do Twitter, que logo recebeu o apoio de outros internautas.

Vale destacar que o ocorrido acontece na mesma semana em que o Brasil registrou mais de 1 milhão de pessoas infectadas pelo coronavírus e 50 mil mortes. Apenas em São Paulo foram 11.846 mil mortes.

2 comentários:

  1. Luckily, times are changing and hopefully, suicides in the community (and out of it) will be stopping soon enough! 🤷‍♂️😏

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