segunda-feira, junho 29, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Sem Covid-19, Taiwan é único país do mundo a realizar Parada LGBT.


Parada do Orgulho Taiwan

Taiwan sediou várias paradas do Orgulho LGBTQIA+ neste domingo (28) presencialmente, ao contrário do resto do mundo que teve suas paradas apenas virtuais, devido à pandemia de coronavírus.

“Como o resto do mundo não pode marchar hoje, esta é a nossa oportunidade de marchar pelo resto do mundo”, disse Cookie Drag, uma drag francesa que vive há seis anos em Taiwan, em entrevista à agência AFP.  “Estou aqui para caminhar pela França”, acrescentou ela.

Centenas de pessoas cobertas com máscaras do arco-íris desfilaram na Praça da Liberdade, em Taipei, ao som de música eletrônica e os manifestantes levavam mensagens com os nomes das principais cidades do mundo onde homossexuais e transgêneros teriam desfilado neste domingo (28), se não tivessem sido impedidos pelo novo coronavírus.


Segundo o portal rfi, a Parada de Taiwan geralmente acontece no segundo semestre, mas este ano a comunidade LGTBQ+ decidiu desfilar neste domingo, uma vez que muitas outras marchas não puderam ocorrer pelo planeta.

“Ficamos comovidos ao saber que mais de 475 Paradas do Orgulho foram canceladas em todo o mundo”, disse Darien Chen, organizador da marcha em Taiwan. “É uma honra e uma responsabilidade que Taiwan comemore esta importante ocasião”, acrescentou.

2020 é o ano do 50º aniversário da primeira marcha do Orgulho que aconteceu em Nova York, em 1970, um ano após o conflito de Stonewall, uma série de manifestações espontâneas após uma batida policial, em 28 de junho de 1969 em um bar gay.

Taiwan tornou-se nos últimos anos um país com uma política particularmente progressista no campo das diferenças sexuais e acaba de nomear sua primeira ministra do governo transgênero. A ilha foi um dos primeiros lugares afetados pelo vírus depois da China, mas só desenvolveu 440 casos e sete mortes, e não possui novos casos locais há dois meses.

Cinco anos após decisão da Suprema Corte, casais temem futuro do casamento gay nos EUA.



Recentemente, o governo Trump também se posicionou contra proteções a pessoas LGBT no ambiente de trabalho.

Em 26 de junho de 2015, veredicto histórico permitiu casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o território do país norte-americano.

Só foi preciso um ano de relacionamento para Greg Borski perceber que seu então namorado Phillip era a pessoa certa. “Eu simplesmente sabia que queria passar o resto da vida com ele”, disse Borski por telefone da casa deles no estado norte-americano do Texas. “Queríamos fazer direito – casar e depois ter filhos”, contou ele à Thomson Reuters Foundation.

Mas foram necessários oito anos e uma decisão emblemática da Suprema Corte dos Estados Unidos em 2015 para o país reconhecer sua união. “Foi como tirar um fardo das costas”, lembrou Phillip Borski, acrescentando que o casal passou anos temendo perder a guarda dos três filhos. “Não precisamos mais nos preocupar com nossa família”.

Nesta sexta-feira (26), a comunidade LGBT comemora os cinco anos do veredicto histórico, mas a guinada conservadora e acentuada na política dos Estados Unidos após a eleição de Donald Trump deixou alguns casais preocupados com o futuro de conquistas como o casamento homoafetivo.

“Isso me assusta”, disse Greg sobre o conservadorismo. “Sempre há essa reação, eles estão minando nossos direitos lentamente, um pouco aqui, um pouco ali”, completou.

A Suprema Corte americana aprovou por cinco votos a quatro o casamento gay em todo o país em 26 de junho de 2015.

A decisão de 2015 ? tomada a partir da ação coletiva conhecida como Obergefell vs. Hodges ? foi uma vitória para todos aqueles que lutavam há anos pelo casamento igualitário.

Os juízes determinaram que a partir de agora todos os Estados devem emitir licenças de casamento para casais do mesmo sexo e reconhecer uniões do mesmo sexo que foram legalmente realizados em outros estados.

Primeiro presidente americano em exercício a apoiar a igualdade de casamento, Barack Obama comemorou a decisão na época em sua conta no Twitter e disse que foi um grande passo rumo a igualdade. “Casais de gays e lésbicas agora têm o direito de casar, como todo mundo”, disse à época.

Em seguida, Obama fez um discurso na Casa Branca em que afirmou que “as pessoas devem ser tratadas de maneira igual independentemente de quem eles amam ou o quem elas são” e ressaltou que a decisão foi uma “consequência de atos de coragem de milhares de pessoas ao longo de décadas”.



Desde a eleição do presidente Trump em 2016, direitos LGBT vêm sofrendo crescente pressão tanto de decretos executivos quanto de ações legais. Em 2017, Trump anunciou uma proibição ao ingresso de pessoas transgêneros no exército e, neste mês, rescindiu diretrizes do governo Obama que protegiam pessoas trans de discriminação nos serviços de saúde.

O governo Trump também se posicionou contra proteções a pessoas LGBT no ambiente de trabalho, uma iniciativa refutada por um parecer histórico da Suprema Corte da semana passada. Decisão, considerada histórica, impede que pessoas sejam demitidas com base em sua orientação sexual ou gênero.

Apesar disso, famílias gays e lésbicas, assim como ativistas LGBT, temem que o casamento de pessoas do mesmo sexo se torne um alvo. “Nós duas ainda temos esse medo”, disse Cheralyn Stevenson, que está com a esposa, Stacey, há 14 anos. “Não importa para nós estarmos casadas... (isso) pode ser tirado de nós a qualquer momento”.

Embora uma rejeição do casamento homossexual seja considerada altamente improvável, especialistas dizem que decisões no âmbito estadual e em tribunais inferiores, repletos de juízes indicados por Trump, podem erodir as proteções aos casais homoafetivos.

Desde o veredicto de 2015, quase 300 mil casamentos aconteceram, injetando cerca de 3,8 bilhões de dólares em economias estaduais e locais, segundo o Instituto Williams, um centro de estudos da Universidade da Califórnia.

Embaixada dos EUA desafia Rússia e hasteia bandeira LGBT em fachada.



Em meio as celebrações do Mês do Orgulho LGBTQ+, a embaixada dos Estados Unidos na Rússia “colocou a cara no sol” ao desafia os dois governos ao hastear uma bandeira LGBT+ em sua fachada.

Através de uma publicação no Instagram, a conta oficial da embaixada publicou uma mensagem onde fala sobre a defesa pelos direitos da comunidade LGBTQ+ e da luta travada pelos seus membros.

“Direitos LGBTQ+ são direitos humanos. Direitos humanos são universais. Todo mundo merece viver livre de ódio, preconceito e perseguição”, dizia a mensagem publicada pela embaixada.

O ator de rebeldia da embaixada se enquadra na lei anti-lgbt da Rússia, que enxerga a atitude como “propaganda gay”. Além disso, o caso também viola as leis do próprio EUA, que neste mês também proibiu que as bandeiras coloridas fossem colocadas em prédios governamentais.

Congresso recebe cores do arco-íris em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT.



Pedido foi feito pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O prédio do Congresso Nacional foi iluminado na noite deste domingo (28) com as cores do arco-íris em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT. A ação é inédita e foi anunciada pelo presidente do Legislativo, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), pelo Twitter.

A decisão foi uma resposta à demanda do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que é o 1º senador homossexual do Brasil. A partir das 20h, os dois edifícios centrais do Congresso foram coloridos de lilás, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.

Em seu perfil no Twitter, Alcolumbre disse que “em uma sociedade plural, não pode haver espaço para o preconceito” e que o Congresso “respeita a diversidade”.  

Já o senador Fabiano Contarato agradeceu o “importante gesto” do presidente do Senado e disse que “tudo o que obtivemos veio de lutas e conquistas no Judiciário, mas precisamos de leis federais”. “A visibilidade é um importante caminho. As pessoas têm que entender que orientação sexual não define caráter”, escreveu.

Por conta da pandemia do coronavírus, não foram possíveis as habituais celebrações em todo o mundo pela data.

O Dia do Orgulho é celebrado neste dia lembrando a Revolta de Stonewall. Em 28 de junho de 1969, a polícia de Nova York invadiu o bar Stonewall Inn, localizado em Manhattan, conhecido por ser um dos poucos locais da época que aceitavam a presença de gays, lésbicas, trans e drag queens ? que desencadeou uma onda de protestos na luta pelos direitos LGBT.

Na época, ter “orgulho” de ser LGBT era um crime. E ficar “dentro do armário” era a lei. Até 1969, era proibido manter relações com pessoas do mesmo sexo em todos os Estados norte-americanos, exceto Illinois.

“Foi mais uma reação geral da juventude gay, lésbica e trans da cidade. Não se confiava na polícia; ela era o inimigo, e a reação se deu contra a violência policial”, afirma James Green, que viu o movimento nascer nos EUA e no Brasil e hoje é professor da Brown University, em entrevista ao HuffPost Brasil. 

Cinquenta e um anos depois, Stonewall é mais do que um local físico. É o símbolo de um movimento que ganhou visibilidade mundial. Mas ainda existem mitos sobre o que aconteceu naquela noite de 1969. E há também muito para ser conquistado ? cerca de 70 países ainda consideram a homossexualidade um crime. 

Ellen Broidy, Mark Segal, Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera são alguns dos nomes mais conhecidos que participaram dos protestos na época. Mas a pergunta “quem jogou o primeiro tijolo em Stonewall?” reverbera até hoje.

Transexual em situação de rua viraliza após apelo comovente; saiba como ajudar.



O relato de uma jovem transexual moradora de rua vem comovendo as redes sociais nos últimos dias. No vídeo, divulgado pelo Projeto Existimos, a moça, identificada como Jéssica, conta sobre sua trajetória de vida desde a chegada da pandemia do coronavírus.

Natural de Natal, Rio Grande do Norte, Jéssica revela que veio morar em São Paulo após a morte de sua irmã, a transexual Luana, assassinada a pedradas. A jovem conta que desde então convive com a depressão. Cabeleireira, ela pede uma oportunidade de emprego em salões de beleza.

Gostaria de ajudar? O Projeto Existimos tem uma vaquinha online para arrecadar doações de apoiadores para ajudar a população trans de rua. Para contribuir com o projeto, basta acessar o site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-existimos-trans-e-travestis-em-situacao-de-rua

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