quinta-feira, junho 04, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Junho: nada nos impedirá de celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIA.


Parada do Orgulho LGBTQ+ de Londres 

Junho é o mês em que se celebra, em todo o mundo, o Orgulho LGBTQIA+, são centenas de Paradas acontecendo no mundo inteiro a partir desse mês todos os anos. Mas em tempos de pandemia, praticamente todas as paradas foram canceladas. E aí? Não vamos celebrar nosso orgulho?

Sim, vamos! A internet existe pra isso e a resistência é a prova viva de que o movimento não vai parar sua luta de anos, ainda que sob a ameaça do devastador Covid-19. A maior Parada LGBT do mundo, a de São Paulo, vai rolar nas redes sociais através de uma transmissão com grandes nomes da arte e política LGBT (e adiou a festa principal para o dia 29 de novembro).



Há ainda uma parada global marcada para o dia 27, transmitida ao vivo durante 24 horas, e que promete ter a participação de líderes globais, popstars e drag queens e que a maior drag do mundo (não estamos falando da Mama Ru, mas de ninguém menos que Pabllo Vittar) estará presente – todas as organizações de 1.500 paradas realizadas mundo afora foram convidadas para participar da live.

Data histórica

O mês de junho foi escolhido para representar o orgulho por causa da Revolta de Stonewall, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York que ocorreu na madrugada de 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, no bairro de Greenwich Village, em Nova York.

A rebelião, que durou seis dias, é considerada um dos eventos de luta mais importante para a conquista de direitos igualitários e de criminalização de atos de preconceito em diversos países.

Este é um ano tristemente especial para a celebração do mês do orgulho, porque os episódios de racismo nos mostram que a libertação queer, a libertação negra e a erradicação da supremacia branca estão todas inextricavelmente ligadas.

Ainda vivenciamos um número enorme de assassinatos de LGBTs no Brasil e no mundo, principalmente de pessoas trans, com dados estarrecedores. Então a celebração é muito mais que um ato de lembrança ao Stonewall, mas de continuidade da luta que, a todo instante, aprece que apenas começou.

O orgulho existe porque as pessoas LGBTQ + foram oprimidas e continua a existir porque a comunidade LGBTQ + continua oprimida. O orgulho existe porque as pessoas LGBTQ + ainda estão lutando por suas vidas e direitos em um mundo que constantemente tenta invisibilizar nossa existência.

Junho é um mês que representa a luta de um ano inteiro e, sim, vamos celebrar o mês do Orgulho LGBTQIA da forma que pudermos, com lives, com campanhas na web, com gritos em nossas janelas. Mas calar, jamais!

Justiça ordena que bolsonarista apaguem fake news sobre Jean Wyllys.



A Justiça do Rio de Janeiro ordenou que apoiadores do presidente Jair Bolsonaro apaguem publicações com fake news envolvendo o o ex-deputado federal Jean Wyllys de suas redes sociais. As informações são do portal Uol.

A decisão, que foi tomada pela juíza Márcia Santos Capanema de Souza, titular do 5º Juizado Especial Cível, aponta que Jean estava sendo associado indevidamente a Adélio Bispo, acusado de esfaquear Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.

A ordem de exclusão é liminar e atende ao pedido de Jean, após uma serie de ações contra os deputados deputados federais Bia Kicis (PSL-DF) e Bibo Nunes (PSL-RS), o blogueiro bolsonarista Cleuber Carlos do Nascimento, o youtuber Ed Raposo e o empresário Otávio Oscar Fakhoury.

Em seu texto, a juíza Márcia Capanema afirma que o pedido “é cabível a censura prévia”, mas que “se o direito de liberdade de expressão é abusivo e exageradamente ofensivo, este comportamento deve ser vedado pelo Poder Judiciário”.

Com o resultado da ação, agora os réus devem apagar as publicações em até 48 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 1 mil. Jean também processa os filhos do presidente Carlos e Eduardo Bolsonaro pelo mesmo motivo, mas as ações ainda não foram julgadas.

Blackout Tuesday: artistas e anônimos protestam nas redes sociais contra o racismo e truculência policial.



Na manhã desta terça-feira (02/06), “telas pretas” dominaram as redes sociais. A iniciativa, batizada de “Blackout Tuesday” (“terça-feira do apagão”, em tradução livre), surgiu como forma de apoio ao movimento Black Lives Matter e na luta contra o racismo, fascismo, desigualdade e truculência policial. No Instagram, famosos como Pepita, Pabllo Vittar, Preta Gil, Nanda Costa, Mateus Carrilho, Daniela Mercury, entre outros artistas, aderiram ao protesto.



A iniciativa promove um apagão nas redes sociais e encoraja as pessoas a usarem o tempo que gastariam nas redes para apoiar iniciativas do movimento negro e dos direitos humanos. As publicações são seguidas de algumas hashtags, como #VidasNegrasImportam, #BlackLivesMatter, #BlackoutTuesday e #TheShowMustBePaused (algo como “o show precisa ser pausado“). A tag já soma mais de 4 milhões de posts desde o início do dia.

Iniciada por empresas do cenário musical, a campanha começou fora do Brasil e, em pouco tempo, tomou conta da internet. O Spotify, por exemplo, anunciou que vai adicionar uma faixa de 8 minutos de 45 segundos de silêncio em listas de música e de podcasts, em alusão ao tempo em que George Floyd ficou preso ao joelho do policial racista Derek Chauvin. Já a ViacomCBS, colocou o mesmo tempo em sua programação no formato de telas sem conteúdo visual.

A indústria musical brasileira também aderiu ao movimento, incluindo: Som Livre, Warner Music Brasil, Sony Music Brasil, Ingrooves Brazil, ONErpm, UBC, Universal Music Brasil, além da Deezer Brasil.

RJ: pool party desrespeita quarentena e gera revolta na cena LGBTQ+.



Uma pool party clandestina em Queimados, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, gerou revolta na cena LGBTQ+. Tudo por conta dos participantes desrespeitarem a quarentena imposta pela pandemia de coronavírus. Fotos e vídeos do evento, que aconteceu no sábado (30/05), viralizaram em aplicativos de mensagens e nas redes sociais. Os atos de irresponsabilidade foram denunciados neste domingo (31/05) no Twitter do ativista Eliseu Neto.

“Que absurdo. No meio da quarentena organizam FESTA CLANDESTINA. As pessoas se gabam de serem irresponsáveis. Nossa solidariedade foi testada e reprovamos”, escreveu o secretário parlamentar na legenda da denúncia, acompanhada de imagens do evento. Já em outra publicação, Eliseu divulga o suposto flyer da festa, destacando sobre o uso de máscaras de proteção: “O aviso de ‘use máscara’ é o fino do deboche. Os vídeos são inacreditáveis”, disse.




Após a denuncia, Eliseu iniciou entre os seus seguidores um debate sobre a importância de se cumprir o isolamento social durante o período de quarenta do Covid-19. “Mas a quarentena no Brasil nunca existiu na verdade. Foi algo feito completamente errado. Infelizmente”, lamentou um internauta. “Eu vejo meu marido tendo que colocar todos EPIs pra entrar nas UTIs, ficar todo cuidadoso pra não tocar em nada quando volta pra casa, e um escroto desses vai pra uma festinha, tendo a chance de espalhar isso, sem a menor preocupação?”, comentou um outro seguidor.



Considerado um dos nomes mais conhecidos entre ativistas LGBTs brasileiros, Eliseu vem denunciando em seu Twitter festas clandestinas organizadas durante a quarentena. No início de abril, o secretário parlamentar compartilhou para os seus mais de 39 mil seguidores uma festa que teria acontecido em Piracicaba, no interior do estado de São Paulo. “É muita falta de amor ao próximo?”, questionou Eliseu na época.

Um comentário:

  1. Uma pena que o Jean Wyllys tenha deixado o país, especialmente porque isso se deu pela perseguição política. De toda forma, é uma das vozes que denuncias os descalabros que ocorrem no Brasil.

    Quanto à "pool party", que vergonha: a gente espera mais consciência no meio LGBT, justamente em razão do preconceito, discriminação e violência, mas percebe que o Brasil clama por instrução e educação de qualidade, bem como pensamento crítico, em todos os lugares...

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