terça-feira, julho 21, 2020

DIREITOS

MTV é denunciada ao Ministério Público por corte de sexo gay.



A MTV pode enfrentar problemas por ter cortado os momentos de intimidade entre os participantes homossexuais do “De Férias com o Ex”.

De acordo com o UOL, o Ministério Público de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça de Sumaré, recebeu uma representação pedindo que seja investigado um suposto crime de homofobia por parte da emissora. Enquanto as cenas de sexo entre os participantes heterossexuais são mostradas com frequência, as sequências de intimidade entre os participantes Leonardo Lacerda e Jarlles Góis foram cortadas.

O pedido foi encaminhado pelo ativista LGBT Gustavo Don, um dos fundadores da Parada LGBT de Mogi das Cruzes. Caso acate a denúncua, o Ministério Público convocará a MTV para esclarecimentos.

“Encaminhei para o MP para investigar se houve a discriminação. Muita gente pode criticar dizendo que quero que cenas de sexo sejam exibidas, mas na verdade é sobre a prática de tratar de forma desigual um casal gay e não sobre o conteúdo da cena vetada,” afirmou Gustavo ao site.

Em depoimento, Flávio nega ter sido informado sobre operação Furna da Onça.


Flávio Bolsonaro 

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) negou ao Ministério Público, nesta 2ª feira (20.jul.2020), que tenha sido informado com antecedência da operação Furna da Onça.

O suplente do senador, Paulo Marinho (PSDB-RJ), disse ao jornal Folha de S.Paulo que Flávio foi informado da operação antes do 2º turno da eleição de 2018. Os policiais federais teriam contado o caso ao senador temendo que a operação prejudicasse a candidatura de Jair Bolsonaro, pai do então senador eleito.

A operação é 1 desmembramento da Lava Jato e investiga desvio de dinheiro e 1 suposto esquema de rachadinha (quando empregados de gabinetes de políticos têm de devolver parte dos salários) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) e atingiu Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.

O procurador Eduardo Benones ouviu o senador por cerca de 40 minutos no Senado. O filho do presidente da República falou na condição de testemunha.

Na saída, Benones disse que as perguntas feitas foram respondidas. Contou que Flávio confirmou que participou de reunião com Paulo Marinho e advogados, conforme havia relatado o empresário e suplente no Senado.

“Ele confirmou que esteve nessa reunião no dia 13. O que ele está negando é que nessa reunião o [advogado] Victor Granado, segundo o depoimento do senhor Paulo Marinho, teria contado como se deu o vazamento. Isto é que o que senador contradisse o senhor Paulo Marinho”, disse Benones.

“A gente está chegando em 1 momento da investigação em que já foram ouvidas as principais testemunhas. A ideia agora é a gente começar a focar na Polícia Federal. Começar a ouvir as pessoas que participaram da diligência. Eu considero que com essa oitiva de hoje a gente vai ter 1 quadro melhor do que aconteceu fora da sede da PF”, afirmou o procurador.

“Nunca houve vazamento, nunca chegou ao conhecimento do senador nenhuma informação sobre a Furna da Onça”, disse a advogada de Flavio, Luciana Pires.

“Ele explicou ao procurador da República, inclusive, que apoiava o deputado André Correa (DEM) na época, à presidência da Assembleia Legislativa, e que se ele soubesse de algum vazamento da Furna da Onça obviamente não apoiaria 1 alvo”, declarou a representante.

“Tem pessoas que são candidatos e precisam de votos”, disse Luciana Pires. Perguntada, ela confirmou que se referia a Paulo Marinho.

“Mais uma invenção espetaculosa de quem provavelmente quer a suplência, ele é o 1º suplente do senador Flávio Bolsonaro, ou obter votos”, declarou Luciana Pires.

Ela também afirmou que a defesa de Flávio avaliará tomar uma atitude contra as declaração de Paulo Marinho em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Uma notícia-crime ao Ministério Público, por exemplo, será analisada.

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