sexta-feira, julho 31, 2020

MINHA VIDA GAY

Rapper Konai se assume gay durante live com fãs.



No último final de semana, durante uma live com o seu fã clube, o rapper brasileiro Konai assumiu a sua orientação sexual para o público. “Eu sou da comunidade LGBT”, afirmou.



A revelação veio após a organizadora do seu fã clube mostrar uma fanart que havia feito do artista e no desenho, havia uma bandeira LGBT+. “Tive que colocar [a bandeira] aqui porque é importante demais pra mim”, afirmou.

Konai aproveitou o momento para fazer a revelação: “Tá suave, eu sou da comunidade LGBT, eu gostei”. A fã afirmou que sempre soube da orientação do ídolo, sem surpresas. Mesmo assim, Konai afirmou que “foi a primeira vez que falei em uma live…Surpresa!”.

Mesmo com apenas três anos no cenário musical, Konai já soma quase 300 milhões de streamings nas plataformas digitais. O estilo do artista mistura Rap, Trap, R&B e Hip Hop Americano.

Major do Exército revela ser mulher trans e desabafa sobre exposição em grupos de WhatsApp: “Não tenho medo”.



Major do Exército Brasileiro, Renata Gracin usou o seu perfil no Facebook e no Instagram nesta sexta-feira (24/07), para desabafar a respeito da exposição que ela vem sofrendo por militares em grupos de WhatsApp após se declarar transexual.

“Hoje acordei com minhas redes sociais lotadas de notificações. O dia que eu sabia que iria chegar, chegou! Estou sendo exposta em grupos de WhatsApp do Brasil todo, o que não me abala. Sou uma lutadora da causa LGBTQI+ e defensora dos direitos humanos. Sou Major do Exército Brasileiro e agora minha luta continua”, disse Renata, que é formada no curso de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) desde 2004. Atualmente, não há oficiais femininos de sua geração na infantaria. A primeira turma com mulheres na Aman foi aberta apenas em 2018.

Entre os diversos comentários na publicação, felizmente a grande maioria foi de apoio a Renata. “O mais importante é ser feliz do jeito que você acha que deve e ninguém tem direito de dizer ao contrário”, disse uma seguidora. “Tua luta é maior, tua força é maior, e teu espírito é livre”, disse outro.

A Major aproveitou para mandar um recado para os transfóbicos de plantão: “Depois da criminalização da transfobia pelo STF e equiparação ao crime de racismo, dizer que não se pode ter uma pessoa trans nas forças armadas é o mesmo que dizer que não se pode ter uma pessoa negra. Não vou me calar para o preconceito! Não tenho medo!”

“Já vivo como trans assumida há um bom tempo. Nunca falei mal do exército até hoje. inclusive, o comando já sabia de mim. Minha luta não é contra o exército, é contra o preconceito! Vai ter trans em todos os lugares da sociedade sim”, finalizou.

‘Iniciei minha vida sexual com mulher’, diz Preta Gil que se declara pansexual.


Cantora participou de live em que falou sobre sua orientação sexual.

Preta Gil participou de uma live promovida pela revista “Vogue” em que falou, entre outros assuntos, sobre sua orientação sexual: ela afirmou ser pansexual.

“Eu só comecei a cantar e ir para frente das câmeras depois dos 28 anos, e, antes disso, eu me relacionava com mulheres, inclusive, iniciei minha vida amorosa e sexual com uma pessoa do sexo feminino”, contou a artista para Carla Akotirene, que comandou a live transmitida pelo Instagram oficial da publicação.

Ela continuou: “Depois, passei a ter mais namorados homens. Talvez seja por isso que as pessoas tenham uma imagem heterossexual sobre mim. Mas acho que sou pansexual, gosto de gente”, explicou.

Preta também falou sobre o desenvolvimento de sua afetividade, e disse que tem preferência por pessoas brancas porque não havia negros em seu círculo social além de sua família.

“Eu fui induzida a ter meu afeto ligado a homens brancos, porque fui criada em ambientes de predominância branca. Mas os meninos da minha escola não demonstravam interesse por mim e eu não entendia o motivo. Hoje sei que tem a ver com a cor da minha pele”, ponderou.

Ela também confessou que já esteve em um relacionamento abusivo. “Eu me submetia, sem saber, a relacionamentos que hoje a gente consegue verbalizar como abusivo. Eu me contentava, dentro da minha carência de mulher preta, com aquele afeto, mesmo o homem sendo grosseiro, estúpido, que tentava me silenciar. Eu me apegava a migalhas.”

O racismo, outro tema caro para a artista, também foi tema da conversa. Preta comentou que começou a entender o preconceito ainda na escola. “Eu era motivo de chacota por causa do meu nome. Com 4 anos, pedi para minha mãe me chamar de Priscila. Além disso, tinham preconceito por eu ser filha de um preto famoso que foi exilado durante a ditadura”, disse, referindo-se a seu pai, Gilberto Gil.

Além disso, relembrou uma história de quando era “zoada” por seus colegas de classe por conta da forma com que falava o alfabeto.

“Eu aprendi o alfabeto como se diz no Nordeste e a professora, por causa disso, pediu para eu repetir de ano. Enquanto isso, no recreio, as meninas se juntavam ao meu redor e perguntavam se eu era a menina que falava errado. Na escola só havia eu e meus irmãos de pretos”, destacou.


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