quinta-feira, julho 16, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Tailândia conquista lei para união entre pessoas do mesmo sexo.



Na última quarta-feira (08), o governo da Tailândia aprovou uma lei, que reconhece a união entre pessoas homossexuais, com os mesmos direitos legais. Entretanto, a aprovação total depende do Parlamento.

Se a benção for aprovada, a Tailândia que é um país cheio de pessoas budistas, e a maioria conversadoras, será o segundo país na Ásia a aceitar união entre pessoas do mesmo sexo, segundo o Público PT.

“A lei de união civil é um passo importante para a sociedade tailandesa na promoção de direitos iguais e no apoio aos direitos dos casais do mesmo sexo, para que possam formar famílias e viver como parceiros”, disse a porta voz do governo, chamada de Ratchada Thandirek.

Vale lembrar, que no interior de São Paulo, Campinas, uma empresa foi condenada a pagar 28 mil reais de indenização, após negarem a realização de um casamento gay, com um discurso preconceituoso.

Argentina celebra uma década da lei do casamento igualitário.


O Congresso da Argentina é iluminado com cores do arco-íris para celebrar dez anos da lei do casamento igualitário, em Buenos Aires

A Argentina comemorou nesta quarta-feira (15) dez anos da Lei do Casamento Igualitário, que permite a união entre pessoas do mesmo sexo, uma norma pioneira na América Latina.

Desde sua sanção, em 15 de julho de 2010, foram realizados 20.244 casamentos igualitários no país sul-americano, segundo a Federação Argentina LGBT, um dos principais promotores da lei sob o lema “os mesmos direitos com os mesmos nomes”.

Na América Latina, além da Argentina, o casamento igualitário também é legal no Uruguai e Brasil (2013), Colômbia (2016) e numa parte do México (2009 em diante).

Na capital argentina, os principais monumentos e pontos turísticos da cidade foram iluminados com as cores da bandeira da diversidade na noite de terça-feira, o que se repetirá no pôr do sol de hoje.

A celebração foi realizada pela primeira vez com um evento virtual devido à quarentena em vigor na capital argentina e na periferia, epicentro dos casos de coronavírus que totalizam 106.897, com 1.968 mortos em todo o país.

O ato central consistiu em um festival virtual transmitido na página do Facebook da Federação Argentina LGBT com a participação de dezenas de artistas, entre eles os cantores León Gieco, Pedro Aznar e Gustavo Santaolalla.

“Hoje temos orgulho da militância em visibilidade”, comemorou a federação em um comunicado.

“Há dez anos não era fácil colocar seu rosto e corpo em lugares onde a violência e o ódio eram comuns”, lembrou a organização.

Essa lei foi seguida em 2011 pela Lei de Identidade de Gênero, que autoriza a posse de um documento de identidade com o sexo autodeclarado.

Presidente ultraconservador da Polônia é reeleito e promete proibir casais LGBTs de adotarem filhos.



Com 99,7% das urnas apuradas, o atual presidente da Polônia, Andrzej Duda, foi reeleito com 51,21% dos votos, anunciou a Comissão Eleitoral no início da manhã desta segunda-feira (13/03). Duda conseguiu uma estreita margem de vantagem com relação ao prefeito de Varsóvia e representante da Plataforma Cívica (PO), Rafal Trzaskowsk.

O ultraconservador derrotou o prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, que obteve 48,79%. Ainda faltam serem computados os votos do exterior, mas o cenário não deve mudar, segundo o presidente da Comissão, Sylwester Mariciniak. Em números totais, a diferença entre os candidatos ficou em apenas 500 mil votos, na mais disputada eleição presidencial da história do país. A participação no pleito também foi recorde, com cerca de 70% de afluência às urnas.

Na campanha eleitoral, Duda fez discursos pelos valores tradicionais da família polonesa e contra minorias. Em busca dos votos da direita, Duda recorreu a ataques contra a comunidade LGBTQ+, afirmando mudaria a Constituição do país para proibir casais gays de adotarem filhos. Segundo ele, a ação é uma “proteção” aos valores tradicionais.

MPF recomenda que deputada do PSL se retrate após publicação homofóbica.


Christiane Tonietto, PSL/RJ, foi notificada pelo MPF e, se não justificar a afirmação, foi recomendada a se retratar. 

Em suas redes sociais, Christiane Tonietto teria relacionado a pedofilia ao movimento LGBT. No Brasil, homofobia é crime desde junho de 2019.

O MPF (Ministério Público Federal) recomendou hoje que a deputada Christiane Tonietto (PSL/RJ) justifique, com base em evidências científicas, uma afirmação considerada homofóbica publicada em suas redes sociais. Na ocasião, a parlamentar teria relacionado a pedofilia ao movimento LGBT.

Em nota, o órgão alertou que “a Constituição Federal prevê a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e sem preconceitos” e afirmou que “a expressão ‘ideologia de gênero’ foi utilizada de forma vaga, imprecisa e descontextualizada”, com o objetivo de “criar obstáculos para o reconhecimento de direitos sexuais e equidade de gênero”.

O MPF lembrou, ainda, que na maioria dos casos de agressão sexual contra menores, o agressor é um homem próximo, geralmente um familiar.

“Em sua publicação, Christiane Tonietto induz falsamente a opinião pública a acreditar que todo o grupo de pessoas LGBT+ seria propenso a cometer os graves crimes que giram em torno da pedofilia, gerando preconceitos e reforçando estigmas”, escreveu o MPF.

A parlamentar foi notificada e, caso não justifique a afirmação, foi recomendada a se retratar.

Homofobia é crime!

Em 13 de junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, a criminalização de atos de LGBTfobia.

Os ministros consideraram que atos preconceituosos contra pessoas LGBT devem ser enquadrados no crime de racismo.

Conforme a decisão da Corte:

*“praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual ou identidade de gênero da pessoa poderá ser considerado crime;

*a pena será de um a três anos, além de multa;

*se houver divulgação ampla de ato LGBTfóbico em meios de comunicação, como postagem em rede social, a pena será de dois a cinco anos, além de multa;

*a aplicação da pena de racismo valerá até o Congresso Nacional aprovar uma lei sobre o tema.

Na época, o Brasil se tornou o 43º país a criminalizar a LGBTfobia, segundo o relatório “Homofobia Patrocinada pelo Estado”, elaborado pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga).

Comissão da OAB-PB protocola denúncia e professora é investigada por LGBTfobia.


Professora de biologia que atua também como teóloga é suspeita de dar declarações preconceituosas em live realizada no perfil pessoal dela, em 1º de julho.

Um inquérito foi instaurado nesta terça-feira (14) para investigar a professora Lourdes Rumanelly Mendes dos Reis, depois que ela deu declarações supostamente LGBTfóbicas numa live realizada no dia 1º de julho, no perfil pessoal dela em uma rede social. A investigação foi aberta na Delegacia Especializada contra Crimes Homofóbicos e Intolerância Religiosa da Polícia Civil da Paraíba, após denúncia protocolada pela Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB).

A reportagem entrou em contato com a professora Lourdes, mas o telefone celular dela estava desligado. Dias atrás, contudo, ela já tinha se manifestado por meio de nota, onde afirma que as lives foram uma iniciativa não extensiva às escolas onde ensina. Lembrou também que tem 13 anos de magistério e que nos vídeos vinha abordando um diálogo entre religião e ciência, com o objetivo de mostrar que ambos dialogam entre si. Declarou também que o intuito era “expor o que as ciências naturais dizem acerca da constituição do sexo do indivíduo, endossando o que a Bíblia também relata sobre o tema” e ponderou que não tinha a intenção de desrespeitar "os membros da comunidade LGBTQI+”.



Lourdes Rumanelly é bióloga por formação, professora em escolas de João Pessoa e atua também como teóloga. Em uma série de lives que vinha realizando, discutia questões biológicas sob a ótica da religião cristã, quando teceu críticas sobre homossexualidade e transexualidade.

Segundo o advogado José Baptista de Melo Neto, que preside a Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PB e registrou o boletim de ocorrência na Polícia Civil, gerou repercussão na internet o vídeo em que a professora se referiu às “práticas ditas não reprodutivas” por termos diversos como “aberração”, “perversão”, “prática repugnante”, “imoralidade”, “corrupção do corpo”, “abominação” e “pecado”. Algo que, de acordo com o ele, incorreria em crime, principalmente depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu em 2019 equiparar o crime de LGBTfobia ao de racismo.

Ainda de acordo com o jurista, o fato da live ter sido transmitida no Instagram potencializa o alcance do crime, até porque a própria professora pediu para que seus seguidores dessem mais visibilidade ao vídeo, a partir de compartilhamentos na rede social.

Padre pede perdão à comunidade LGBTQ+ por conta da LGBTfobia de líderes religiosos.



Conhecido por sua atuação junto à população em situação de rua de São Paulo, o padre Júlio Lancelotti celebrou nesta segunda-feira (13/07) uma missa em sua paróquia, a São Miguel Arcanjo, na Mooca, zona leste da capital, em que pediu perdão à comunidade LGBTQ+, em especial ao jovem Michel Glaudemberg, que relatou ter sido humilhado na igreja de sua cidade por se assumir gay.

“Para você, Michel, eu queria pedir desculpas, se o padre da sua cidade te humilhou quando você revelou sua condição sexual. Perdão. Ninguém deve ser humilhado”, lamentou o padre. Ainda durante à missa, o pároco pediu perdão às mulheres transexuais, para comunidade LGBTQ+ e afirmou que a LGBTfobia não vem de Deus. “Perdão, para as mulheres trans, para o grupo LGBTQIA. Perdão”.

“Eu tenho recebido muitas mensagens de pessoas que são expulsas das igrejas por assumirem sua condição sexual. Ninguém pode achar que a homofobia vem de Deus. Ninguém pode achar que a Lgbtfobia vem de Deus. Isso é pecado. E atenção, padres e pastores que humilham pessoas LGBTs, isso é crime!”, alertou.

“Todos somos irmãos, independente da condição. Todos somos irmãos. Ouçam. Michael, abraço especial para você. Não se intimide, Deus te ama e te protege. Amém”, finalizou. Com mais de 78 mil visualizações, o vídeo foi compartilhado pela apresentadora Xuxa, em seu perfil oficial do Instagram. “Esse é meu Deus. @padrejulio.lancellotti muito obrigada por me fazer ter certeza que Deus é amor, obrigada”, escreveu a eterna rainha dos baixinhos.

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