segunda-feira, julho 27, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Assembleia legislativa da Cidade do México criminaliza a 'cura gay'.



Quem tentar 'converter' pessoas LGBTs a mudarem sua orientação sexual ou identidade de gênero poderá ser condenado a até cinco anos de prisão.

O legislativo da Cidade do México aprovou, na sexta-feira (25), uma lei que torna um crime a terapia de conversão de gays em heterossexuais. A medida é considerada uma vitória para a comunidade gay e lésbica do país.

Os métodos da terapia de conversão para mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de uma pessoa variam de aconselhamento psicológico a instrução religiosa a eletrochoques. Essas práticas foram desacreditadas nos anos recentes, mesmo que ainda aconteçam.

Os deputados da assembleia aprovaram o projeto em uma sessão virtual. A proposta teve apoio de diferentes partidos.

Quem oferecer o serviço de terapia de conversão agora pode estar sujeito a até cinco anos de prisão. As penas mais duras são para quem submeter menores de idade à prática.

Pela nova lei, define-se terapia de conversão da seguinte forma: medidas psicológicas ou psiquiátricas ou tratamentos que têm como intuito nulificar, dificultar ou debilitar a expressão da orientação sexual ou identidade de gênero de uma pessoa.

Essa é a primeira região do México que proíbe a terapia de conversão. A capital também foi a primeira jurisdição do país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo gênero, em 2009.

Nos Estados Unidos, há discussões sobre a proibição. Ela já é banida em alguns Estados, como Califórnia, Nova York, Washington e Colorado.

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia tem uma resolução de 1999 que condena a prática. "Não cabe a profissionais da psicologia no Brasil o oferecimento de qualquer tipo de terapia de reversão sexual, uma vez que a homossexualidade não é considerada patologia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)", de acordo com texto do site da organização.

Vítima de bulliyng, trans de 17 anos é condenado a prisão perpétua por atentado à tiros em escola.



Um jovem transexual de 17 anos foi condenado a prisão perpétua nesta sexta (24/07) por protagonizar um atentado à tiros contra estudantes da escola STEM School Highlands Ranch, no Colorado, em 7 de maio de 2019. Segundo informações do The New York Times, Alec McKinney afirmou às autoridades que planejou o tiroteio para se vingar dos colegas que zombavam dele por ser transexual.

A publicação afirma que Alec e um amigo, Devon Erickson, de 19 anos, invadiram a escola armados com três revólveres e uma outra arma que roubaram de um cofre que o pai de Devon tinha. Durante o ataque, um estudante de 18 anos foi morto e outros oito ficaram feridos. Em depoimento, McKinney disse que queria que os alunos da escola “experimentassem coisas ruins” e “tivessem que sofrer traumas como ele teve em sua vida”. Ainda de acordo com a publicação, o estudante disse que tinha como alvo vários outros estudantes que “sempre zombavam dele, o odiavam e dizia que ele era nojento por tentar ser um cara”, afirma.

McKinney também disse às autoridades que tinha pensamentos suicidas e homicidas desde os 12 anos, sentimentos esses que voltaram nas semanas anteriores ao tiroteio. Em dezembro, os advogados do jovem transexual argumentaram, ainda que sem sucesso, que o caso deveria ir para um tribunal juvenil, uma vez que o acusado teve uma infância difícil por testemunhar a violência doméstica do pai contra a mãe. O juiz negou o pedido, alegando que os crimes cometidos eram muito graves e ele tinha de ser julgado como adulto.

Alex McKinney declarou-se culpado de 17 crimes, incluindo assassinato. Inicialmente ele enfrentou 48 acusações relacionadas ao ataque. “Eu nunca espero ser perdoado. Nunca mais repetirei essas ações porque o dano que causei é realmente demais para alguém suportar”, disse McKinney em um discurso forte de 15 minutos durante julgamento. O acusado poderá passar a vida na prisão com a possibilidade de liberdade condicional após cumprir 40 anos da pena, uma vez que tinha 16 anos quando cometeu os crimes.

Já Erickson, outro jovem envolvido no crime, se declarou inocente das mesmas acusações que McKinney originalmente enfrentou. Seus advogados retrataram McKinney como o líder que pressionou Erickson a participar do ataque.

MG: Homem gay é indenizado em R$ 5 mil após ser ameaçado de morte e xingado de “bicha louca”.



Um homem gay será indenizado em R$ 5 mil após ser agredido física e verbalmente por uma mulher e seu filho na cidade de Carmo do Rio Claro, em Minas Gerais.

Segundo informações do UOL, o homem, que não teve a identidade revelada, caminhava por uma praça com seu cunhado quando um dos agressores o surpreendeu com socos e empurrões. De acordo com a publicação, a vítima ainda foi xingada de “bicha louca” e “bicha velha”. Já no caminho de volta para casa, a vítima foi surpreendida pela mãe do agressor, que agarrou sua camiseta e o ameaçou de morte. Ela só parou quando o cunhado interveio. Por conta das ameaças e medo de morrer, a vítima precisou se mudar de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, para Belo Horizonte.

Ele entrou com ação na Justiça, que determinou indenização de R$ 5 mil. Ele considerou o valor da reparação insuficiente, pedindo que o valor fosse aumentado para R$ 10 mil, no entanto teve o pedido negado, recebendo o valor inicial. Mesmo com testemunhas confirmando a versão da vítima, os agressores negam as agressões físicas, alegando que se tratava de desentendimentos familiares.

Os agressores também garantem sofrer de sérios transtornos depressivos. A mãe alega ser portadora de “transtorno fóbico-ansioso não especificado” e “transtorno afetivo bipolar”, e o filho afirma ser portador de “transtorno depressivo” e “transtorno de ansiedade generalizada”. Ambos apresentaram relatórios médicos e receitas de medicamentos no tribunal.

Transexual do Programa Raul Gil é assassinada com 50 facadas em Milão.



Na manhã desta sexta-feira (24), a polícia italiana prendeu um suspeito de assassinar a transexual brasileira Manuela de Cássia, de 48 anos, famosa por participar do Programa Raul Gil, no Brasil. O corpo de Manuela foi encontrado em Milão no último final de semana, com cerca de 50 facadas.

O suspeito de 42 anos que não teve o nome divulgado foi apontado como o principal indicador do crime. Ele seria um dos clientes fixos de Manuela. De acordo com as autoridades policiais, ele optou por permanecer em silêncio durante todo o interrogatório.

Segundo o jornal La Repubblica, a polícia identificou o homem ao analisar imagens do circuito interno de segurança do prédio de Manuela. As gravações mostrariam o homem entrando e saindo do apartamento da vítima e ainda a placa de seu carro.

“Panterona”, ficou conhecida pelo público devido ao título de Miss Pantera Gay, e ganhou destaque nacional ao participar do quadro de dublagens Gala Show, do programa Raul Gil.



Mais uma transexual brasileira é achada morta na Itália em menos de uma semana.


Segundo informações do inquérito, a vítima tinha 36 anos e foi encontrada em uma periferia de Roma, na Itália. 

O corpo de uma transexual brasileira foi encontrado em um bairro da periferia de Roma, capital da Itália, na noite desta terça-feira (21).

Esse já é o segundo caso de uma trans originária do Brasil encontrada morta no país europeu apenas nesta semana. Segundo fontes ligadas ao inquérito, a vítima tinha 36 anos.

A Arma dos Carabineiros foi acionada após um brasileiro de 43 anos ter avisado que havia atropelado acidentalmente um corpo que estava estendido sem vida no bairro de Tor Sapienza, periferia de Roma. O caso está sob investigação.

Na última segunda-feira (20), uma trans brasileira de 48 anos foi assassinada com mais de 50 facadas em seu apartamento em Milão, no norte da Itália. O autor do homicídio ainda não foi identificado.

Mulher é detida após agredir verbalmente casal gay em sua rua.



Um casal gay foi agredido verbalmente em São Conrado, em Vilha Velha, no Espírito Santo, por uma mulher de 47 anos. Em flagrante, a criminosa foi detida logo em seguida.

Uma das vítimas é analista financeiro, e aos 28 anos, contou que é namorado do vizinho da homofóbica, e que o crime aconteceu enquanto estacionavam o carro, em sua rua. Foi naquele momento que as agressões verbais foram feitas.

“Nós paramos o carro na porta da vizinha, mas não na garagem, do lado. Ela já chegou alterada, gritando e chamando a gente de palavras obscenas como ‘bicha’ e ‘viado’ e todos esses xingamentos homofóbicos”, disse ele.

Depois das ofensas, uma das vítimas chamou a polícia, e logo após a prisão da mulher, o delegado Alexandre Henrique da Rocha Campos, afirmou que a recém-detida, ficará presa sem direito à fiança alguma.

“O crime de homofobia ou racismo é de uma segregação contra várias pessoas e é coletivamente, não individualmente. Como as duas penas somadas passam de quatro anos, ela vai ficar presa e não vai ter fiança arbitrada na delegacia. Ela vai ser encaminhada para o Centro de Triagem de Viana e lá o juiz pode ou não arbitrar uma fiança”, disse ele.

Segundo o G1, o intuito de uma das vítimas em acionar a polícia, é para que sirva de incentivo a novos casos. “Tem que ter respeito. Se a gente não der queixa na delegacia, ir na Justiça e não correr atrás, isso não vai mudar nunca. Então quem tiver esses preconceito todo vai pensar duas, três vezes antes”, concluiu.

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