quinta-feira, julho 30, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Duas transexuais negras são assassinadas em 48 horas nos EUA.


Em apenas dois dias nos EUA, duas mulheres trans afro-americanas foram assassinadas, e isso reflete na luta diária contra o fim do racismo e todo tipo de preconceito, que mesmo sendo bem ativa nos últimos dias, ainda precisa ser reforçada.

No período de 48 horas, a moça transexual chamada de Tiffany Harris, de apenas 32 anos de idade, foi encontrada morta no corredor de um apartamento, após ter sido esfaqueada, e não ter resistido aos ferimentos.

Em contrapartida, a outra vítima identificada como Lousiana, segundo o Põe na Roda, foi morta por tiros, e encontrada completamente sem vida. A soma se assimila a mais de 20 mortes de transexuais negras mortas, só no primeiro semestre deste ano.

Em meio a tantas notícias ruins, na Índia, pessoas transsexuais agora estão liberadas a ingressarem nas forças armadas do exército militar, com o foco de aumentar a visibilidade desta população.

Casa Nem, que acolhe pessoas LGBT, sofre ordem de reintegração de posse.


Moradores e apoiadores protestaram ontem contra decisão que autorizou a reintegração de posse para o local, que tem hoje 60 pessoas e funciona em um prédio em Copacabana, no Rio.

Moradores e apoiadores da Casa Nem, centro de acolhida de pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade protestaram em frente ao prédio contra a decisão da juíza Daniela Bandeira de Freitas, da 15º Vara Cível do Rio, que autorizou a reintegração de posse para o local. A ação estava prevista para acontecer nesta segunda, mas não ocorreu. A Casa Nem tem hoje 60 pessoas e funciona em um prédio ocupado em Copacabana, na zona sul do Rio.

Apesar da reintegração não ter acontecido nesta segunda, a previsão é de que ocorra nos próximos 30 dias, de acordo com informações da Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual (Ceds) do Rio de Janeiro.

Atualmente, a casa abriga em sua maioria transexuais e travestis e atende cerca de 100 pessoas pelos programas sociais promovidos pela ocupação, como doação de cestas básicas e máscaras durante o período da quarentena. Na ação de reintegração de posse, os ocupantes da casa foram citados como réus.

Na decisão, a juíza afirma que o local não tem condições adequadas de moradia e que apresenta risco para os próprios moradores. O prédio foi ocupado pelo movimento LGBT em julho de 2019, depois de passar cerca de cinco anos abandonado.

A ação de reintegração está sendo movida pela Iliria Administração de imóveis e Negócios LTDA, administradora que representa o espólio do imóvel em que a ocupação se instalou. Questionado pela reportagem sobre o despejo durante a pandemia, o advogado da família proprietária do prédio, Daniel Henrique Furtado, afirmou que não há chances de se esperar o fim do isolamento social para que a desocupação seja feita.

“De jeito nenhum. Eles invadiram o prédio quando uma reforma total iria começar, estão ali há mais de um ano e ainda querem sopa? Sem chances”, disse ao site Uol.

Moradores não têm para onde ir

Entidades vêm buscando uma solução para o impasse. A superintendente de políticas LGBT do estado do Rio de Janeiro, Caroline Caldas, afirmou que é preciso ter empatia com os moradores da Casa Nem durante o período de quarentena. “É nosso papel sensibilizar a população para esta causa. Estamos em um momento de pandemia e temos que resguardar vidas”, diz ela.

A OAB se manifestou por meio de nota. “Quando se iniciou o aumento no número de casos da Covid-19 no Rio de Janeiro, a Casa Nem seguiu e continua seguindo as recomendações propostas pelos órgãos públicos. Entretanto, desenvolveram forte atuação, desde o início do isolamento ‘social’, realizando ações de cuidado e auxílio aos mais vulneráveis atingidos pela Covid-19”, disse a mestre em Saúde Pública Rebecca Faray Ferreira, representando a OAB.

Inaugurado durante a pandemia, o hotel CPA4, destinado à acolhida de pessoas LGBT, não tem condições de receber todos os despejados da Casa Nem. Segundo o coordenador especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, apenas 10% do espaço ainda está livre.

“Nós queremos garantir os direitos humanos dessas pessoas, para que não sejam violados. Em relação ao abrigamento, o que nós temos é o seguinte: dia 28 de junho nós inauguramos um abrigamento específico para a população LGBT. Hoje disponibilizamos 40 vagas, destas 36 estão ocupadas”, afirmou.

Igreja perde processo contra Porta dos Fundos por ‘Jesus gay’ e ainda tem que pagar R$ 82 mil.



Templo Planeta do Senhor pediu indenização por causa do especial de Natal do Porta dos Fundos, mas desistiu do processo pelo valor das custas.

O dirigente da igreja Templo Planeta do Senhor aprendeu da pior forma que não se pode ir à Justiça pedir uma indenização bilionária sem estar disposto a correr o risco das decisões judiciais e a desembolsar alguns milhares de reais. A igreja, certa de que teria o benefício da Justiça gratuita, pleiteava uma indenização de nada mais, nada menos do que 1 bilhão de reais da Netflix e da produtora Porta dos Fundos por causa do polêmico especial de Natal da produtora, A Primeira Tentação de Cristo, que foi ao ar no fim do ano passado.

Anselmo Ferreira de Melo da Costa, presidente do Templo e advogado do processo, diz na ação que se sentiu desrespeitado na sua fé cristã quando o filme fez uma representação de um Jesus Cristo homossexual. Seis meses depois, o processo já chegou ao fim, antes mesmo que a Netflix e o Porta terem sido notificados oficialmente de sua existência.

O Templo desistiu porque a juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Patrícia Conceição, não deu o direito da Justiça gratuita. Como almejava o bilhão, a conta das custas do processo ficou cara e a igreja tomou um prejuízo de 82 mil reais. E se quiser recorrer, vai dobrar o prejuízo.

A igreja ainda solicitou que reduzisse o valor da causa para 100 mil reais, mas a juíza afirmou que pedir a redução só para pagar menos não estava entre os direitos do Templo. Atualmente, o caso está encerrado e a instituição deve 82 mil à Justiça.

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