segunda-feira, julho 06, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Parada do Orgulho LGBTQIA+ reúne milhares de manifestantes em Paris.


Milhares de pessoas participaram da Parada do Orgulho LGBTQIA+ no sábado, 4 de julho de 2020, em Paris, apesar da obrigação de distanciamento social. 

Sem carros alegóricos ou música, marcha foi mais político do que festivo.

Aproximadamente 10 mil manifestantes participaram de uma marcha improvisada e “política” do Orgulho LGBTQIA+ em Paris neste sábado, uma semana após a data originalmente programada para a celebração oficial, cancelada devido ao coronavírus.

Uma multidão jovem e multicultural saiu da Praça Pigalle atrás de um caminhão exibindo uma faixa com o slogan “Nosso orgulho é político”.

Entre bandeiras de arco-íris, cabelos coloridos e drag queens, outras palavras de ordem: “transfobia mata”, “uma presidente lésbica” ou “meu corpo, meu gênero, fecha sua boca”.

A Parada oficial do Orgulho LGBTQIA+ estava prevista para 27 de junho, mas foi adiada para 7 de novembro devido à proibição de aglomerações para conter o coronavírus.

Para Emma Vallée-Guillard, que respondeu à chamada de improviso de várias associações LGBTQIA+, “é importante celebrar o orgulho da mesma forma”.

“O orgulho, em sua origem, foi originalmente uma revolta”, lembra a jovem de 22 anos, referindo-se aos protestos de Stonewall em Nova York em 1969, desencadeados por uma batida policial em um bar frequentado por pessoas LGBTQIA+ e que deu origem a primeira Parada LGBTQIA+.

Sem carros alegóricos ou música, o encontro deste sábado foi mais político do que festivo.

“O perigo de retrocesso de nossos direitos fundamentais está muito presente e a epidemia serviu para revelar múltiplos fatores de exclusão, discriminação e violência”, afirmou Giovanna Rincon, diretora da associação Acceptess-T, que defende pessoas trans.

O ano de 2020 marca o 50º aniversário do Orgulho LGBTQIA+, mas várias centenas de marchas pelo mundo foram canceladas ou adiadas devido ao coronavírus.

Entidade doa US$ 250 mil e evita fechamento do Stonewall Inn em NY.


Os manifestantes se reúnem em frente ao Stonewall Inn durante a Marcha de Liberação Queer para Vidas Negras e Contra a Brutalidade Policial em 28 de junho de 2020.

A doação de cerca de US$ 250.000 (o equivalente ao valor de R$ 1.357.850,00) de uma fundação de caridade pode evitar o fechamendo do Stonewall Inn, bar localizado em Manhattan, em Nova York, que é considerado o berço do movimento de luta pelos direitos LGBT. Devido ao impacto econômico da pandemia do novo coronavírus, o bar anunciou que encerraria atividades.

A Gill Foundation, que apoia esforços para garantir a igualdade de pessoas LGBT nos Estados Unidos, anunciou a doação no domingo (28), data em que é comemorado o aniversário dos protestos da comunidade realizados 1969, desencadeados por uma batida policial no famoso bar e marca o Dia Internacional do Orgulho LGBT.

“O Stonewall é uma pedra angular da história LGBTQ e deve ser protegido. A história LGBTQ é a história americana”, diz comunicado da organização.

Stacy Lentz e Kurt Kelly, co-proprietários de Stonewall, que é localizado no bairro de Greenwich Village, já haviam levantado cerca de US $ 30.000 (o equivalente a R$ 162,834.00) após o lançamento de um financiamento coletivo na internet em 13 de junho.

“Como o primeiro e único monumento nacional LGBTQ, Stonewall abriga não apenas a história de nossa comunidade, mas também a história de nossa cidade e país”, dizem em texto de apresentação na “vaquinha virtual”. “O caminho para a recuperação da pandemia de Covid-19 será longo e precisamos continuar a salvaguardar essa parte vital da história viva da comunidade.”

Após a doação, o bar poderá reabrir em 6 de julho, mas apenas com 50% de ocupação e seguindo os protocolos da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A pandemia do novo coronavírus forçou o cancelamento da maioria dos eventos presenciais do mês do orgulho neste ano, mas uma marcha em Manhattan neste domingo (28) atraiu milhares às ruas de Nova York em solidariedade aos manifestantes que pediam o fim da injustiça racial e da brutalidade policial, desencadeadas pelo assassinato de George Floyd.

As pessoas gritavam “não há justiça, não há paz” enquanto outros manifestantes afirmavam, em coro, que “vidas negras importam”. O número de mortes causadas pela Covid-19 já passou de 120 mil nos Estados Unidos.

A Reclaim Pride Coalition, grupo que organizou a marcha, encenou seu primeiro protesto no ano passado, caminhando na direção oposta à marquise do New York City, a Parada do Orgulho, rejeitando a grande presença policial uniformizada do evento e os trios elétricos patrocinados por empresas.

Vladimir Putin zomba embaixada dos EUA por usar a bandeira LGBT.


O presidente russo Vladimir Putin, que recentemente estendeu sua presidência a 2036 após um referendo, zombou da embaixada dos EUA por exibir a bandeira do arco-íris.

Durante uma coletiva de imprensa na televisão, Putin foi informado por um legislador de que a embaixada estava arvorando a bandeira. Quando lhe disseram que era a embaixada americana, ele respondeu dizendo: “Deixe-os comemorar. Eles mostraram algo sobre as pessoas que trabalham lá”.

Referindo-se à lei russa de “propaganda gay”, que foi aprovada em 2013 e proibiu a promoção de orientações sexuais “não tradicionais” para menores, ele acrescentou: “Mas não é grande coisa. Já falamos sobre isso muitas vezes, e nossa posição é clara”.

“Sim, aprovamos uma lei que proíbe a propaganda da homossexualidade entre menores. E daí? Deixe as pessoas crescerem, se tornarem adultos e depois decidirem seus próprios destinos”.

Segundo a lei, um anúncio da Calvin Klein foi banido, houve pedidos para banir o jogo FIFA 17 e o calendário nu de Warwick Rowers foi banido. A lei também proibiu um site que publicava artigos sobre questões de saúde LGBT+, incluindo HIV / AIDS.

E durante a conferência, uma legisladora conservadora e chefe da União das Mulheres da Rússia, Yekaterina Lakhova, afirmou que uma marca de sorvete chamada Rainbow, que usava imagens do arco-íris, poderia estar violando a lei.

“É indireta, mas, ao mesmo tempo, força nossos filhos a se acostumarem às cores, à bandeira que todos estão pendurando, mesmo naquela embaixada”, disse ela.

A bandeira do arco-íris da embaixada atraiu respostas variadas no país. Algumas pessoas visitaram a embaixada para tirar selfies na frente dela, enquanto membros do grupo conservador cristão ortodoxo Sorok Sorokov se filmaram pisoteando uma bandeira do arco-íris em frente à embaixada.


Pessoas na frente da Embaixada dos EUA

O referendo em que o reinado de Putin no poder foi estendido também mudou a constituição da Rússia para proibir explicitamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo, algo que Putin disse que nunca se tornaria legal enquanto estivesse no poder.

Recente pesquisa divulgada em abril descobriu que um em cada cinco russos queria “eliminar” a comunidade LGBT+, no entanto, esse número foi uma queda desde a última pesquisa realizada em 2015. Naquela época, 21% dos russos eram a favor da eliminação.

Tratamento brasileiro inédito elimina vírus HIV em paciente de São Paulo.



Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenado pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, conseguiu eliminar o vírus HIV de um paciente que vivia com o vírus há sete anos.

A pesquisa foi realizada com pessoas que estavam com o vírus indetectável ou seja pessoas que têm a carga viral baixa e não transmitem a doença. O estudo, que iniciou-se em 2013, selecionou pessoas que viviam com o vírus indetectável e que estavam tomando os coquetéis.

“A gente intensificou o tratamento. Usamos três substâncias no estudo, além de criar uma vacina”, conta Diaz. Foram usadas combinações variadas de remédios, além de uma vacina produzida com o DNA do paciente.

Segundo o infectologista, a próxima fase do estudo deve contar com 60 pessoas e vai incluir mulheres como voluntárias, a primeira fase contou apenas com homens. A pesquisa está paralisada por causa da pandemia do novo coronavírus no país.

Em entrevista a CNN, o paciente com o vírus eliminado, que preferiu não se identificar, mostrou o teste para diagnóstico do HIV realizado este ano, onde constava que ele tinha amostra não reagente para HIV. “Eu me sinto livre”, diz.

Até hoje, dois casos de cura da Aids foram reconhecidos pela comunidade científica: Timothy Ray Brown, conhecido como “paciente de Berlim”, e Adam Castillejo, conhecido como o “paciente de Londres”. Em ambos, eles foram submetidos a um transplante de medula óssea. Por uma mutação rara, eles ficaram livres do vírus HIV.

Segundo a Unaids, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, até dezembro de 2018, havia cerca de 37,9 milhões de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV. Destas, cerca de 79% conheciam seu estado sorológico positivo para HIV, ou seja, já tinha sido diagnosticadas. Isso significa que cerca de 8,1 milhões de pessoas ainda não tinham conhecimento de que estavam vivendo com HIV (não haviam feito o teste para o diagnóstico).

Mulher trans foi queimada viva por funcionário do Itamaraty.


Renata Ribeiro Marques - mulher trans 

No dia 12 de junho, em um hotel da Asa Norte, em Brasília (DF), uma mulher trans que é trabalhadora do sexo, foi queimada por um homem que é alto funcionário do Itamaraty, mas apenas na última semana o caso foi revelado.

Segundo o G1, o nome da vítima é Renata Ribeiro Marque, de 24 anos e o agressor é Anderson Felype de Souza Caxeta, de 33 anos. O caso foi registrado como lesão corporal, mas carta à chefia de polícia pede que caso seja tratado como violência doméstica, tentativa de feminicídio ou transfobia.

Embora Anderson Felype tenha apagado todas as suas redes sociais, o site Pragmatismo Político publicou imagem do agressor captadas por internautas. Em depoimento, Renata conta que Felype era um cliente e que: “Nunca tinha chegado a ser agredida. Foi a terceira vez em que fiz programa com ele. Ele não queria me deixar ir embora, queria me manter em cárcere”, diz.


Anderson Felype Caxeta

O depoimento consta de que a vítima narra ter cobrado um valor a mais de Anderson pelo tempo em que passaria no local, mas Felype se recusou a pagar a quantia: “Nessa hora, quando estava terminando de me vestir, ele jogou álcool em gel nas minhas costas e botou fogo. Cheguei a pensar, por um momento, que morreria porque não conseguia apagar o fogo”, afirma.

Uma pessoa que trabalha no hotel encontrou a vítima na entrada do prédio e chamou o Corpo de Bombeiros. A jovem foi levada para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no tratamento de queimados.



Renata Ribeiro ficou com as costas queimadas após servidor do Itamaraty jogar álcool em gel na mulher trans, durante encontro, em Brasília — Foto: Renata Ribeiro/Arquivo pessoal para o G1

Representantes de entidades ligadas aos direitos humanos procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal para cobrar medidas no combate à violência contra as transexuais. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Anderson é analista em tecnologia da informação do quadro do Ministério da Economia e está em exercício descentralizado no Ministério das Relações Exteriores.

“Esclarecemos que o Ministério das Relações Exteriores não foi informado dos eventos narrados”, disseem nota ao G1. Anderson Caxeta não foi preso. Segundo o Diário Oficial da União, até outubro de 2019, o homem – que é servidor de carreira – tinha um cargo de chefia no MRE.

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