quinta-feira, julho 09, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Holanda vai retirar identificação de gênero de documentos oficiais.


Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Amsterdam, capital da Holanda.

Organizações LGBTQIA+ definiram a mudança como "uma ótima notícia".

O governo holandês decidiu que não vai mais exigir que os cidadãos identifiquem seus gêneros em documentos de identidade oficiais. Segundo a Reuters, a mudança foi anunciada pela ministra de educação e cultura, Ingrid van Engelshoven, e terá efeito a partir de 2024/25.

A ministra definiu a informação de gênero em identidades como “desnecessária”, e frisou que a Alemanha já tem uma regulação semelhante. Van Engelshoven disse que “os holandeses devem ser livres para criar sua própria identidade, e viver em liberdade e segurança”.

Organizações LGBTQIA+ ouvidas pela Reuters apoiaram a ideia. Em conjunto, vários grupos ativistas definiram a mudança como “uma ótima notícia para as pessoas que encontram dificuldade com o preenchimento desta categoria em seus documentos”.

“É uma boa notícia também para qualquer pessoa que acredite que o que está entre suas pernas não é problema do governo ou das autoridades”, completaram.

Centenas de pessoas protestam em Londres contra legislação transfóbica.


Protesto em Londres (Reino Unido) advoga por direitos de pessoas trans. 

Governo do Reino Unido está avaliando uma proposta que impediria pessoas transexuais de pedir a retificação de documentos oficiais.

Centenas de ativistas se reuniram no último sábado na praça do Parlamento, em Londres (Reino Unido), para protestar contra mudanças propostas na legislação britânica que prejudicariam pessoas trans. A informação é do “London Evening Standard”.

O governo do Reino Unido está avaliando uma proposta que impediria pessoas transexuais de pedir a retificação de documentos oficiais, como a certidão de nascimento e o cartão de identidade, sem um diagnóstico médico oficial.

“We’re done living in fear” Incredible scenes here at Parliament Sq, London at the Trans Protest #TransRightsProtest pic.twitter.com/KPk2WypyOo

— David Braniff-Herbert (@the_dbh) July 4, 2020

O direito à mudança do gênero nos documentos foi ratificado durante o governo da ex-primeira ministra Theresa May. A nova proposta também coloca “medidas de segurança em locais de acesso exclusivamente feminino” (de banheiros a abrigos reservados para mulheres) que impediriam a entrada de pessoas trans.

Reivindicações

Os organizadores do protesto descreveram sete exigências ao governo britânico — lista que incluía, mas não se limitava, à proteção ao direito de autoidentificação. Eles também pediram, por exemplo, pelo reconhecimento e promoção oficiais, por parte do governo, de “espaços de gênero neutro e inclusivos”.

No Facebook, os responsáveis pelo protesto explicaram por que consideram as mudanças na lei propostas pelo governo discriminatórias:

“Nós [pessoas trans] estamos usando espaços como banheiros de acordo com a nossa identidade de gênero há anos, sem nenhum incidente”.

De acordo com uma fonte próxima ao governo, o primeiro-ministro Boris Johnson terá a última palavra na aprovação ou rejeição das mudanças legislativas.

“Gays devem ser queimados ou apedrejados até a morte” diz youtuber;



Hala Samir, uma famosa apresentadora de TV e também youtuber, que vive no Egito, fez uma afirmação absurda e polêmica durante uma transmissão para o programa Watan TV, comandado por ela mesma. A apresentadora homofóbica afirmou, em bom tom, que gays devem ser queimados vivos, jogados de um prédio ou apedrejados até a morte.

Grupos muçulmanos anti-LGBTQ+ ganham apoio da comunicadora em suas redes e sua TV, por onde ela dá voz à política de extermínio de pessoas LGBT. Na transmissão em questão, ela cita o Profeta Muhammad dizendo: ‘Se você encontrar homens envolvidos em um ato homossexual, mate o ativo e o passivo.’ Não pergunte: ‘Você é ativo ou passivo?’ Apenas mate os dois”, disse Samir.

“Os companheiros do Profeta Muhammad concordaram que os homossexuais deveriam ser mortos, mas eles tiveram discordâncias sobre o método de matar.” continua a apresentadora.

“Alguns disseram que deveriam ser queimados vivos. Abu Bakr apoiou esta decisão. Outros disseram que eles deveriam ser jogados de um lugar alto e isso deveria ser seguido de apedrejamento. Outros disseram que deveriam ser apedrejados até a morte. Ali e Ibn Abbas concordaram com isso”, explica Hala Samir.

“Com relação às meninas, as pessoas perguntam se a mesma decisão se aplica ao lesbianismo. Os estudiosos disseram, por unanimidade, que o lesbianismo é proibido”, completa Hala. 

“Usar máscara é coisa de viado”, diz Bolsonaro para visitantes do Palácio do Planalto.



Mesmo com o aumento de casos de Covid-19 no Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) continua não incentivando métodos de proteção para visitantes do Palácio do Planalto. O presidente se recusava a usar máscara e chegava a “brincar” com funcionários, perguntando quem usava máscara e dizendo que aquilo era “coisa de viado”.

Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro, além de se recusar a usar a máscara, induzia os convidados e os funcionários a fazer o mesmo. Os encontros eram sempre iniciados com um aperto de mão, contrariando recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O presidente teria ainda dito a um dos visitantes que o “medo” que ele aparentava ter da contaminação era “besteira”.

Na última terça-feira (07/07), o Palácio do Planalto confirmou que Jair Bolsonaro testou positivo para a covid-19, e quando falou sobre o resultado em coletiva com jornalistas, tirou a máscara diante dos profissionais. Além disso, é importante destacara que desde junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o crime de homofobia deve ser equiparado ao de racismo.

Pesquisa brasileira com coquetel de medicamentos eliminou o vírus do HIV em paciente.


O vírus do HIV já infectou mais de 75 milhões de pessoas e matou quase 33 milhões desde que a epidemia de Aids começou nos anos 1980. 

Paciente de 34 anos recebeu tratamento e está há mais de dois anos sem carga detectável do HIV. Entretanto, outras quatro pessoas receberam o mesmo coquetel e não apresentaram o mesmo resultado.

Um brasileiro pode ser um dos primeiros casos de cura do HIV. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresentaram nesta terça-feira (7) uma pesquisa que mostra a remissão de um paciente, que está sem carga viral há mais de dois anos. Ele foi tratado com um novo coquetel contra a doença.

O homem de 34 anos foi diagnosticado em 2012 com o vírus HIV. Ele foi tratado com uma base de terapia antirretroviral reforçada com outras substâncias, com a adição de um medicamento chamado nicotinamida, uma forma de vitamina B3.

O tratamento foi interrompido após 48 semanas (13 meses), de acordo com informações dos médicos e pesquisadores nesta terça-feira. Depois de mais 57 semanas (11 meses) sem o coquetel, o DNA de HIV nas células do paciente e o exame de anticorpos continuavam negativos. O caso apresentado em uma conferência sobre a Aids em San Francisco, nos Estados Unidos.

“Este caso é extremamente interessante, e realmente espero que possa impulsionar pesquisas adicionais para uma cura do HIV”, disse Andrea Savarino, médico do Instituto de Saúde da Itália que coliderou o teste, em uma entrevista à NAM Aidsmap.

Savarino alertou, porém, que quatro outros pacientes soropositivos foram tratados com o mesmo coquetel, mas não viram os mesmos efeitos positivos.

“Este resultado muito provavelmente não pode ser reproduzido. Este é um primeiro experimento (preliminar), e eu não faria previsões para além disso.”

Enquanto cientistas correm para desenvolver vacinas e tratamentos contra a Covid-19, as pesquisas ainda continuam para encontrar uma cura para o HIV, que já infectou mais de 75 milhões de pessoas e matou quase 33 milhões desde que a epidemia de Aids começou nos anos 1980.

Pacientes que têm acesso a remédios contra Aids conseguem controlar o vírus e impedir o avanço da doença, e existem várias maneiras de impedir sua disseminação, mas hoje 38 milhões de pessoas convivem com o HIV.

A esperança de uma cura da doença cresceu nos últimos anos graças a dois casos de remissão em homens que são descritos por médicos especializados em HIV como “funcionalmente curados”. Eles foram tratados com transplantes de medula altamente arriscados e complexos.

Sobre o caso mais recente no Brasil, Sharon Lewin, uma especialista em HIV do Instituto Doherty da Austrália, disse que ele é “muito interessante”, mas que provocou muitas dúvidas.

“Como este homem fez parte de um teste clínico maior, será importante entender totalmente o que aconteceu com os outros participantes”, disse Lewin.

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