sexta-feira, julho 17, 2020

POLÍTICA

Em meio a crise entre militares e STF, Bolsonaro diz que Pazuello é 'predestinado'.


Segundo o presidente, ministro interino 'sempre está no lugar certo'; Gilmar Mendes disse que militares se associam a genocídio ao deixar general no comando da Saúde.

Em meio à polêmica envolvendo as declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em função de Eduardo Pazuello seguir como ministro interino da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro elogiou o general em uma rede social e minimizou a presença de militares na pasta.

“Quis o destino que o Gen. Pazuello assumisse a interinidade da Saúde em maio último. Com 5.500 servidores no Ministério o Gen. levou consigo apenas 15 militares para a pasta. Grupo esse que já o acompanhava desde antes das Olimpíadas do Rio”, disse Bolsonaro em sua conta no Facebook.

“Pazuello é um predestinado, nos momentos difíceis sempre está no lugar certo para melhor servir a sua pátria”, acrescentou o presidente.

No último fim de semana, em uma live, o ministro Gilmar Mendes disse que o Exército está se associando a um genocídio com o comando interino do Ministério da Saúde.

“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa com o Ministério da Saúde... não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde”, disse o ministro do STF. ”É preciso fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável.”

Pazuello assumiu interinamente o ministério após a saída de Nelson Teich, que por sua vez havia substituído Luiz Henrique Mandetta. Todas essas trocas foram feitas em meio ao crescimento do número de casos e mortes por covid-19 no país. Hoje já são quase 2 milhões de infectados e mais de 74 mil óbitos.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e os comandantes militares reagiram com indignação às declarações de Mendes. Na terça-feira, a Defesa entrou com uma representação contra o ministro do STF na Procuradoria-Geral da República.

No último fim de semana, em uma live, o ministro Gilmar Mendes disse que o Exército está se associando a um genocídio com o comando interino do Ministério da Saúde.

“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa com o Ministério da Saúde... não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde”, disse o ministro do STF. ”É preciso fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável.”

Pazuello assumiu interinamente o ministério após a saída de Nelson Teich, que por sua vez havia substituído Luiz Henrique Mandetta. Todas essas trocas foram feitas em meio ao crescimento do número de casos e mortes por covid-19 no país. Hoje já são quase 2 milhões de infectados e mais de 74 mil óbitos.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e os comandantes militares reagiram com indignação às declarações de Mendes. Na terça-feira, a Defesa entrou com uma representação contra o ministro do STF na Procuradoria-Geral da República.

Facebook derrubou contas e perfis por "comportamento inautêntico coordenado”.


Na semana passada, rede social derrubou 35 contas e 14 perfis que disseminavam fake news e eram associados ao bolsonarismo.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes atendeu um pedido feito pela Polícia Federal e liberou o acesso dos policiais à investigação feita pelo Facebook que levou à derrubada de contas e perfis falsos ligados a assessores do presidente Jair Bolsonaro, de seus filhos e de parlamentares bolsonaristas do PSL.

O pedido foi feito dentro do inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos, aberto a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), para investigar a participação de empresários, parlamentares e blogueiros na organização das manifestações que pedem o fechamento do Congresso e do próprio STF.

Na semana passada, o Facebook revelou a derrubada de 35 contas e 14 perfis no Facebook, além 38 contas no Instagram pelo que classificou de “comportamento inautêntico coordenado” ― ou seja, a utilização das páginas de forma coordenada para distribuir mensagens de desinformação.

A investigação revelou que pelo menos 5 pessoas ligadas ao bolsonarismo coordenavam a rede suspensa para atacar adversários do presidente e disseminar informações deturpadas.

Entre eles, um assessor especial da Presidência, muito próximo a Carlos Bolsonaro, e dois assessores parlamentares do deputado Eduardo Bolsonaro.

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