segunda-feira, agosto 17, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Paquistão comemora a 2ª Parada do Orgulho Trans.


Parada do Orgulho Trans no Paquistão

No Paquistão, a 2º Parada do Orgulho Trans acontecerá neste fim de semana, e promete agitar a vida dos telespectadores que em sua grande parte, estão confinados em suas casas, por conta do coronavírus.

De acordo com o Põe na Roda, a organização responsável pelo evento, foi a Track T, uma das principais fundadoras da festa no ano passado.

“Reivindicamos espaços seguros, inclusivos e facilitadores para nossas comunidades transgênero marginalizadas no Paquistão. Também tentamos acabar com o estigma e a discriminação associados a todos os gêneros e sexualidades na sociedade”, diz um trecho do aviso sobre o evento.

Vale lembrar que o país é um dos que mais protegem os direitos das pessoas transexuais, e mesmo ainda distante do ideal, aceita a mudança de gênero legal, há mais de 10 anos.

Ativistas LGBTs lutam para recuperar centros destruídos em Beirute.



Após a explosão catastrófica que atingiu a região portuária de Beirute, vários centros de acolhimento à comunidade LGBT foram destruídos. Nesse sentido, ativistas se reuniram para tentar reverter a situação.

“Todos esses espaços se foram”, disse Daniel Nasr, libanês expatriado na Grã-Bretanha que organizou a campanha de arrecadação de fundos Rebuilding Beirut with Pride para ajudar LGBT + vítimas da explosão. ”(Os) espaços seguros que a comunidade passou tantos anos criando fisicamente transformados em escombros”, disse Nasr.

Assim, suscitou-se uma campanha para ajudar a comunidade trans, campanha esta que arrecadou mais de 60.000 euros (US $ 70.600). Além do mais, OutRight Action International, que é um grupo LGBT, está aglutinando fundos necessários para ajudar a ONG Helem, cujo intento é abrigar minorias, sobretudo agora neste período de crise.

“A comunidade foi atingida de forma particularmente dura pelo desastre. Muitas não podem voltar para suas famílias e enfrentam ser vitimadas nas ruas”, disse o diretor executivo da Helem, Tarek Zeidan.

“Haverá incidentes de violência doméstica para pessoas que foram forçadas a viver com a família ou em lugares onde não são seguras porque se identificam como LGBT”, disse ele à Thomson Reuters Foundation, conforme pontuou o Huffpost.

Delegacias da mulher no estado de SP passa a atender travestis e transexuais.


Delegacia de Defesa da Mulher de Tatuí, SP

Determinação da Polícia Civil define que sexo biológico não interferirá para que pessoas trans sejam atendidas por unidades especializadas em casos de violência doméstica.

As delegacias da mulher do estado de São Paulo passarão a atender travestis e transexuais a partir desta quinta-feira (13). Uma determinação da Polícia Civil define que sexo biológico não interferirá para que pessoas trans sejam atendidas por essas unidades especializadas em casos de violência doméstica, familiar ou crimes contra a dignidade sexual.

O atendimento será feito às vítimas levando em conta a identidade de gênero e não apenas o sexo biológico.

A determinação foi publicada no Diário Oficial do estado nesta quinta-feira (13). A publicação oficializa a reformulação de um decreto de 1989 que estabelece atribuições e competências dessas unidades especializadas.

A mudança, segundo a coordenadora das delegacias das mulheres em São Paulo, delegada Jamila Ferrari, não significa que “transexuais eram impedidas anteriormente de serem atendidas nessas unidades”, mas que, agora, “traz mais segurança e garantias a este público no momento de registrar o boletim de ocorrência nestas delegacias”.

“A intenção foi deixar claro que nós não atendemos essas vítimas conforme o sexo biológico, mas sim pela maneira como elas se enxergam”, disse a delegada.

As delegacias que investigam crimes contra as mulheres farão, agora, apenas apurações de “infrações penais relativas à violência doméstica ou familiar e infrações contra a dignidade sexual”.

Antes disto, casos como briga entre vizinhas eram levadas à delegacia por ter mulheres envolvidas, agora essas ocorrências passam a ser tratadas como desentendimento comum em qualquer delegacia.

Escola capixaba reage com outdoor transfóbico à Dia dos Pais com Thammy: “Não é natural colocar uma mulher”.



A polêmica em volta da campanha de Dia dos Pais da Natura ganhou mais um capítulo. Isso porque o colégio e igreja Pibara, em Aracruz, Espirito Santo, resolveu reagir à propaganda com o ator Thammy Miranda como protagonista em um outdoor transfóbico na porta da instituição.

“Não é natural colocar uma mulher como símbolo do Dia Dos Pais, quando a Bíblia afirma ser o homem, então… Homens, Feliz Dia Dos Pais”, diz o painel gigante.

Quem identificou a transfobia e repudiou o ato foi o Coletivo Lares: “A Igreja e o Colégio Pibara Aracruz colocaram um outdoor sobre o Dia dos Pais, desrespeitando a identidade de gênero de homens trans, como aconteceu com o Thammy nas redes sociais”, diz o comunicado da Roda de Acolhimento LGBTQ+ de Aracruz.

“É importante destacar que liberdade de expressão não autoriza preconceito! A liberdade de culto é garantida até onde NÃO haja perturbação da ordem pública. Nós do coletivo LARES Aracruz repudiamos o outdoor! Respeite os homens trans. Discurso religioso fundamentalista não passará. Pai é quem cuida”, complementa a organização.

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