quinta-feira, agosto 20, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Três mulheres trans são vítimas de ataque transfóbico por seis homens em Hollywood.


Todos os vídeos da agressão foram compilados em um destaque no perfil de uma das vítimas. 

As vítimas identificaram os agressores e descobriram que eles gravaram a violência e postaram os vídeos nas redes sociais.

Eden the Doll, Jaslene Whiterose e Joslyn Flawless foram vítimas de um ataque transfóbico em Los Angeles (EUA) na madrugada de segunda-feira (17).

Elas estavam esperando um Uber na avenida Hollywood Boulevard quando um grupo de pelo menos seis homens se aproximou para roubar o telefone de Eden. Elas tentaram recuperar o objeto, e foi então que eles começaram a persegui-las e agredi-las.

As vítimas identificaram os agressores e descobriram que eles gravaram a violência e postaram os vídeos nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver Joslyn sendo ameaçada com um pé-de-cabra enquanto pessoas incentivam o agressor.

“Ele disse que se eu fosse trans ele me mataria. Então ele me obrigou a segurar sua mão enquanto ele procurava minhas amigas para matá-las por serem trans. Enquanto isso, homens e mulheres gritavam que eu sou um homem e falavam para ele bater em mim”, escreveu Joslyn ao compartilhar o vídeo.

Todos os vídeos da agressão foram compilados em um destaque no perfil de Eden. Atenção: o conteúdo é explícito e pode ser considerado ofensivo e perturbador.

O departamento de polícia afirma que nenhum dos agressores foi preso, e que os suspeitos ainda estão sendo identificados.

Pai homofóbico chicoteia filho nu após descobrir que ele estava no Grindr.



Mais um caso de homofobia chocou o mundo nesta semana. De acordo com o jornal de Plymouth, cidade da Inglaterra, um pai de aproximadamente 40 anos chicoteou mais de 20 vezes com um cabo de sua TV, o próprio filho de 15 anos.

O advogado do homem no qual seu nome não foi divulgado, defendeu o cliente dizendo que a punição não foi por conta da sexualidade do jovem e sim por hostilidades familiares, entretanto, o juiz se mostrou indignado durante o julgamento.

“Você perguntou a ele sobre as fotos de muitos meninos no telefone e gritou ‘Você é gay?’, ‘você é uma mulher?’, “Você ainda gritou: ‘O que é isso entre as suas pernas?’, continuou. “Você bateu nele várias vezes, umas 20 vezes, com o cabo de televisão. Você causou a ele “muita dor”, argumentou o juiz afirmando que o filho terá sequelas para o resto de sua vida.

O ataque teria acontecido após o pai ver o aplicativo Grindr instalado no aparelho do jovem. “Enquanto ele batia no filho, o réu continuava a fazer perguntas. O filho só conseguiu escapar depois de pedir um copo d’água. Em vez disso, pegou seu uniforme escolar e fugiu do local, trocando de roupa antes da aula”, explicou uma das promotoras.

O pai da vítima acabou se declarando culpado pelos danos corporais sofridos pelo jovem de 15 anos. O promotor Pilgerstorfer QC alegou sobre o caso: “Com base nas fotos, é provável que ele fique com algumas cicatrizes e ainda, inevitavelmente, sofrerá consequências psicológicas”.

Jovem gay é espancado com golpes de vara: “bateram na minha cabeça”.


Milosz Miklaszewski 

Na Polônia, o jovem Miloz Miklaszeski foi completamente violentado por dois brotamentos alcoolizados durante o dia. Pelas redes sociais, o rapaz que foi vítima de homofobia fez um desabafo.

“Eu peguei minhas coisas e tentei escapar por que eu sempre evito situações como essa mas eu não consegui”, iniciou ele, que confessou que na hora do crime, tentou fugir para não ser espancado.

“Não sei se eles viram que eu tentei fugir, mas do nada já estavam do meu lado. Entrei em pânico e não sabia o que fazer. Senti a impotência me preenchendo. Um deles pegou uma vara de telescópio. Fui atacado com ela. Me bateram especialmente na minha cabeça e rosto“, disse o rapaz.

Por fim, ele deixou claro que além de ser gay, pode ter sofrido a violência, por ter os cabelos pintados. “Foi terrível. Nada parecido com isso aconteceu na minha vida”, concluiu o rapaz.

CLDF vai criar Frente LGBT após aumento de 54% em denúncias de LGBTfobia.


Protesto na CLDF contra derrubada de regulamentação da lei anti- LGBTfobia em junho de 2017

Nova frente parlamentar terá objetivo de promover a proteção e promoção da cidadania LGBTQIA+ no Distrito Federal.

O número de denúncias por parte da população LGBTQIA+ cresceu em 2020 na capital. Dados da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) mostram que ocorreram 11 denúncias de LGBTfobia em 2019. Entre janeiro e agosto deste ano, foram 17 queixas, um aumento de 54,5%.

Com o registro de aumento de denúncias, a CLDF protocolou, nesta quinta-feira (13/8), a criação da Frente Parlamentar para a Proteção e Promoção da Cidadania LGBTQIA+. “Ela é importante porque há uma tentativa de silenciar a diversidade dentro do poder Legislativo”, explicou o distrital Fábio Félix (PSOL).

De acordo com o parlamentar, que será o presidente da frente e é o primeiro parlamentar LGBT assumido na história da CLDF, a ideia é de que a frente seja um instrumento Legislativo para promover o debate sobre políticas públicas voltadas para as pessoas LGBTQIA+. Fábio destaca que ocorrerão reuniões mensais por meio de um fórum permanente e articulado para organizar as pautas e ser combativo no DF.


Fábio Felix no discurso de posse com a bandeira do arco-íris.

O requerimento precisa ser publicado no Diário da Câmara Legislativa. Após este passo, passa a funcionar oficialmente. De acordo com Felix, o grupo planeja criar um fórum permanente na Casa a fim de articular emendas e parcerias com o Governo do DF (GDF).

A proposta recebeu assinatura dos parlamentares Reginaldo Veras (PDT), Claudio Abrantes (PDT), Chico Vigilante (PT), Reginaldo Sardinha (Avante), Júlua Lucy (Novo), Leandro Grass (Rede) e Arlete Sampaio (PT).

Rádio gaúcha responde sugestão de pauta LGBTQ+ com homofobia explícita: “Enfia no rabo esse email seu bosta”.


O jornalista Otávio Furtado, da Câmara do Comércio e Turismo LGBT, denunciou um caso de homofobia sofrida no exercício da profissão.

Ao enviar uma sugestão de pauta para a rádio Sananduva FM, do Rio Grande de Sul, sobre as ações da organização, ele recebeu a seguinte resposta: “Enfia no rabo esse email seu bosta”.

“Repudiamos o fato de a resposta ter sido dada sobre uma sugestão de pauta que envolve a comunidade LGBTI+. O responsável pelo e-mail poderia apenas não publicar a pauta sugerida, se achasse que o assunto não é de interesse do seu público”, diz nota da Câmara LGBT.

Até o momento a rádio Sananduva FM ainda não se pronunciou sobre o caso de LGBTQfobia explícita vinda de um de seus colaboradores.

Nota de repúdio da Câmara LGBT na íntegra

“A Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, em primeiro lugar, repudia a resposta enviada à nossa Diretoria de Comunicação pelo e-mail sandrods97fm@hotmail.com, cadastrado na plataforma ‘Comunique-se 360‘ para recebimento de sugestões de pauta de Cultura em nome do veículo Rádio Sananduva 97.7 FM.

Em um material de divulgação do lançamento da 4ª edição da Conferência Internacional da Diversidade e do Turismo LGBT, enviado por nossa equipe de comunicação, constam as informações gerais sobre o evento de empresas, turismo e cultura LGBTI+. Como prática no jornalismo, o envio é feito para sugerir a pauta ao veículo, que decidirá se cabe em sua linha editorial e se há interesse na publicação sobre o assunto.

Em resposta endereçada ao e-mail do nosso Diretor de Comunicação (otavio@camaralgbt.com.br), o responsável pela conta do e-mail supracitado respondeu com “enfia no r**o esse email seu b**ta.”.

Além do desrespeito ao nosso colaborador, repudiamos o fato de a resposta ter sido dada sobre uma sugestão de pauta que envolve a comunidade LGBTI+. O responsável pelo e-mail poderia apenas não publicar a pauta sugerida, se achasse que o assunto não cabe em sua linha editorial, ou não é de interesse do seu público, mas jamais responder de forma desrespeitosa e inadequada a um jornalista profissional. Lembramos, contudo, que o assunto é tão pertinente ao veículo que o mesmo publicou a nossa sugestão em seu site na data de hoje”.

Shopping é condenado a indenizar homem trans impedido de entrar no cinema.


Shopping e cinema são condenados por impedir homem transexual de entrar na sessão. 

Um shopping no município de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi condenado a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais a um homem transexual impedido de entrar no cinema por portar uma identidade que indicava seu gênero como feminino.

A empresa responsável pelo cinema também terá que arcar com parte da indenização. A decisão ainda cabe recurso.

Conforme aponta o processo, a vítima de transfobia comprou dois ingressos de cinema, mas não pôde entrar na sala, porque apresentou um documento que o identificava como sendo do sexo feminino.

Ele explicou aos funcionários do cinema que fazia tratamento hormonal, mas mesmo assim não teve autorização para entrar na sessão e também não foi ressarcido do valor dos ingressos.

“Comprovado o preenchimento do requisito idade, não havia motivo para que a parte autora fosse barrada de ter acesso à sala de cinema, o que ocorreu por mero espírito emulativo dos prepostos da empresa, em evidente caso de discriminação sexual por gênero”

O juiz Antônio Roberto Andolfatto de Souza, da 3ª Vara Cível de São José do Rio Preto, na decisão.
Para o magistrado, “não resta dúvida de que a negativa de acesso ocorreu por divergência ou infundada suspeita de ser a parte autora ‘transexual’, tanto que os prepostos nem se deram conta de ouvir ou acolher as justificativas da parte autora no sentido de que passava por tratamento hormonal”.

Procurado, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo respondeu que “para proteger o nome da vítima não podemos informar o número do processo”. Os nomes do shopping e da rede de cinemas onde o caso aconteceu também não foram divulgados pelo tribunal.

Trans fica desfigurada em brutal ataque após encontro em Copacabana: “Pedi para que ele não me matasse”.




“Não tenho dinheiro para poder consertar meus dentes. Ele levou o único dinheiro que tinha, cerca de R$ 3.000 e pouco. Ele quebrou tudo. Não tenho dinheiro para nada mais”, revelou.

Ela diz, ainda, que foi ameaçada de sofrer um novo ataque. “Ele disse que não era para eu ficar no Rio. Que se me encontrasse ele ia me matar de verdade. Estou com medo de ficar aqui, mas eu vou para onde?”, questionou.

“Minha vida estava indo tão bem. Tava tudo direitinho. E olha como eu estou. Eu estou destruída”, contou. “Quem puder me ajudar de alguma forma eu agradeço muito. Eu não merecia estar passando por isso”, finalizou.

Até quando vamos ver ataques transfóbicos?! Até quando?!

Confira o desabafo de Alice Felis




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