sexta-feira, agosto 07, 2020

POLÍTICA

Em manifesto, senadores defendem Lava-Jato e criticam decisões de Aras.



Senadores do 'Muda Senado' publicaram nesta quinta-feira (6/8), manifesto para reiterar apoio à Operação Lava-Jato. No documento, divulgado após reunião virtual do grupo, os parlamentares relatam preocupações com a escalada de ações e manifestações de autoridades dos três Poderes, "com intenção de destruir a credibilidade das operações de combate à corrupção". Além disso, criticam decisões do Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

Na nota, os 17 senadores signatários afirmam que a atuação da força-tarefa em Curitiba impulsionou outras operações, o que gerou expectativa de ter "justiça" contra "criminosos, independente de sua influência política".

"Porém, aqueles acostumados aos privilégios e à impunidade não desistiram e hoje aproveitam a tragédia de uma pandemia que já matou cerca de 100 mil brasileiros para colocar seu plano nefasto em ação", afirma. "Perplexos, temos visto decisões inusitadas proferidas em regime de Plantão no Judiciário, críticas e ilações descabidas por parte do Procurador-Geral da República, somadas à fala oportunista de políticos investigados ou processados."

Segundo os parlamentares, não cabe a Aras "fiscalizar o trabalho dos procuradores, tendo acesso indiscriminado a todo o conteúdo de investigações em curso e violando a independência funcional desses servidores". Os senadores defendem que esse trabalho cabe à Corregedoria do Ministério Público Federal (MPF).

Nesta semana, senadores acionaram o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador-geral. De acordo com o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), um dos que acionou a corregedoria do órgão e também assina o manifesto, Aras ignora a garantia de independência dos procuradores e tenta atuar como um chefe autoritário e retrógrado.

Os senadores também reiteraram apoio ao procurador Deltan Dallagnol, com quem se reuniram recentemente. Segundo eles, Dallagnol vem sendo alvo de várias tentativas de lhe imputar "condutas inadequadas, até particular no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público, que infelizmente, ainda sofre forte influência política daqueles que desejam o fim da Lava-Jato."

Após polêmicas, Abraham Weintraub é eleito diretor-executivo do Banco Mundial.



Ex-ministro ocupará a partir da 1ª semana de agosto posto que estava vago no conselho; Mandato termina em 31 de outubro, quando posição será reaberta para eleição.

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi eleito diretor-executivo do Banco Mundial, de acordo com comunicado divulgado pela entidade, cujos funcionários levantaram questões em relação a comentários passados de Weintraub apontados como racistas.

Weintraub deve ocupar um posto que estava vago no conselho a partir da primeira semana de agosto e cumprirá o restante do mandato que termina no dia 31 de outubro, quando a posição será reaberta para eleição, disse o banco em comunicado divulgado em seu site.

A entidade disse que ele foi eleito pelo grupo que representa Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago, mas não deu detalhes sobre o placar da votação. O Brasil tem a maioria do poder de voto no grupo de nove países.

O diretor executivo que ocupava este posto anteriormente renunciou em dezembro. 

A associação que representa os funcionários do Banco Mundial pediu no mês passado que a indicação de Weintraub fosse revista por causa de comentários feitos por ele no Twitter nos quais o então ministro ironizou o sotaque chinês, culpou a China pela Covid-19 e acusou o país asiático de buscar dominar o mundo.

Weintraub pediu demissão do Ministério da Educação em junho e anunciou que assumiria um cargo no Banco Mundial. A demissão ocorreu após divulgação de uma reunião ministerial na qual ele chamou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos” e defendeu que fossem presos, o que fez com que o então ministro se tornasse alvo de um inquérito no Supremo.

Ele também é alvo de uma investigação no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre se usou de forma inapropriada um passaporte diplomático para viajar aos Estados Unidos, driblando regras de quarentena.

Em junho, a associação dos funcionários do Banco Mundial fez um apelo para que o comitê de ética da instituição suspendesse a indicação de Weintraub enquanto analisava se as declarações dele estão em linha com o código de conduta para os diretores do banco, que exige expressamente o respeito à diversidade.

Em resposta à carta dos funcionários, o presidente do conselho do comitê de ética do banco, Guenther Schoenleitner, disse que o Banco Mundial não tem influência sobre a indicação de diretores executivos, mas não toleraria declarações racistas de qualquer um que esteja servindo a instituição.

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