sexta-feira, setembro 11, 2020

MINHA VIDA GAY

Atleta olímpico se assume homem trans e poderá continuar jogando pela liga feminina.



Rebecca Quinn, atualmente Quenny, ficou conhecido por conquistar a medalha de bronze das olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, pela seleção feminina de futebol canadense. Há algum tempo, o atleta se assumiu homem trans, mas poderá continuar competindo na liga feminina.

De acordo com o regulamento da liga, o esportista só deve ser obrigado a deixar a seleção feminina, caso inicie um outro processo da transição, que é a hormonização. Em recente post em seu perfil no Instagram, Quenny falou sobre o seu futuro:

“Sair do armário é DIFÍCIL. Eu sei que para mim é algo que farei sempre pelo resto da minha vida. Como vivi como uma pessoa abertamente trans e atleta olímpico com as pessoas que mais amo por muitos anos, sempre me perguntei quando me revelaria publicamente.

O Instagram é um espaço estranho. Eu queria resumir os sentimentos que tive em relação à minha identidade trans em uma postagem, mas não é exatamente por isso que alguém está aqui, inclusive eu.

Então, em vez disso, quero estar visível para pessoas queer que não veem pessoas como elas em seus feeds. Eu sei que salvou minha vida anos atrás. Eu quero desafiar o pessoal cis (se você não sabe o que cis significa, provavelmente é você !!!) a serem melhores aliados.

É um processo e sei que não será perfeito, mas se posso encorajá-lo a começar, então é algo. 1) coloque seus pronomes em sua biografia 2) seguir / ouvir outras vozes trans / nb 3) praticar o uso de pronomes de gênero neutro com amigos / em um espelho 4) votar 5) comece a se pegar fazendo suposições sobre as pessoas em público / banheiros / qualquer espaço”, escreveu o atleta.

Ex-galã de ‘Carrossel’, Gustavo Wabner revela que teve medo de morrer por ser gay.



O ator Gustavo Wabner, conhecido por interpretar o par romântico da Professora Helena (Rosanne Mulholland) na versão brasileira da novela Carrossel (SBT), revelou, por meio de uma entrevista sincera, que teve medo de perder a vida em função de sua orientação sexual.

O ator destacou ainda que nunca escondeu ser gay, por isso estranha o fato de os noticiários apontarem que ele “saiu do armário em 2018”. “Nunca tive medo de perder trabalho, mas já tive medo de perder a vida. E olha que eu sou um ‘gay branco, padrão de classe média’. O preconceito existe, isso é evidente”, disse o ator, para o Gay Blog.

“Uma vez enviaram uma foto minha acompanhado em uma boate gay para o departamento de elenco da emissora em que eu trabalhava. Era algo do tipo ‘como ele vai interpretar o galã se é gay?’. Dei risada e segui tocando meu trabalho”, falou.

Sobre a mídia ressaltar a sua suposta saída do armário, Gustavo Wabner foi enfático: “Não dá pra sair de onde nunca se esteve (risos). Para mim, ser gay é tão natural. Não passei por aquele momento de “descobrir” que eu era gay. Desde muito pequeno, já tinha consciência disso e minha família é sensacional. Cresci em um ambiente com muita liberdade e carinho, de uma forma geral. Sempre me senti protegido e tenho muito orgulho de ser gay”, afirmou.


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