quinta-feira, setembro 17, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Escolas da Inglaterra terão aulas obrigatórias sobre diversidade sexual.



As primárias ensinarão sobre famílias LGBTs, enquanto escolas secundárias estimularão conversas para educar sobre sobre orientação sexual, identidade de gênero e relacionamentos.

As aulas de educação sexual sobre saúde, respeito e relacionamentos positivos entre pessoas LGBTQ+ serão obrigatórias para os alunos de ensino médio da Inglaterra a partir do próximo ano letivo, que começa no hemisfério norte já neste mês de setembro. A medida faz parte das novas orientações emitidas pelo Departamento de Educação do país. “Queremos apoiar todos os jovens a serem felizes, saudáveis e seguros”, disse uma porta-voz em comunicado enviado à NBC.

O objetivo do novo currículo é ensinar os jovens “a entenderem a sexualidade humana, se respeitarem e respeitarem outros” e “aprenderem a importância da igualdade” por meio de informações sobre diversidade de gênero e orientação sexual. Ao mesmo tempo, o guia alerta professores para abordarem os temas com cuidado já que alguns estudantes podem estar no processo de descobrirem suas identidades.

Além da educação sobre saúde sexual de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e pessoas queer no ensino médio, as diretrizes também estabelecem novas medidas para o ensino primário de crianças a partir dos seis anos. Nessa fase da educação, os estudantes passarão a aprender sobre ambientes familiares saudáveis e amizades (sem menção a relações sexuais) com exemplos de pessoas e famílias LGBTQ+.

As medidas foram comemoradas pelos ativistas do movimento LGBTQ+ na Inglaterra. “’Essa legislação tem a capacidade de mudar vidas e vai dar aos alunos LGBTs as ferramentas necessárias para que eles tomem decisões informadas sobre seus relacionamentos e futuros”, disse a Stonewall, uma das maiores ONGs da Europa, em comunicado oficial no ano passado, quando a medida foi anunciada.

Padre Juarez detona fala de Ana Paula Valadão: “Burra e preconceituosa”.



Religioso resolveu opinar sobre fala da pastora, que afirmou, durante pregação, que a AIDS é um castigo para homossexuais.

O padre Juarez está fazendo sucesso nas redes sociais após falar sobre preconceito no programa Bendita Hora, da Rede Vida, na última segunda-feira (14). Ao receber um questionamento de um telespectador gay sobre comunhão, ele decidiu dar sua opinião ao vivo sobre as polêmicas declarações da pastora Ana Paula Valadão, que afirmou que a AIDS é um castigo para os homossexuais.

“Uma pastora falou que a Aids que está relacionada ao fato de existirem homossexuais. Você acredita nisso? Que nós escutamos uma pessoa falar sobre isso, uma pessoa que se diz líder religiosa falar que a Aids é culpa dos homossexuais? Isso é burrice misturada com preconceito”, declarou o religioso.

Ele ainda justificou a colocação. “Burra, sim, porque basta ler qualquer pesquisa científica e vai ver que não existe nenhuma relação da homossexualidade com a AIDS. E preconceituosa, afastando as pessoas e levando a considerar o outro como se fosse doente ou pecador”, continuou o padre, indignado.

“Preconceito, talvez seja essa a doença que precisamos combater, porque o preconceito é uma doença mais feia, mais horrível do que a própria AIDS”, finalizou.

Gilberto Barros diz que agrediria casal gay se beijando e é denunciado ao Ministério Público.



O apresentador Gilberto Barros, de 61 anos, foi denunciado no Ministério Público do Estado de São Paulo por crime de homofobia depois de afirmar em entrevista à jornalista Sonia Abrão, em seu canal no YouTube, o TV Leão, que agrediria dois homens que se beijassem na sua frente.

Os dois conversavam sobre a TV nos anos 70 quando o assunto em questão veio à tona. “Eu tinha que acordar às 2h30, 2h, e ainda presenciar, onde eu guardava o carro na garagem, beijo de língua de dois ‘bigode’, porque tinha uma boate gay ali na frente. Não tenho nada contra, mas eu sou gente. Naquela época ainda, chegando do interior. Hoje em dia, se quiser fazer na minha frente, faz. Apanha os dois, mas faz”, afirmou Barros. No momento, Sonia Abrão ficou impressionada e disparou: “Meu Deus”.

Por conta da fala, o jornalista e pré-candidato a vereador em por São Paulo pelo PT, William de Lucca, afirmou nesta terça-feira (15/09) no Twitter que denunciou o apresentador ao MP (Ministério Público) por crime de homofobia. “Não é admissível que alguém, especialmente na imprensa, incentive a violência contra LGBT. Vai responder penal e administrativamente e vai aprender pela lei a respeitar nossa população”, disse.

Passageiro homofóbico é expulso de voo da Latam após xingar comissário de “viadinho”.



Na última segunda-feira (14), um passageiro que estava dentro de um avião da companharia aérea da Latam, foi expulso do voo após chamar o comissário de bordo de “viadinho.” O ocorrido viralizou na internet.

Após o anúncio de expulsão do homem preconceituoso, o avião precisou retornar a base da Polícia Federal, para ajudar na situação. O individuo com o nome não identificado ainda acordou irritado e chamou o comandante do voo de “viadinho de bosta.”

No final das contas, o causador do problema foi finalmente retirado do avião que estava em Guarulhos, rumo à Fortaleza.

Pelas redes sociais, a empresa aérea se pronunciou e deixou claro não suportar homofóbicos. “Esclarecemos que foi solicitado o apoio da Polícia Federal para realizar o desembarque de um passageiro do voo LA3333 (São Paulo/Guarulhos – Fortaleza) da manhã de hoje (14) em função de comportamento indisciplinado. Repudiamos veemente qualquer tipo de ofensa e qualquer opinião que contrarie o respeito não reflete os valores e os princípios da empresa”, iniciaram eles.

“Estamos à disposição. Reforçamos ainda que seguimos os mais elevados pradrões de segurança, atendendo rigorosamente aos regulamentos de autoridades nacionais e internacionais”, concluiram.

Mãe apela para que Justiça libere corpo de filho morto em caso de homofobia há 2 meses: “Queria pelo menos enterrar”.



Dois meses após o crime, A família do jovem Guilherme de Souza, de 21 anos, que morreu após ser agredido com pauladas e pedradas, além de ter o corpo queimado, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, em julho deste ano, agora luta para que o filho seja enterrado. Segundo o G1, a Justiça ainda não determinou a liberação do corpo.

O suspeito de cometer o crime é um adolescente que na época tinha 14 anos. Nesta terça-feira (15/09), ele segue apreendido em Salvador. De acordo com Franciane de Souza, mãe de Guilherme, o corpo segue no Instituto Médico Legal (IML). A família já pediu à Justiça a liberação para fazer o enterro, mas a juíza responsável pelo caso pediu vistas ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) que não tem prazo para responder.

“Perdi meu filho de uma forma trágica, cruel, e estou aqui sem resposta nenhuma. Não posso enterrar meu filho. Eu queria pelo menos enterrar meu filho, enterrar ele. Dar um enterro para ele, para ver se eu tenho um pouco… Ver se diminui um pouco da minha dor, sabe? Ter um pouco de paz”, lamentou Franciane ao G1. Advogada da família, Lorena Fagundes, diz que o enterro do corpo já poderia ter sido feito e que o IML disse que está preparado para fazer a liberação. Aguardamos uma Justiça que não seja tardia, porque esse crime já está causando muito sofrimento para a família”, disse ela.

A advogada disse ainda que, pelo tempo em que o processo está na Justiça, sem conclusão, há o risco de que ele não seja concluído a tempo e que o menor seja liberado. “Ele se encontra recolhido em Salvador. Está internado provisoriamente e pode ser colocado em liberdade a qualquer momento”, disse.

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