quinta-feira, setembro 24, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Caso seja eleito, Joe Biden promete revogar veto de Trump sobre militares trans.


Joe Biden, candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, comemorou o nono aniversário da revogação da política “Don’t Ask, Don’t Tell” do exército norte-americano, que no passado, proibia integrantes homossexuais de participarem das forças armadas do país.

Entretanto, militares trans estão proibidos de fazerem parte do exército desde 2018, por um decreto do presidente Donald Trump. Vale lembrar que ainda durante a era Obama, pessoas trans ainda podiam fazer parte do exército. A chamada “proibição militar trans de Trump” deixou especialistas pasmos e até mesmo os próprios líderes militares do governo.

“A proibição preconceituosa e nojenta do presidente a membros transgêneros do serviço militar é um ataque impressionante aos ideais mais fundamentais de nossa nação”, falou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi na época sobre o fato.

Agora, Joe Biden prometeu reverter a proibição de militares trans no exército do país, caso seja eleito. “Como presidente, vou instruir o Departamento de Defesa a permitir que os membros transgêneros do serviço militar sirvam abertamente, recebam o tratamento médico necessário e sejam livres de discriminação. Se eu tiver o privilégio de ser o próximo presidente, garantirei que nossos heróis americanos saibam que honrarei seu sacrifício sempre, não importa quem sejam ou quem amem”, escreveu Joe Biden em seu artigo para a Nation LGBTQ.

Deputado propõe lei da “Visibilidade Heterossexual” no RN e causa polêmica.


Albert Dickson (PROS) 

Albert Dickson (PROS), em resposta à proposta de Fátima Bezerra, que criou o Dia Estadual da Visibilidade Lésbica, que deve ser comemorado em 29 de agosto, trouxe à tona nesta quarta-feira, 23 de setembro, um projeto de lei cujo intento é implementar o Dia Estadual da Visibilidade Heterossexual no Rio Grande do Norte.

“Somente lembrando que a heterossexualidade tem origem na Bíblia Sagrada no livro do Gênesis. E a ciência tem sido clara de que a perpetuação da espécie humana só ocorre por essa opção predominante entre os sexos opostos. Ainda que pouco lembrada e a mais atacada quando se fala em transtornos familiares e violência doméstica. Valorizar o papel do homem e da mulher na família como perpetuadores da espécie humana é nosso objetivo com esse projeto”, diz o texto.

Para ser ainda mais “inovador”, o dia do heterossexual, segundo o autor da proposta, deve ser comemorado no dia 30 de agosto, isto é, um dia após a celebração da Visibilidade Lésbica.

O mês de agosto ficou conhecido como Mês da Visibilidade Lésbica devido a dois marcos para esse movimento de mulheres. Em 19 de agosto de 1983 aconteceu o Levante ao Ferro’s Bar, episódio conhecido como Stonewall Brasileiro, no qual militantes do GALF (Grupo Ação Lésbica Feminista) organizaram um protesto após serem expulsas do bar. Já em 29 de agosto de 1996 ocorreu o 1º SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas), que já conta com oito edições e hoje é o maior evento deliberativo de lésbicas e bissexuais do Brasil.

Delegada nega atendimento para mulheres trans não operadas e justifica: “Sexo 

feminino”.

A delegada Jozirlethe Criveletto foi alvo de uma denúncia no Ministério Público do Estado (MP-MT) por se negar a oferecer atendimento para mulheres trans que não passaram por cirurgia de redesignação sexual. A profissional atende na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.

Registrada pela ativista trans Daniella Veyga, a denúncia será analisada por três promotorias diferentes do MP. A delegada argumentou sua negativa e deu destaque para a lei que, segundo ela, refere-se especificamente ao sexo feminino.

“Portanto, quando consideramos gênero, assiste razão a denunciante em se acreditar que mulheres trans (identidade de gênero) poderiam ser atendidas na unidade. Entretanto, realmente não atendemos em cumprimento à Lei de criação da Especializada que bem define A NOSSA ATRIBUIÇÃO A PARTIR DO SEXO, e não da identidade de gênero. Assim é que atendemos todas as transexuais que efetivaram a mudança de sexo, bem como atendemos aos HOMENS TRANSEXUAIS, os quais mesmo não tendo a identidade de gênero como mulher, são do sexo FEMININO”, diz o trecho.

“É cediço que atualmente estamos em um prédio alugado, sem estacionamento com recepção única e diariamente temos que lidar com as situações de adaptação de local para a espera das vítimas. As salas de Pronto Atendimento não são suficientes e dependem sempre de divisão de um mesmo espaço pelos profissionais”, argumenta a profissional, ao enfatizar que, para atender a todos, deve buscar adequações no local de atendimento. As informações são do Jornal Estado Mato Grosso.

Espancado por 7 homens, irmão de repórter da Globo denuncia homofobia.


Irmão de repórter da Globo é agredido por 7 homens

Guilherme Azevedo, músico de 31 anos conhecido como Guiaz, e irmão do repórter André Azevedo, da Globo, por meio das mídias sociais, denunciou uma série de agressões que sofreu na última quinta-feira (17) em São Fidélis, no Norte Fluminense.

O rapaz destacou que era sempre perseguido por 7 homens, os responsáveis pela agressão. O crime consumou-se quando ele estava na beira de um rio próximo de casa, onde mora há um mês. Segundo Guilherme, o ataque homofóbico era recorrente.

“O que aconteceu foi a gota d’água. Desde que me mudei pra cá, há um mês, vou a um rio que tem aqui perto de casa, para fazer yoga, fumar um cigarro, e todo dia encontro com eles, que sempre ficam fazendo piadinhas, debochando. É um inferno!”.

“Tô fazendo esses stories para falar para vocês que homofobia é crime e não vai passar batido. Faço questão de exibir o estado que eu estou nesse momento, com dedo quebrado, todo machucado, cortado”, disse ele, que foi socorrido por uma amiga.

Homem é impedido de entrar em mercado por usar short curto.


Marcos Pascoal, estudante de psicologia, foi às mídias sociais relatar uma situação vexatória a que foi submetido no supermercado Walmart, na noite de sábado (19), no bairro de Itapuã, em Salvador.

“Eu estava entrando no supermercado com minha amiga, na porta tinha um funcionário com deficiência, que na hora que fui entrar, apontou para o meu short e fez sinal de negativo, de que eu não poderia entrar ali. Eu de primeira não entendi, achei que fosse uma brincadeira de tamanho absurdo, olhei para o lado e estava um segurança, que não me respondeu nada”, contou Marcos Pascoal.

“Eu questionei, ‘oxente’ o short? Eu questionei, mas como a pessoa não falava, ela só se comunicava através de gestos, mas gestos foram suficientes para poder não deixar eu passar. Eu coloquei mais um pé para tentar entrar e ele fez o sinal novamente”.

“As pessoas estavam passando no momento, tinham pessoas pagando no caixa, o caixa fica perto da porta, a gente estava sendo encarados, uma situação ruim. Eu abaixei o short de tanta vergonha e ainda assim não estava bom para a pessoa que estava na porta, que era esse funcionário. Ai ele fazia o sinal de negativo também”, contou.

“Eu abaixei ainda mais e ele fazia o sinal de negativo. Eu entrei mesmo assim, vi várias pessoas com o short curto lá dentro, mulheres inclusive, com o short mais curto que o meu e isso me deixou possesso, indignado, porque eu já fui outras vezes nesse mercado e vejo homens com short curto, mulheres e por que eles não são barrados? O que eu tenho diferente para ser barrado?”, questionou o rapaz, que destacou que foi apontado como mau exemplo para crianças que estavam no recinto.

Pronunciamento da empresa

O Grupo BIG, responsável pela administração do supermercado, informou, por meio de uma nota, que tomará as medidas viáveis para o caso, enfatizou também que repudia situações de preconceito e que estará à disposição para qualquer assistência necessária.

Grupo de LGBTs faz protesto na porta de igreja contra falas homofóbicas da família Valadão.


Um grupo de manifestantes LGBTQ+ realizou um protesto na manhã do último domingo (20/09) na porta da Igreja Batista da Lagoinha, localizada no bairro Concórdia, região Nordeste de Belo Horizonte. O motivo do ato era chamar a atenção para às recentes falas homofóbicas de André Valadão e Ana Paula Valadão, irmãos líderes da igreja.

“Nós achamos que a informação é algo importante. Também há gays e lésbicas dentro da igreja, e acreditamos que a fala dos líderes têm muito poder de influenciar nos fiéis“, disse Thiago Santos, um dos líderes da União da Juventude Socialista (UJS) e integrante de outros movimentos, ao jornal O Tempo. “O nosso principal objetivo era tocar em dois aspectos muito específicos: a Ana Paula, devido à questão do HIV como uma doença específica de homossexuais, algo que a própria OMS já contesta. E o Valadão, que fez uma fala homofóbica e inconstitucional, já que proibir qualquer pessoa de entrar em uma instituição religiosa por questão de identidade de gênero é ilegal“, explicou.

Segundo reportagem, durante o protesto, uma pastora identificada como Márcia chegou a conversar com os manifestantes que estavam na porta. Chorando, a mulher teria afirmado que os líderes da igreja amam todas as pessoas, e que as críticas estão afetando a família Valadão. No entanto, em nenhum momento a pastora admitiu as falas preconceituosas e criminosas dos irmãos Valadão.

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