terça-feira, setembro 01, 2020

SEXO

"VEM CÁ QUE TE MOSTRO COMO SE COME UM CÚ!" - A arte de comer um cù


Todo mundo conhece aquela estória do sabonete caindo no banheiro cheio de homens nus tomando banho – e a cena de quando o inocente bofinho se abaixa  para pegar seu rexona… bimba! o garanhão mais próximo enraba o descuidado banhista! 



Certamente deve ter muito menino e rapazinho que acredita na veracidade desta cena e na ameaça potencial  representada por uma ducha coletiva em vestiários  de piscina ou clubes esportivos. Com tantos anos de contacto com gays de todo tipo, nunca encontrei bicha alguma que tivesse começado sua vida homoerótica assim – embora várias tenham tentado aplicar o golpe do colgate-palmolive  para ver se rendia alguma novidade.



Há dois antropólogos estrangeiros – Peter Fry e Richard Parker, ambos praticantes do homoerotismo – que defendem a teoria que o brasileiro é por excelência um bissexual – que gosta mesmo de meter – seja na vagina ou no cu, não prestando muita atenção no sexo de seu objeto sexual. 



Num destes  chuveiros  coletivos, a bunda empinada do parceiro ao pegar o sabonete no chão seria uma atração irresistível ao brasileiro comilão.



Eu pessoalmente tenho minhas dúvidas quanto a esta suposta generalizada bissexualidade – ou melhor, esta preferência nacional pelo bumbum. Apesar de se dizer que “de graça, neguinho aceita até injeção na testa”, mesmo descontando o medo do sexo anal. Na minha opinião, nem todo macho brasileiro gosta  e sabe como  comer o rabo alheio.



Certa vez ouvi um jovem dizer para o outro: “quem come cú come merda!” – resumindo o nojo que muitos homens sentem pela cópula anal, imaginando que toda penetração pela traseira implica em sujar o pênis com excrementos. Ledo engano: homens e mulheres que costumam dar o rabo têm hábitos de higiene que garantem penetrações múltiplas sem qualquer cheiro ou marca fecal. 



Como me disse certa vez, um jovem e belo negro baiano, “lavo tão bem lavado meu cu, que fica alvinho, alvinho! ” E é verdade: há cus tão bem lavados que convidam ao chamado “beijo negro” (anilíngua) – outro preconceito racista! O mais gozado nesta estória de beijar o cu é que tem homem que jamais daria um beijo na boca de um gay, mas não resiste a tentação de chupar o cú da bicha. 



Encontrei um que disse-me que conseguia enfiar a língua toda no cu de seu parceiro: língua dura assim é raridade.




Nem todo homem sabe dos segredos do cú e fica imaginando que a cópula anal implica sempre em misturar sua genitália com as fezes do parceiro. Daí o medo de muitos de que se cumpra o ditado preconceituoso: quem come cú come merda. Na gíria popular gay, “passar cheque” é quando sucede alguns destes acidentes de percurso – ficando  o pênis sujo de fezes, reservando-se o termo “passar fax” quando foi a camisinha que ficou melada com esta desagradável matéria.



Não há gay que nunca em sua vida não tenha passado por uma dessas situações um tanto constrangedoras – ossos do ofício.



Embora a maioria dos mortais abomine esta nefanda mistura – do pênis e esperma com matéria fecal – como é do conhecimento público, há quem valorize tal experiência – rotulada pelos sexólogos de escatofilia – o gosto pela merda.



Há muitas profissionais do sexo, prostitutas e travestis, que contam de clientes que eram aficionados a esta modalidade de prazer. Tem gosto para tudo neste mundão de meu Deus e desde que tais fantasias sejam realizadas com consentimento mútuo, quem não gosta não tem nada de pichar o gosto alheio. Como diz o ditado baiano: quem tem o seu, dá a quem quer!



Volto ao tema: na minha opinião e experiência, a maioria dos machos  tem medo e não sabe como comer um cú. O cú oferece  muito maior resistência  para ser penetrado. De uma parte pela musculatura natural do próprio ânus que tem forte capacidade de contração, fechando hermeticamente o fiofó. De outra parte por mecanismos psicológicos de rejeição da relação  anal, passado por milhares de gerações, que considerava  a cópula anal pecado, crime, abominação. A falta de experiência e ousadia do homem muitas vezes frustra a tentativa de quem quer dar seu cú pois o bofe fica tentando meter a seco, sem endireitar a pica com a mão, e o que acontece no final é o fiasco: o pau amolece e o tesão vai para o brejo. 


Este seria um dos fatores que inibiria certos homens em penetrar por via anal, inibição que pode chegar a afetar o próprio tesão do candidato, que na hora de mostrar seu vigor, simplesmente não tem força suficiente para vencer o esfíncter retal –  é um músculo tão forte e resistente, que dificilmente se deixaria penetrar por membros indesejados.





Regras elementares  para quem quer comer um cú é primeiro  futucar o dito cujo: futucar é mais sutil do que cutucar – é bulir devagarinho, ir apertando as bordas do lado, pressionar levemente o centro até sentir que o cú deu aquela fisgada como se estivesse dizendo que está afim de algo mais consistente – o caralho.





Nestes prelúdios duas regras são fundamentais: unha curta e lubrificante. Não há cú que aguente o indivíduo metendo o dedo com a unha grande – além de dolorido, pode ferir a mucosa anal. Portanto, unha de gavião não tem vez na arte da futucação. Segundo: mesmo só  para bolinar, sempre se deve o cú lubrificar. Seja com saliva, óleo, lubrificante a base de água (o único apropriado  para camisinha), o  certo é que um liquidozinho sempre facilita a penetração. No Brasil só existe o K-Y, lubrificante à base de água, ótimo para todo tipo de jogos eróticos.



Outra regra para bem comer um  furico é meter de acordo com o gosto do doador: e minha experiência comprova que em matéria de analidade, os gostos são variadíssimos e gosto não se discute. 



Tem bicha que só se satisfaz com pica gigantesca, tamanho jumento, e chegam algumas a reclamar dizendo que pica fina fere o reto. Outras valorizam mais a grossura, pois gostam de sentir a manjuba bem arrochada no canal.





A maioria dos “engole ganso” preferem delicadeza ao menos no início da transa: ir metendo devagar, com bastante lubrificante, até que os músculos se relaxaram e acostumaram com a invasão daquele picolé de carne. Só então, depois de algum tempinho, é que o caralho deve começar a “madeirar” – entrando e saindo, dando empurrões bem lá no fundo, pondo e tirando, metendo de vez, metendo prá foder.



Querer meter de vez logo no primeiro minuto pode ferir, doer, e o passivo ficar pouco relaxado para receber a estrovenga inteira.  Aí a relação anal pode se tornar impossível, pois um pouquinho de dor até dá prá erotizar, mas dor muito forte, afasta o tesão. 




É  nestes casos que se aplica o ditado popular: “quem tem cu, teme”.



Um comentário:

  1. No Brasil existem sim vários lubrificantes e não apenas K-Y, como dito no texto, nas farmácias mesmo vendem vários diferentes e nas sex shops também. Tem em Óleo, gel, com anestésico e sem anestésico e etc.
    No mais, é o melhor texto sobre sexo anal que já li.

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