quinta-feira, outubro 08, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Premiê húngaro diz à comunidade LGBT: 'Deixem nossos filhos em paz'.


A fala do ministro refere-se a uma releitura feita dos contos infantis. Cinderela, por exemplo, terminaria a história com outra mulher.

Budapeste, 5 Out 2020 (AFP) - A comunidade gay da Hungria lamentou, nesta segunda-feira (5), ter sido o "bode expiatório" do primeiro-ministro Viktor Orban, por ocasião do lançamento de um livro infantil que valoriza a homossexualidade. "A Hungria tem leis sobre a homossexualidade que são baseadas em uma perspectiva excepcionalmente tolerante e paciente", declarou Orban, em entrevista a uma rádio pública no domingo (4).

"Mas há uma linha vermelha que não deve ser cruzada", continuou Orban, falando de um "ato de provocação". "Para resumir minha opinião: deixem nossos filhos em paz", completou.

O líder foi questionado sobre um livro de contos e lendas publicado recentemente por uma associação da comunidade LGTBQI. Nele, algumas histórias foram transformadas, como a da Cinderela que vira uma garota lésbica, ou a de uma matadora de dragões transgênero. "Agora que o medo dos migrantes, ou da pandemia, não é suficiente para mobilizar os eleitores, é a comunidade LGTBQI que o poder designa como bode expiatório", lamentou Tamas Dombos, membro do conselho de diretores da Hatter Society, principal associação gay na Hungria. "A mídia pública costuma se referir à homossexualidade como uma doença. Os funcionários do governo nunca condenaram os ataques contra LGTBQI, e a polícia não propõe proteção adequada", denunciou Dombos à AFP.

De volta ao poder em 2010, o primeiro-ministro húngaro estabeleceu uma era conservadora no país, que até então seguia uma tendência bastante progressista: a homossexualidade foi descriminalizada no início dos anos 1960, e a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida em 1996. Em 2018, Orban prometeu dar início a uma "nova era" cultural para defender os valores cristãos e tradicionais.

Nova Zelândia e Canadá querem se juntar a países que proíbem a cura gay.


As bandeiras do orgulho transgênero (à esq), orgulho LGBT e do orgulho do Canadá são expostas em Ottawa, Ontário, no Canadá, 14 de junho de 2017.

O governo de centro-esquerda da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, prometeu nesta segunda-feira (5) proibir a terapia de conversão sexual no país, conhecida como “cura gay”.

Este tipo de terapia consiste em realizar qualquer prática profissional que tenha como objetivo mudar a orientação sexual de uma pessoa. O “tratamento” é considerado prejudicial e gerador de estigmas às pessoas LGBTs.

Mesmo com a resolução da OMS (Organização Mundial da Saúde), que retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais há 30 anos, essas terapias são utilizadas mundo afora e se baseiam na teoria de que ser LGBT seria uma “doença” e que seria possível alterar a orientação sexual de uma pessoa.

O tratamento, globalmente desacreditado, tem adeptos na Nova Zelândia.

Uma pesquisa recente mostrou que 1 em cada 6 entrevistados relatou ter sido submetido aos esforços de psiquiatras, psicólogos ou conselheiros para impedir que se identificassem como trans ou não-binários, disse o líder do Partido Trabalhista do país europeu, Tamati Coffey.

“A terapia de conversão foi associada a graves problemas de saúde mental adversos, incluindo depressão, ansiedade e ideação suicida - é por isso que será proibida por um governo trabalhista reeleito”, disse Coffey em um comunicado. “É uma prática prejudicial e deslocada no país gentil, inclusivo e moderno que somos”.

O governo de Ardern, que está em uma coalizão com o Partido Verde e o primeiro partido nacionalista da Nova Zelândia, é amplamente visto como vencedor nas eleições deste ano.


Jacinda Ardern, a primeira-ministra da Nova Zelândia.

No passado, a primeira-ministra já havia defendido a proibição. Embora tenha sido criada na igreja mórmon, ela deixou a congregação por causa de sua visão conservadora sobre a comunidade LGBT e em solidariedade a amigos gays.

Assim como a Nova Zelândia, o Canadá reintroduziu um projeto de lei na semana passada para criminalizar o oferecimento deste tipo de tratamento.

O ministro federal da Justiça, David Lametti, disse que o novo projeto de lei incluirá cinco emendas ao Código Penal para incluir crimes como fazer com que um menor se submeta à terapias de conversão, fazer com que qualquer pessoa se submeta ao tratamento contra sua vontade e lucrar com a prática.

Candidato à Prefeitura, Pastor Isidório diz: “Quer ser gay, seja. Só quero respeito”.


Pastor Sargento Isidório (Avante-BA)

Pastor Sargento Isidório (Avante), candidato à Prefeitura de Salvador, disse, em entrevista ao UOL, que deseja implementar mudanças significativas na cidade. Além do mais, destacou que o fato de ele ser um líder religioso não é um empecilho para nada, visto que ocupará outra função na política.

Sobre a diversidade, Isidório ressaltou que o respeito deve prevalecer. “Se porventura eu for prefeito, vou encontrar na Prefeitura muita gente intelectual trabalhando, gays, lésbicas, e qual o problema? Não vou misturar as coisas”, disse.

“O que eu não quero é defender que todo mundo seja gay ou lésbica. Cada qual que seja. Quer ser gay, seja; quer ser hétero, seja. Eu só quero que um respeite o outro e que não estimule violência”, conclui.

Ano passado, a cantora Daniela Mercury venceu a briga judicial com o Pastor e parlamentar Isidório e saiu exitosa do Fórum Criminal de Salvador. Em relação ao caso, em 2018, o Pastor gravou um vídeo no qual proferia palavras ofensivas direcionadas à comunidade LGBT+. 

Em SP, LGBT negro é agredido por três homens.



Robson Vieira, de 33 anos, foi vítima de uma agressão no último domingo (3). Segundo ele, caminhava com seu cachorro no centro de São Paulo quando foi abordado por três homens que começaram com as provocações e agressões verbais.

“Preto safado. Tem que apanhar e morrer. Viado”, reproduz Robson a CartaCapital. “Eu peguei a guia do cachorro e tentei me defender. Se você olhar o vídeo tem dois me cercando e o terceiro me acerta. Depois, ele pega a guia do meu cachorro e joga no telhado”, diz ele, que foi agredido, também, fisicamente.

“Fui para o IML [Instituto Médico Legal], fiz corpo delito e agora estou com dois advogados que são especialistas e vão entrar na esfera criminal. Eu quero justiça”, afirma Robson.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo emitiu uma nota a respeito do caso. “No entanto, a Polícia Civil reitera que está à disposição para apurar denúncias de outras naturezas, tão logo elas sejam registradas”, diz.

Professor é vítima de homofobia ao defender funcionária de lanchonete de racismo.



Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o professor de dança Jayme Marques, de 31 anos, é vítima de insultos homofóbicos, proferidos por outro cliente, em uma lanchonete da Subway, situada em Goiânia. Segundo o responsável pela gravação, a discussão começou após o professor sair em defesa de uma atendente da lanchonete que, segundo ele, era vítima de ofensas racistas.

Ao G1, Jayme afirmou que lanchava no local e que, quando o outro cliente chegou, começou a conversar de forma “ríspida” com a atendente, que é preta. “Ele falou alguma coisa assim: ‘Você precisa de fazer seu serviço direito, talvez nascendo de novo, mais parecida com um meio-fio [geralmente é pintado de branco] você consiga“, afirmou. Inconformado com o ato racista, o professor então  disse ao homem que ele não precisava ofender a funcionária e que se não quisesse comer bastava ir embora. Foi quando a discussão começou.

“Começou com ela, por ser uma mulher negra. Depois, se tornou um problema por eu ser gay. Ele queria descontar a raiva em alguém. A primeira pessoa foi a funcionária e depois foi a gente, que estava lá no espaço“, pontua. Em dado momento do vídeo, ele diz ao professor: “Viado, gay, homossexual, viado, bicha“. Tanto o professor quanto a atendente pretendem fazer um registro de ocorrência sobre o caso na polícia. 

Em nota, a assessoria de imprensa do Subway informou que “é contra qualquer tipo de discriminação, abertamente em defesa dos direitos humanos e da diversidade, e repudia qualquer ato contrário a esses valores“. Alegou ainda que o respeito às minorias está “entre suas principais políticas“.

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