sexta-feira, novembro 06, 2020

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Ex-assessora de Flávio Bolsonaro diz que foi chamada para reunião com Wassef.



Luiza Sousa Paes, ex-assessora do antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), disse que se encontrou com o advogado Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, em 1 hotel na Barra da Tijuca, em dezembro de 2018. Luiza foi empregada no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
A declaração da ex-assessora foi feita em depoimento ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). De acordo com ela, a reunião com Wassef ocorreu no mesmo dia em que ela foi chamada para prestar esclarecimentos na investigação. Luiza Sousa Paes afirmou que foi orientada a não atender a convocação dos promotores. A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta 5ª feira (5.nov.2020).

Ela foi procurada pelo MP-RJ para esclarecer indícios de que Flávio Bolsonaro praticava a chamada “rachadinha” no gabinete da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Os promotores afirmam que o senador obrigava os funcionários comissionados a repassar a ele parte dos salários que recebiam. Os supostos crimes teriam acontecido de 2007 a 2018.

Conforme informações publicadas na 4ª feira (5.nov.2020) no jornal O Globo, Luiza afirmou ao MP-RJ que nunca atuou como funcionária do filho do presidente Jair Bolsonaro e que era obrigada a devolver 90% do salário.

Sobre a reunião com Wassef, ela disse ter acontecido em 20 de dezembro de 2018. De acordo com a ex-assessora, ela foi levada ao encontro levada por outro advogado, Luiz Gustavo Botto Maia -ele também já atuou para Flávio Bolsonaro.

Na conversa com Wassef, ela afirmou ter ouvido do advogado que ele era “poderoso“, que cobrava milhões nas causas em que atuava, mas que estava fazendo a defesa de graça, pois considerava o processo “uma covardia“. Segundo a ex-assessora, o advogado orientou ela a não prestar depoimento ao MP-RJ.

Em nota divulgada no final da tarde desta 4ª feira (04.nov.2020), a defesa do senador afirma que há garantia de que “todas as contratações feitas pela Alerj, até onde o parlamentar tem conhecimento, seguiam as regras da assembleia legislativa”.

“A defesa do senador Flávio Bolsonaro está impedida de comentar informações que estão em segredo de Justiça. No entanto, pode afirmar que o parlamentar não cometeu qualquer irregularidade e que ele desconhece supostas operações financeiras entre ex-servidores da Alerj. A defesa garante ainda que todas as contratações feitas pela Alerj, até onde o parlamentar tem conhecimento, seguiam as regras da assembleia legislativa. E que qualquer afirmação em contrário não passa de fantasia e ficção.”

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