sexta-feira, novembro 13, 2020

MINHA VIDA GAY

 Pedimos às pessoas que compartilhassem anonimamente algumas confissões sobre sexo. Aqui estão suas respostas mais honestas.



1. "Faz seis anos desde a última vez que transei. Eu moro com meus pais, estou tomando medicamentos fortes para transtorno bipolar e estou desempregado. As pessoas agem como se todo mundo que não consegue transar fosse um 'perdedor' ou um idiota, e não sei o que devo fazer. Eu posso passar meses sem ter um único match no Tinder e muito mais tempo sem uma resposta.
Faz tanto tempo que nem sei se consigo mais. Assim que eu conseguir algum dinheiro, vou contratar uma garota (ou garoto) de programa. Eu quero escapar dessa vergonha e estigma. Enquanto isso, tudo o que eu posso fazer é praticar a paciência e tentar ser gentil com as pessoas." — 35/Homem/Bissexual

2. "Para melhor entendimento, vou dizer que eu me identifico como 'passivo-versátil', o que significa que prefiro ser passivo do que ativo, mas sou aberto a ser ativo. Acontece que sou bem novato em termos de atividade sexual e só recebi sexo anal. A ansiedade entra em cena quando se trata de ser ativo: nunca fiz isso antes e me assusta experimentar. E se eu machucá-lo? Será prazeroso para ele? Será prazeroso para mim? Isso é uma daquelas coisas que você simplesmente tem que correr o risco, mas não é fácil. Falando em ser passivo, é normal sentir como se você precisasse cagar toda vez? Eu definitivamente sinto prazer, mas toda vez que o pau dele entra, fico com medo de que algo possa 'escapulir'! Não importa se eu tenha feito a chuca, se estou tomando suplementos de fibra, ou ambos, esse medo me impede de me divertir de verdade e me deixa ansioso o tempo todo." — 23/Homem/Gay

3. "Eu me identifico como assexual porque não quero outra pessoa tocando meus genitais com qualquer outra parte do corpo, ou por qualquer razão (e eu também não fico entusiasmada com a ideia de tocar os genitais de outra pessoa). As pessoas geralmente assumem que isso é por causa de algum trauma que sofri, como ser molestada, abusada ou estuprada. Não! Eu nunca tive nenhuma experiência, mas sei que sexo é algo que eu consideraria profundamente perturbador e não curtiria. Ainda quero me apaixonar e experimentar a intimidade física com uma mulher. Eu estaria aberta a muitas coisas que as pessoas provavelmente classificariam como sexuais, mas tenho medo de que meus limites signifiquem nunca nem sequer ter essas coisas. Eu vejo muitas coisas do tipo: 'Se ela não faz sexo oral em você, ela não é uma lésbica DE VERDADE, ela é uma farsa.'

Eu não quero mentir ou enganar as pessoas, mas também tenho medo de que, se eu expor isso, as pessoas simplesmente me rejeitem sem nunca me conhecer." — 31/Mulher/Lésbica assexual

4. "Como stripper/garota de programa, descobri que manter a autonomia do meu trabalho é difícil em relacionamentos pessoais românticos e sexuais. Na maioria das vezes, sinto que meu parceiro está 'fetichizando' meu trabalho ou está descontente por me 'dividir' com os clientes. Isso definitivamente me afetou alguns dias quando estava pensando no meu namorado, se o que faço pode ser considerado traição." — 25/Mulher/Bissexual

5. "Aceitei a disfunção erétil e o baixo nível de testosterona aos 40 anos. Eu achava que isso era um problema pelo qual apenas homens mais velhos passavam. Então, há anos vinha ignorando o fato de que estava precisando de uma quantidade significativa de estímulo para conseguir uma ereção, levando meu marido a acreditar que eu não estava sexualmente interessado nele depois de 20 anos juntos.

Quando eu conseguia uma ereção, eu ficava tão ansioso em perdê-la que corria para atingir o orgasmo ou evitava a penetração porque temia que ficasse mole. Isso atrapalhou nosso relacionamento, causando várias brigas porque nenhum de nós estava satisfeito com nossa vida sexual. Eu cheguei até a questionar minha própria sexualidade, já que meu marido é 12 anos mais velho do que eu e não tinha problemas em conseguir uma ereção.

Eu finalmente me conformei e visitei um urologista compassivo e compreensivo que me disse que 5% dos homens têm disfunção erétil aos 40 anos de idade. Ele prescreveu medicamentos para disfunção erétil e isso tem sido transformador. Meu marido e eu costumávamos transar uma, talvez duas vezes por semana, e era muito tedioso e repetitivo. Agora, é quase todos os dias — ou várias vezes ao dia nos finais de semana —, e tem ficado muito mais depravado e gostoso. Eu não percebia como a disfunção erétil impactava profundamente a minha vida, e sinceramente gostaria de ter superado meu orgulho e machismo para falar sobre isso mais cedo com um médico." — 40/Homem/Gay

6. "Sou um homem gay grande, e muitas vezes sinto que fico realmente inseguro com o meu tamanho quando estou na intimidade com outros homens. Acho que a sociedade retrata os homens gays como se todos fossem lindos e musculosos, e esse não é o meu caso. Às vezes eu digo aos caras que quero esperar para transar, mesmo que isso não seja verdade, porque eu fico muito preocupado com eles me vendo sem roupa." — 22/Homem/Gay

2 comentários:

  1. tenho esquizofrenia e tomo remédios fortes para isso tbem, faz dez anos q não transo, sou aposentado devido a doença, mas nem por isso acabo não fazendo nada durante o dia, sou designer gráfico e de produto e já ganhei prêmios na minha profissão, faz dez anos q não transo e as vezes acabo vendo uma pornografia ou outra, mas hj me identifico muito com os assexuais, devido a doença vc acaba perdendo a libido ou ficando com ela baixa, não sinto mta falta de sexo, gostei bastante do primeiro depoimento, me identifiquei mto com a pessoa 35/homem/gay

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  2. sou a mesma pessoa do depoimento acima, só gostaria de complementar q a diminuição ou perda da libido vem com a depressão e esquizofrenia

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