terça-feira, novembro 17, 2020

MINHA VIDA GAY

 Freira vai a bar lésbico e fala sobre relação com irmão gay.



Quando pensamos em preceitos religiosos, logo surge em nossa mente um acoplado de frases como “Isso é pecado” ou “você vai para o inferno se continuar com essas práticas”. Há ainda algumas mais clássicas: “Deus ama o pecador e não pecado”. Seguindo uma direção oposta aos preceitos tradicionalistas, a freira Hérika Chaves tem 24 anos e falou ao UOL sobre seu irmão gay e descobertas.

“Fui transferida em 2017 e, na verdade, eu sempre soube que meu irmão era gay, mas comecei a perceber no Facebook comentários de meninos sobre como ele era bonito. Resolvi conversar com a minha mãe, com quem ele morava”, diz.

“Mãe, ele é gay e deve ter vergonha porque eu sou freira. Diga a ele que eu o amo acima de tudo, ele é meu irmão, e apoie ele”, indicou Hérika à mãe. Após muita conversa e acolhimento, o rapaz se assumiu.

Livre e muito aberta, a religiosa foi ao bar Boleia, ambiente voltado ao público lésbico. Segundo a moça, desde muito nova já convivia com a diversidade, o que possibilitou essa mente mais afável com realidades distintas da sua.

Rodrigo Sant’anna fala sobre descoberta da orientação sexual e incentiva liberdade.



O comediante Rodrigo Sant’Anna afirmou que por muito tempo foi difícil aceitar sua homossexualidade. Em um bate-papo com o podcast do ‘Simples Assim’, que vai ao ar neste sábado (14), o famoso discorreu a respeito disso dentre outras coisas.

“Eu já me senti diferente muitas vezes, então, tocar nesse lugar é sempre muito delicado e sutil. Na adolescência, comecei a sacar que eu era gay e que isso era uma coisa que eu não sabia bem como administrar, principalmente dentro de uma comunidade, que infelizmente ainda é um lugar onde as pessoas se mantêm dentro de um padrão. Dentro da comunidade eu era diferente de todos, e da comunidade para o mundo externo eu continuava sendo diferente. Somos indivíduos únicos, e isso é que é bacana”, reflete.

“Sempre é complexo esse primeiro momento em que você fala sobre orientação sexual. Nem sempre é fácil exteriorizar isso para uma galera, composta em sua maioria por héteros. Você tenta prever o que está passando na cabeça do outro porque você passa a se enxergar sempre a partir do preconceito do outro. A primeira referência dessa situação é a sua família. Não quero que ninguém se torne gay porque eu sou gay, quero que as pessoas tenham liberdade de ser o que elas quiserem.”

“Estar com a minha família me faz feliz. O fato de a minha mãe e minha madrinha terem entendido que ser gay estava tudo bem. Passar a pandemia com elas lá em casa, e com marido, como uma família, me faz muito feliz“, destacou.

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