segunda-feira, novembro 02, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Biden promete aprovar Lei de Igualdade LGBT, caso seja eleito.



Joe Biden, candidato à presidência dos Estados Unidos, prometeu aprovar a chamada ‘Lei da Igualdade’ durante seus primeiros 100 dias de presidência, caso conquiste a cadeira mais poderosa da casa branca na próxima terça-feira (3).

A Lei da Igualdade visa proibir a discriminação com base no sexo, identidade de gênero e orientação sexual em todo o país. O tema vem ganhando destaque no governo Trump de forma contrária: religiosos pedem direito de não contratarem pessoas LGBTs em suas empresas, com base em valores religiosos.

Segundo o Gay Times, Joe Biden sempre se mostrou favorável à comunidade LGBTQIA+ desde os tempos em que trabalhou como vice do presidente Obama. Ele foi um dos responsáveis por revogar a política “Don’t ask, don’t tell”, em que proibia militares LGBTs nas forças armadas do país. Biden também apoiou o casamento de pessoas do mesmo sexo em 2012, que acabou sendo aprovado pela Suprema Corte do país em 2015.

Em um dos seus comícios, Biden declarou que: “Ninguém deve ser demitido, ter uma casa negada ou acesso a serviços por ser quem é ou por quem ama”, em referência aos LGBTs.

O candidato também promete apoiar pessoas transgêneros e não binárias na força de trabalho para garantir o combate à discriminação. Biden também afirma que irá enfrentar a política vigente que permite abrigos financiados pelo governo federal recusarem pessoas trans em suas estadias.

Casais gays correm para oficializar uniões por medo de perderem direitos nos EUA



À medida que a Suprema Corte Americana se inclina ainda mais para a direita após a confirmação da juíza Amy Coney Barrett , alguns americanos LGBTQI+ estão preocupados com o futuro do casamento entre pessoas do mesmo sexo .

Vários casais estão resolvendo o assunto com as próprias mãos e correndo para oficializar as uniões, com medo de que esse direito recém-conquistado seja destruído ou mesmo retirado .

Durante sua audiência de estreia, Barrett indicou que, se houvesse uma contestação para Obergefell x Hodges, o caso de 2015 que trouxe o reconhecimento federal do casamento homoafetivo , é provável que os tribunais inferiores "encerrassem tal processo" antes que chegasse à Suprema Corte.

Mas ela já defendeu a dissidência do presidente do Supremo Tribunal, John Roberts em Obergefell, de que o casamento do mesmo sexo deveria ser decidido pelos estados .

"Aqueles que desejam o casamento do mesmo sexo, vocês têm todo o direito de fazer lobby nas legislaturas estaduais para que isso aconteça, mas a opinião da dissidência era que não cabia ao tribunal decidir", disse ela em uma palestra de 2016 na Universidade de Jacksonville. Um ano antes - e poucos meses após a decisão de Obergefell - Barrett assinou uma carta aberta aos bispos católicos definindo o casamento como o "compromisso indissolúvel de um homem e uma mulher".

Sua associação ao longo da vida com a comunidade insular cristã People of Praise também  serve de alerta . Em 2018, o líder do grupo, Craig Lent, disse ao South Bend Tribune que qualquer pessoa que admitisse a atividade homossexual teria sua associação encerrada. 

O outro lado 

O jovem ativista Jameson, que usa os pronomes ele/ela, afirma que tem tido conversas com "jovens queer membros da comunidade LGBTQI+" que estão "realmente com medo de ter que voltar para o armário ." "Se eles vêm [casar], vão garantir a proteção de seus empregos e da identidade de gênero."

Para ajudar a tornar "essas corridas" possíveis, Jameson e outros clérigos oficializaram a união de 14 casais entre 11 e 15 de outubro.

De acordo com uma pesquisa da semana passada do Public Religion Research Institute, 70% dos americanos apóiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a maior porcentagem já registrada por um estudo nacional. Apenas 28% dos entrevistados se opunham ao direito. Mas muitos relutam em considerar esse apoio garantido.

Bolsonaro faz piada homofóbica ao provar guaraná cor-de-rosa: “Virei boiola, igual maranhense”.



Nesta quinta-feira (29/10) em São Luís, durante sua primeira visita oficial ao Maranhão, Jair Bolsonaro (sem partido) faz uma “brincadeira” preconceituosa com Guaraná Jesus, refrigerante típico maranhense, que é cor-de-rosa.

“Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?”, disse Bolsonaro. “Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”, emendou ele, enquanto exibia a bebida. Minutos depois, o presidente insistiu na brincadeira. “Guaraná cor-de-rosa do Maranhão, f*eu, f*eu. É boiolagem, isso aqui.”

Em imagens que circulam pelas redes sociais é possível ver diversos apoiadores do presidente sem máscara. Em meio a gritos de “mito” o presidente chegou até mesmo pegar uma criança no colo. O menino não usava máscara, assim como Bolsonaro.

Trans impedida de usar banheiro feminino será indenizada R$ 12 mil.



Uma mulher transexual de Natal receberá indenização de R$ 12 mil por danos morais após ter sido impedida de utilizar o banheiro feminino em uma estação de trem da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Segundo informações do UOL, a defensora pública Federal Lorena Costa Dantas Melo, da DPU em Natal, narrou que a mulher foi abordada por vigilantes, que a impediram de usar o banheiro feminino e pediram para que ela se retirasse do local e utilizasse o banheiro masculino. A vítima chegou a mostrar o seu documento de identificação, comprovando o seu nome e sexo feminino. Mas continuou sendo impedida de usar o banheiro pelos seguranças.

“Nesse sentido, resta claro que ao tentar utilizar o banheiro feminino, a assistida estava em pleno gozo de seus direitos, agindo os vigilantes em desfavor da lei e cumprindo um papel arbitrário e discriminatório que não mais se coaduna com a realidade social e jurídica do país“, explicou a a defensora pública. “É um perfeito exemplo de violação à dignidade da pessoa humana. Ao ser impedida de utilizar o banheiro da companhia de trens, a assistida teve seu direito profundamente violado, o que não se admite no Estado democrático em que vivemos.”

Ainda segundo o UOL, o juiz Federal José Carlos Dantas Teixeira de Souza, da 3ª vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte, reconheceu o dano moral sofrido mulher. “Sendo a autora transgênero não poderia ser abordada para que se retirasse do banheiro feminino, tendo ocorrido uma abordagem indevida e discriminatória, uma vez que a autora possuía o direito de usar o banheiro feminino, pois além de ser transgênero a autora tinha a documentação“, afirmou.

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