segunda-feira, novembro 16, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Biden nomeia veterana transexual da Marinha para equipe de transição.


Shawn Skelly atuou na Marinha entre 1991 e 2008 e fará parte do grupo de transição que avaliará o Departamento de Defesa. 

Presidente eleito dos EUA se contrapõe ao de Donald Trump, que promoveu esforços para banir pessoas trans nas Forças Armadas.

O democrata Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos, nomeou a comandante transexual Shawn Skelly para participar de sua equipe de transição.

A comandante atuou na Marinha americana entre 1991 e 2008 e fará parte do grupo de transição que avaliará o Departamento de Defesa.

Skelly é vice-presidente da ONS (Out in National Security), entidade americana que defende o direito da população LGBTQIA+ nos órgãos de segurança nacional dos EUA.

Indicada por Barack Obama, Skelly também é comissária da Comissão Nacional de Serviço Militar, Nacional e Público, uma comissão consultiva que trabalha revisando o processo de recrutamento do serviço militar americano, desde 2017.

Entre 2013 e 2016, durante o segundo mandato de Obama, Skelly também ocupou cargos de secretária executiva e de assistente especial dentro do Departamento de Defesa.

A decisão de Biden se contrapõe ao atual presidente Donald Trump, que promoveu esforços para banir pessoas trans nas Forças Armadas. O democrata foi o primeiro presidente eleito da história dos Estados Unidos a agradecer a comunidade LGBTQIA+ no discurso de vitória.

Na última terça-feira, Biden disse que iniciaria a transição de poder mesmo com a recusa de Trump para colaborar. “Nada pode nos deter”, disse o democrata.

Governo da Hungria pretende vetar adoção por parte de casais LGBTQ+.



A mais recente emenda enviada ao parlamento húngaro pelo partido conservador Fidesz pretende alterar a Constituição e proibir a adoção a casais do mesmo sexo, segundo informou o site português Jornal de Notícias.

A medida propõe que apenas os casais do sexo oposto e casados possam adotar uma criança e, especificam ainda, que a “mãe é uma mulher e o pai um homem“. “O casamento é entre um homem e uma mulher, assim como a base da família e da sobrevivência nacional“, apresenta a proposta. Na Hungria, o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda é ilegal, mas a adoção era possível, desde que apenas um elemento do casal fizesse a candidatura. Esta alteração da legislação já foi condenada e rejeitada por grupos defensores dos direitos humanos.

De acordo com o joranl “Independent“, o grupo Hatter Society, que zela pelos direitos LGBTQ+, afirma que “o momento não é coincidência: as propostas que limitam os direitos legais e que vão contra os direitos humanos básicos internacionais e Europeus são submetidos quando os protestos não são permitidos” devido à covid-19. Apresentada ao parlamento na terça-feira (10/11), a proposta apela para que as crianças sejam educadas e criadas num ambiente cristão onde haja uma interpretação dos papéis de género, “garante-se que a educação seja de acordo com os valores constitucionais da Hungria e dos valores cristãos“, lê-se no documento.

O governo húngaro é liderado por Viktor Orban, primeiro-ministro que desde que assumiu o cargo em 2010 tem feito mudanças radicais na Constituição do país. Em maio, foram banidas as mudanças de sexo pelos cidadãos transexuais nos documentos pessoais, como passaportes, e questionados os livros infantis que abordam a diversidade de uma forma positiva.

'Sou obrigada por lei’, diz Damares ao comentar sobre projetos para travestis e transexuais.



Presidente Bolsonaro acrescentou que é pratica "do pessoal de esquerda" proteger LGBTs, em live que a ministra participou.

A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) afirmou na noite de hoje que o projeto de capacitação profissional para travestis e transexuais promovido por sua pasta, divulgado na semana passada, é fruto de uma “emenda parlamentar impositiva”. Embora tenha dito que é seu papel “proteger todos”, ela declarou que é obrigada por lei a realizar a ação voltada para pessoas trans.

“O parlamentar coloca [o projeto] e eu sou obrigada por lei. Se eu não cumprir, não executar a emenda parlamentar que é impositiva, eu respondo por crime de responsabilidade. Eu tenho que cumprir”, disse ela em participação na live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na última sexta-feira (6), o ministério chefiado por Damares lançou uma chamada pública para oferecer apoio a projetos de inclusão de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho formal. A ação levou o nome da ministra aos trending topics do Twitter, após duras críticas de apoiadores de Bolsonaro.

Foi o próprio presidente o responsável por introduzir o assunto na sua tradicional live de quinta-feira.

“Deixa eu falar um pouquinho. O pessoal fala: ‘ah, a Damares está com uma pauta diferente do presidente’. Para nós, todo mundo é ser humano. Ela recebe emendas impositivas de parlamentares”, disse ele.

Bolsonaro acrescentou que é prática “do pessoal de esquerda” apresentar emendas impositivas para que o MMFDH (Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos) tenha de cumprir uma agenda LGBTQIA+.

Os dois afirmaram que a opção de realizar um programa de profissionalização foi da própria ministra, que poderia escolher onde aplicar a agenda.

Damares já havia anunciado, em maio do ano passado, que pretendia promover um projeto voltado para as travestis e transexuais. Hoje, ela voltou a dizer que seu projeto é voltado para o público, que está na rua “se prostituindo e vítima de violência”.

“Não vamos fazer seminários, cartilhas. O que vamos fazer? Proteger esse público que agora, com Covid, está passando fome, está doente. A gente vai dar cursos para essa população, para que travestis possam se profissionalizar para ingressar no mercado de trabalho. O edital que está aberto, qualquer instituição pode se habilitar para dar os cursos”, declarou a ministra.

Durante a live os dois criticaram a adoção de neutralização de gênero em vocabulário por uma escola tradicional no Rio de Janeiro.

“Escola é lugar para se aprender física, química, matemática, português, etc… Não essas besteiras”, disse Bolsonaro.

Justiça Federal de Pernambuco proíbe advogado de fazer postagens homofóbicas em redes sociais.



A 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) emitiu, nesta quarta-feira (11/10), uma liminar que determina que o advogado Gustavo Cavalcante de Almeida Costa pare de fazer postagens de homofóbicas e discriminatórias em suas redes sociais. Assinada pela juíza federal Marina Cofferri, a decisão, que atende atende a uma Ação Civil Pública movida pela Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB-PE), estipula multa diária de R$ 1.000 em caso de descumprimento.

Em março, Gustavo realizou algumas publicações em seu Facebook, que acabaram chamando a atenção do Conselho de Ética da OAB-PE. “Pq tem viado que não gosta de Bolsonaro? Tu acha que teus pais queriam que você fosse gay, caso pudessem escolher? Seja feliz e não torça por bandidos, ou vai dizer que viadagem também desvia caráter?“, diz uma das publicações. Já em outro momento, o advogado disse que estava sendo atacado após a postagem. “Estou sendo severamente atacado por que falei que nenhum pai escolheria ter um filho gay, se pudesse. E verdade!!! Ninguém quer, mas isso não quer dizer que não se deve amar e respeitar“, escreveu.

“A comunidade Gay esta com raiva de mim, e do que eles xingam? DE VIADO!!!!! Como assim???? Piada pronta. E pra ficar pior e so o povinho de esquerda nojento. Querem impor uma ditadura gay“, continuou Gustavo.

Em sua decisão, a juíza argumentou que a conduta de Gustavo “vai na contramão da intransigente defesa pela Ordem dos Advogados do Brasil dos direitos de todo cidadão, inclusive das pessoas LGBTQ+“. Procurado pelo UOL, o advogado afirmou que não irá recorrer decisão. “A ação já perdeu o objeto pois desde aquela época não realizo mais postagens nesse sentido. A cultura do cancelamento é forte. O engraçado é que o xingamento que eu mais recebi foi de viado, gay, bicha enrustida“, disse.

Plano de saúde deve cobrir cirurgia de mudança de sexo para homem trans.



O plano negou a cobertura alegando que a cirurgia possui caráter estético.

Um homem transexual conseguiu na Justiça de São Paulo que o plano de saúde do qual é beneficiário custeie a cirurgia de neofaloplastia (mudança de sexo) com implante de prótese.

A 7ª câmara de Direito Privado do TJ/SP manteve na íntegra sentença do juízo de São Caetano do Sul, segundo informações do site Migalhas.

Ao negar a cobertura da cirurgia, o plano de saúde alegou que o procedimento “não está previsto no rol da ANS e possui caráter estético”; que “a única função da cirurgia é adequar a estética do paciente ao seu gênero”; que não são todos os procedimentos cirúrgicos transexualizadores que estão excluídos da cobertura; e ainda que o procedimento de neofaloplastia é indicado para os casos em que o indivíduo do sexo masculino sofre um trauma no pênis.

Na análise do caso, o desembargador Luis Mario Galbetti, relator, citou precedentes do Tribunal segundo os quais a ausência de previsão no rol da ANS não é suficiente para fundamentar a exclusão e sobre a necessidade de ser seguida a indicação médica para realização de tratamento.

A decisão do colegiado foi unânime. A advogada Amanda Cardoso Naddeo representou o autor.

Mulher trans é agredida com mordida e cano de metal durante campanha eleitoral em São Paulo.



Uma apoiadora e funcionária da campanha de Erika Hilton (PSOL), candidata à Câmara Municipal de São Paulo, foi agredida com mordidas e golpes de bastão de metal nesta terça-feira (10/11). Patricia Borges, de 30 anos, que é uma mulher transexual, estava panfletando em frente ao shopping Center 3 quando foi agredida.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a vítima contou que entregava os panfletos quando uma mulher reagiu agressivamente à sua abordagem. “A moça não quis pegar o panfleto e então eu reforcei: ‘olha, tem importância, é uma mulher trans, preta, travesti, vamos mudar a estrutura de poder’. Ela respondeu: ‘eu não, cambada de viado, tem tudo que morrer’. Ela se dirigiu dessa forma a mim e à Erika“, conta Patricia.

Logo em seguida, a mulher voltou acompanhada de dois homens e carregando um bastão de “pau de selfie”. Eles puxaram seu cabelo e a mulher bateu nela com a vara e a mordeu, detalha Patricia ao Folha. “E o namorado dela ainda ficou falando ‘Olha para você e olha para a minha namorada’. E ela falava ‘Sou gostosa, sou buc***’”, disse a vítima. “A Erika já tem sofrido ataques há muito tempo. Minha agressão foi uma das coisas pelas quais temos passado. Ataques nas redes também. As pessoas não querem que uma travesti chegue ao poder“.



Uma viatura da Polícia Militar próxima do local interviu, mas se recusou a prender a agressora em flagrante por crime de transfobia. Eles apenas pegaram os dados da agressora e informaram que ela será chamada a depor.

Um comentário:

  1. We will only truly one nation under GOD when we stop classifying people, NOT RACE NOT SEXUAL ORIENTATION just people����

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