sexta-feira, novembro 06, 2020

POLÍTICA

 Mourão defende política florestal, e diz que ela não mudará se Biden vencer nos EUA.



Biden, que tem o apoio de grupos ambientalistas, criticou o manejo do desmatamento na Amazônia pelo presidente Jair Bolsonaro.

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu que nada mudará se o democrata Joe Biden vencer as eleições presidenciais dos EUA, que tiveram início na noite da última terça-feira (3). Mourão também afirmou que as políticas ambientais do Brasil não serão alteradas, ao pontuar que o País está “trabalhando para proteger a floresta amazônica”.

Biden, que tem o apoio de grupos ambientalistas, criticou o manejo do desmatamento na Amazônia pelo presidente brasileiro Jair Bolsonaro recentemente. Espera-se que um governo Biden coloque o meio ambiente e os direitos humanos no topo da agenda bilateral, complicando as relações e prejudicando o comércio, disseram diplomatas e analistas à agência Reuters.
Bolsonaro já classificou como “desastrosa” e “gratuita” posicionamentos de Biden. Após primeiro debate entre os candidatos à presidência dos EUA, Bolsonaro disse que Biden, ao ameaçar o Brasil de sanções caso seja eleito, abre mão de “convivência cordial e profícua”.

Na ocasião, Biden propôs que países de todo o mundo se reúnam para fornecer US$ 20 bilhões para a preservação da Amazônia e disse que o Brasil enfrentará “consequências econômicas significativas” caso o País não pare a destruição da floresta.

Mourão disse que o Brasil está fazendo o possível para cuidar da floresta e continuará fazendo isso quem estiver na Casa Branca. “Apagamos mais de 7.500 incêndios florestais”, disse ele a repórteres. “Gostaria de mostrar melhores resultados, ainda não conseguimos, mas vamos persistir.”

Mourão reconheceu que haveria “algumas mudanças” na política dos EUA se Biden vencer, mas nenhuma mudança radical no lado brasileiro. Em tom de brincadeira, ele disse que não espera que “o 18º Corpo Aerotransportado do Exército dos EUA vá pousar na Amazônia e tudo vai mudar”.


Mourão reconheceu que haveria “algumas mudanças” na política dos EUA se Biden vencer, mas nenhuma mudança radical no lado brasileiro.

Mourão ainda afirmou que grande parte das críticas ao Brasil se deve à falta de conhecimento sobre a Amazônia. Ele disse que levará um grupo de diplomatas, principalmente europeus, para uma visita de três dias à Amazônia a partir de quarta-feira para mostrar a eles o que o Brasil está fazendo para preservar a floresta, na esperança de aumentar a reputação internacional do Brasil.

Os diplomatas vão sobrevoar a selva amazônica, visitar um zoológico do Exército, um laboratório policial de combate a crimes ambientais e o encontro das águas dos rios Amazonas e Rio Negro, principal atrativo turístico da região.

Ontem, Bolsonaro citou, sem evidências ou detalhes, suspeitas de “interferência internacional” nas eleições dos EUA e riscos ao Brasil. O presidente disse que é preciso saber por que a América do Sul “está caminhando para a esquerda” e citou disputa pela Amazônia.

A destruição da floresta tropical aumentou sob o comando de Bolsonaro, um aliado do presidente republicano dos EUA, Donald Trump, que planeja desenvolver a Amazônia dizendo que isso reduzirá a pobreza. Defensores do meio ambiente dizem que suas políticas exacerbam as mudanças climáticas e encorajam madeireiros, mineiros e fazendeiros ilegais.

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