terça-feira, dezembro 22, 2020

MINHA VIDA GAY

 

Surfista diz que abandonou o circuito por paranoia em ser gay.



O surfista australiano Matt Branson, famoso no fim dos anos de 1980 por ter entrado no circuito mundial e por ter um estilo profissional considerado “moderno” para a época, resolveu abandonar as competições em 1991. Agora, em entrevista ao O GLOBO, Branson diz que o fato dele ficar dentro do armário foi a principal razão, pois ele ficava muito paranoico por ser gay.

“Eu abandonei o circuito por total paranoia por ser gay. Simples e direto, foi isso.” – disse Branson – “Eu estava surtando. Eu tinha um parceiro naquela época, então larguei o circuito e fomos morar junto. E eu basicamente escondi isso do mundo naquela época. Eu também havia sido esfaqueado em Sydney (em uma confusão em uma boate) seis meses antes, então eu também estava lidando com aquilo.” Quando questionado sobre a mudança da sociedade em comparação há trinta anos atrás, Branson se demonstra bastante otimista.

“O mundo era um lugar totalmente diferente. Digo, quando eu viajava no circuito mundial, havia lugares em que você poderia ser morto se fosse gay. Ainda existem lugares assim. Felizmente isso está mudando. Penso que agora a maioria dos surfistas atuais não se importante com a sexualidade das pessoas. Com certeza mudou muito de quando eu era jovem. Tenho certeza que se as pessoas soubessem que eu era gay nos anos 80/90, eu provavelmente teria sofrido bastante enquanto surfava” – comenta Branson. 

O surfista expôs publicamente sua orientação sexual em 2016 durante uma entrevista a revista “Stab”. Até hoje, ele é o único homem do circuito profissional de surfe que “saiu do armário”, e ele diz também que as mulheres sempre foram mais abertas em relação a sexualidade. No entanto, ele comenta sobre possíveis pessoas que estejam pensando em expor publicamente a homossexualidade. 

“O que importa é sua família e os amigos que estão próximos, que o ajudam a passar pelas difíceis decisões da vida. Mas se importa, eu diria um grande, ‘fuck yeah’! Que é bom é ser você!” – diz.

Jornalista da TV Globo, Raquel Honorato sobre se assumir lésbica: “precisava me posicionar”.



Aos 33 anos, a jornalista e repórter da TV Globo, Raquel Honorato conversou com o Universa e comentou sobre a sua necessidade de se expressar como mulher lésbica. Segundo ela, o impulso surgiu logo após a manifestação polêmica do político Marcelo Crivella do Rio de Janeiro, onde ordenou que livros LGBTs fossem retirados de um evento literário.

O bate-papo teve início com a comunicadora afirmando que, recebeu diversas mensagens desnecessárias após revelar ser homossexual. “Caraca! Eu recebi tantas críticas, muitas mensagens horrorosas, homofóbicas mesmo, muito preconceito, inclusive inbox. Comentários machistas, como ‘que desperdício’, e muitas críticas religiosas. Naquele momento, eu entendi que não dava para ficar neutro em situações de injustiça”, disse ela.

Em seguida, Raquel confessou que, precisava se posicionar como uma mulher lésbica e de fala. “Eu tinha que fazer mais do que falar pela igualdade, eu precisava realmente me posicionar. Perdi seguidores, mas vários outros chegaram”, afirmou a famosa.

Atualmente, a beldade está namorando e, revelou ter conhecido a companheira no inicio da quarentena. “A história é muito doida: eu e minha namorada temos uma amiga em comum, só que minha namorada mora no Canadá e trabalha na Gucci em Nova York, como visual merchandising. Essa nossa amiga vivia me falando que queria nos apresentar e eu falava: ‘Imagina! Não namoro a distância nem Rio-Resende’ (interior do Rio, onde Raquel nasceu), imagina alguém no Canadá! Mas aí começamos a nos falar em março, bem no início da quarentena”, finalizou Raquel.

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