quinta-feira, dezembro 10, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Suprema Corte dos EUA rejeita pedido que pede limitação de trans a banheiros.



Petição que visava impedir o acesso de pessoas trans não será analisada por tribunal conservador. Nesta segunda-feira (7), a Suprema Corte decidiu que trans podem usar banheiros com o gênero com o qual se identificam, e estipulou, também, que tal medida não viola os direitos dos estudantes.

“A Suprema Corte reafirma que os jovens transgênero não são uma ameaça para os outros estudantes“, comentou o advogado Chase Strangio. O assunto logo tomou a imprensa local.

Intitulada ‘Guerra do Banheiro’ o tema já ganhou vários desdobramentos e dura desde 2016, quando o então presidente norte-americano, Barack Obama, proferiu uma decisão que intentava a inclusão de pessoas trans, inclusive em banheiros que correspondiam ao gênero de identificação.

Trump, no entanto, revogou a diretriz e deixou a decisão incumbida pelos tribunais locais. Tradicionalistas acreditam que o banheiro deve ser usado em consonância com o gênero de nascimento.

Convidados de orgia com político anti-LGBT confundiram policiais com gogo boys e tentaram abrir o zíper das fardas.



Mais um detalhe absurdo surgiu na história envolvendo aquele legislador anti-LGBTQ+ da Hungria que foi preso tentando escapar de uma orgia gay em Bruxelas, na Bélgica, no final de novembro. 

Segundo informações do site Queerty, quando a polícia chegou ao local da festinha após a denúncia de aglomeração, os convidados presumiram que os policiais eram, na verdade, gogo boys disfarçados. Ainda de acordo com a publicação, alguns dos convidados foram mais diretos e tentaram abrir o zíper das calças dos policiais. Tá passada?! David Manzheley foi a pessoa que organizou a orgia. Ao Daily Mail, ele disse que convidou apenas 10 caras para a festa e que todos fizeram um teste rápido de COVID-19. No entanto, ele não faz ideia de como a festa foi de 10 para 25 convidados.

József Szájer, de 59 anos, é um deputado super conservador do Parlamento Europeu. Ou melhor, ele era até o início desta semana, quando renunciou após ser pego, literalmente, com as calças abaixadas em uma sala cheia de homens nus. Em comunicado, Szajer pediu “desculpas à minha família, aos meus colegas e aos meus eleitores”.

Grupo invade TCC de estudante da UnB e exibe vídeos de ataques homofóbicos.


O campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB)

Imagens de pessoas sendo espancadas e de bandeiras LGBTQIA+ queimadas foram sobrepostas ao Trabalho de Conclusão de Curso. 'Disseram que não teria TCC de gay', contou aluno; universidade repudiou ato e disse que vai acionar Polícia Federal.

A apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de um aluno da Universidade de Brasília (UnB) virou alvo de ataques LGBTfobicos. O episódio aconteceu nesta segunda-feira (7), enquanto o estudante de jornalismo Allan Michael Montalvão, de 23 anos, mostrava à banca examinadora o resultado da sua pesquisa sobre gênero, sexualidade e mercado de trabalho.

Durante a apresentação, cerca de seis perfis invadiram a transmissão. “Eles compartilharam na tela vídeos de pessoas sendo espancadas e de bandeiras LGBTQIA+ sendo queimadas”, disse Allan. “Com cinco minutos de apresentação, sofri esse ataque. Na hora, não entendi, porque estava olhando meu slide, compartilhando a tela”.

“Do nada, começou uma voz alterada, meio robótica, falando que era para encerrar a chamada, que não teria TCC de gay.”

Em nota, a UnB repudiou os ataques de “homofobia e de transfobia”, disse considerar o caso “extremamente grave” e, por isso, vai acionar a Polícia Federal (veja mais abaixo), o que não havia ocorrido até a publicação desta reportagem.

Devido à pandemia do novo coronavírus, as aulas presenciais estão suspensas na universidade. Allan contou que usava uma plataforma online aberta para apresentar o trabalho, para que outros estudantes da instituição interessados no tema pudessem acompanhar.

O estudante acredita que o ataque foi direcionado ao tema do TCC, que trata sobre mercado de trabalho para pessoas LGBTQIA+.

“A gente recebe uma tabela com todos os links das apresentações. É comum que outros alunos interessados nos temas acompanhem. Todos conseguem ver meu nome e sobre o que é o trabalho”, explicou.

Denúncia

Em nota, o Conselho da Faculdade de Comunicação da UnB disse que o ataque ao trabalho do estudante foi uma forma de tentar “intimidar a produção científica”, além de afastar pessoas e a temática LGBTQIA+ “de conhecimento, da construção coletiva da esfera pública e da sua afirmação enquanto sujeitos”.

O Conselho informou ainda que se reuniu nesta segunda-feira e decidiu formalizar o caso junto à Secretaria de Tecnologia da Informação da UnB e ao Gabinete da Reitora, para que o caso possa ser investigado pela Polícia Federal.

Uso de PrEP reduz novos casos de HIV em 25% na cidade de São Paulo.



Qualquer dúvida sobre a eficácia da Profilaxia Pré Exposição (PrEP) ao HIV é coisa do passado. Boletim da cidade de São Paulo, divulgado em 1º de dezembro, Dia Mundial da Conscientização e Luta Contra a epidemia de HIV/Aids, mostrou redução inédita de 25% na incidência dessa infecção, desde 2017 – foram 2.946 novos casos -, graças à adoção da PrEP. A informação está na coluna do médico infectologista Rico Vasconcelos, no UOL.

A capital paulista, diz o colunista, se destacou no país desde o início da implementação da PrEP, no início de 2018, e tem sido um laboratório de Prevenção Combinada para o país. Só para se ter uma ideia, segundo dados do Ministério da Saúde, até o final de outubro de 2020, em São Paulo havia 5.183 pessoas fazendo uso de PrEP em acompanhamento pelo SUS. Esse número corresponde a um terço do total de usuários de PrEP de todo o país.

“As notícias são muito boas e devem ser comemoradas, afinal desde a década de 1980 o número de novos casos de infecção por HIV no município só vinha aumentando ano após ano. Mas não podemos deixar de alertar para o fato de o benefício da PrEP precisa ainda ser estendido para todos, sobretudo para a população com menos acesso à saúde e informação”, afirma Vasconcelos.

Redução maior entre homens  Segundo Rico Vasconcelos, a queda na incidência é ainda maior (26%) entre os homens, grupo responsável por 81% das novas infecções do município, entre os quais em 71% das vezes a transmissão havia ocorrido por via sexual em relações com outros homens. A queda da incidência foi maior entre os homens gays não por acaso, mas porque esse é o grupo que mais acessa a PrEP na cidade. Cerca de 86% dos usuários de PrEP pelo SUS em São Paulo são homens gays e bissexuais.

Jovem expõe vídeo de pai agredindo a irmã de nove anos após ela dizer que estava “gostando de uma amiga”.



O fotógrafo Igor do Valle, de 23 anos, usou o Twitter para expor um vídeo do próprio pai agredindo sua irmã, de apenas 9 anos, na casa onde moram no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo Igor, que é gay assumido, a agressão ocorreu após a menina afirmar que estava “gostando de uma amiga”.

Na gravação é possível ver o irmão mais velho ouvindo os gritos da menina e entrando em um quarto com o celular. “Mais uma. Vai tomar“, diz o pai para a menina, que aparece encurralada em um canto do quarto enquanto chora e grita. Em determinado momento, o agressor diz ao filho que “Se filmar, é pior“. A mãe da menina e do fotógrafo intervém tentando impedir a continuidade da gravação. “Já parou de filmar?“, diz a mulher, que interrompe a gravação colocando a mão na lente da câmera.

“Bom, esses são meus pais, espancando minha irmã só porque ela disse que estava ‘gostando da amiga’. Eu passei por isso pelo fato de ser gay, apanhei muito desse cara (pai), até arma na minha cara ele colocou. E agora ver minha irmã passar por isso eu não aceito, ele bate na minha mãe“, escreveu Igor na legenda do vídeo. “Nos ameaça falando que se denunciar ele, ele vai matar a gente. Eu não sei o que fazer, só quero paz e a liberdade da minha irmã ser quem ela quiser, não vou mais me calar diante desse psicopata”, continuou.

No Instagram, o fotógrafo publicou stories explicando que teve que sair de casa para se proteger e agora está na casa de uma amiga. Ao site Universa, Igor disse que foi até o 34º DP (Delegacia de Polícia) de Bangu para abrir um boletim de ocorrência para “tomar as devidas providências” em relação às agressões dos pais contra a menina, porém, não conseguiu registrar o boletim pois teriam dito que era necessário ir até o Conselho Tutelar porque a menina é uma criança. “Registrei tudo e pediram para fazer a ocorrência pelo site. Eu já fiz e já está tudo meio caminho andado. (…) Eu espero que o Conselho Tutelar tome uma atitude. Estou expondo tudo na internet mesmo porque estou com medo. Caso aconteça alguma coisa, eu tenho provas e está tudo registrado“, finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário