segunda-feira, dezembro 21, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Parlamento suíço aprova projeto de Lei sobre casamento LGBT.



Alguns países ainda não possuem uma legislação proficiente que regulamente de fato o casamento LGBT. Nesta sexta-feira (18), o Parlamento suíço aprovou um projeto de lei que permite o casamento para pessoas do mesmo sexo.

“É uma vitória histórica para os direitos da comunidade LGTBIQ“, disse a Anistia Suíça, por meio de um tuíte. O assunto logo repercutiu na imprensa local e tomou as mídias sociais.

Todavia, o martelo ainda não foi batido. A sentença será proferida por autoridades da Suíça, visto que o partido União Democrática Federal (UDF) lançará um plebiscito.

Aliás, falando em casamento, o número de matrimônio LGBT contraído no Brasil diminuiu consideravelmente. Segundo especialistas, muitos casais ficaram receosos com uma suposta destituição de direitos com a eleição de Bolsonaro e se casaram em 2018.

Pai é preso após contratar assassino para agredir filho gay: “Meu filho é um bandido, quebre os dedos dele”.



Um homem italiano, que não teve a identidade revelada, foi condenado a dois anos de prisão depois de contratar um assassino para quebrar os dedos de seu filho, de 43 anos. O motivo, segundo o portal local Newsweek, seria a sexualidade do filho, que é gay assumido.

De acordo com a policia, o pai teria pago €2,500 (aproximadamente R$ 15.520) em abril para o homem quebrar os dedos do filho, além de danificar o carro do casal. “Meu filho é um bandido, quebre os dedos dele“, teria dito o pai ao agressor contratado. Mas o ataque fracassou quando o assassino decidiu contar à vítima, que é um cirurgião. Ainda de acordo com a mídia italiana, o réu aposentado também foi acusado de agredir sua esposa, de quem se separou após mais de 40 anos de casamento.

Há também uma denúncia de que em fevereiro, o pai também contratou alguns homens para agredir o namorado do filho, que precisou ser hospitalizado após o ataque. O promotor do caso disse que tanto o filho quanto a mãe desenvolveram “um medo profundo por sua segurança e das pessoas a eles ligadas, obrigando os dois a mudarem os hábitos“. Que absurdo, né gente?! Que aprenda a lição atrás das grades!

Deputada bissexual Isa Penna é vítima de assédio durante sessão na ALESP: “Só pelo fato de existir, mereço respeito”.



Um vídeo gravado por uma câmera da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) mostra o momento em que o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) assedia a deputada estadual Isa Penna (PSOL) durante sessão extraordinária para votar o orçamento do estado na última quarta (16/12). Na gravação, Isa conversa com a mesa diretora da assembleia, quando o deputado a abraça por trás, apalpando parte dos seios dela.

Em discurso no plenário nesta quinta-feira (17), a deputada do PSOL afirmou que registrou boletim de ocorrência contra o parlamentar do Cidadania e que abriu uma representação contra ele no Conselho de Ética da Casa. “O que dá direito a alguém a encostar em uma parte íntima do meu corpo? O meu peito é íntimo. É o meu corpo. Eu estou pedindo pelo direito de ficar de pé e falar com o presidente da Assembleia Legislativa sem ser assediada. Eu sou uma deputada eleita com 53 mil votos, luto pelo direito das mulheres, luto contra o assédio. Só pelo fato de eu existir, eu mereço respeito. Eu tenho o direito de estar aqui sem ser apalpada”, ressaltou.

Também em plenário, o deputado Cury pediu desculpas por “abraçar” a colega. Ele negou que houve assédio ou importunação sexual. “Não houve, de forma alguma, da minha parte, a tentativa de assédio, importunação sexual ou qualquer outra coisa ou qualquer outro nome semelhante a esse“, disse o deputado. “Se a deputada Isa Penna se sentiu ofendida com o abraço que eu lhe dei, eu peço, de início, desculpa por isso. Desculpa se eu a constrangi. Desculpa se eu tentei, como faço com diversas colegas aqui, de abraçar e estar próximo“, completou.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Cidadania, partido de Cury, disse que “exige as devidas explicações do parlamentar e encaminha o caso ao nosso Conselho de Ética, para que ouvido o representado, sejam tomadas providências cabíveis e efetivas. A legenda não tolera qualquer forma de assédio e atuará fortemente para que medidas definitivas sejam adotadas”. Também por meio de nota, a Assembleia Legislativa ponderou que o Conselho de Ética da casa fará a avaliação do caso.

Assista a denúncia da deputada



Mulher trans tem atendimento negado em salão de Campo Grande: “Não podemos atender gente assim”.



Olha que absurdo! A esteticista Bruna Vitória Cruz, de 28 anos, teve o atendimento negado nesta sexta (18/12) em uma clinica de depilação de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. O motivo?! “Não atendemos pessoas assim, gays”, teria dito a gerente do estabelecimento.

Bruna, uma mulher trans, já é cliente do local há mais três anos e descobriu que a atitude transfóbica aconteceu após a reclamação de uma cliente, que teria perguntando se o salão agora atendia homens e se ela teria que se deitar na mesma “maca que ele se deitou”.

Bruna explicou que não era gay, mas sim uma mulher trans. “Eu não sei a diferença”, teria dito a gerente. Ela não perdeu tempo e denunciou o caso à polícia. “Eu nunca passei por isso, foi horrível”, desabafou Bruna.

O caso aconteceu na clinica de depilação Le Moulin. “Há 3 anos vou no mesmo lugar, sempre fui bem atendida pelas meninas, nunca tive problema”, afirmou em entrevista ao site Campo Grande News. Força, Bruna! Transfóbicos não passarão!

Farmacêutico é expulso de balada após beijar outro rapaz: “Macho não pode se pegar aqui”.



O preconceito continua fazendo novas vítimas! O farmacêutico bioquímico Ismael Henrique dos Santos é a mais recente delas. Em entrevista ao G1, ele alega ter sido expulso de uma casa noturna de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, depois de ter beijado o namorado, no sábado (12/12).

Ismael conta que estava no local na companhia de um grupo de amigos, quando beijou outro rapaz. Em seguida, ele teria sido abordado por um funcionário do estabelecimento, que ele acredita ser o gerente do local, que pediu para ele sair da boate. “Ele falou que macho não poderia se pegar ali. Senti vergonha, me senti impotente por não poder fazer nada, humilhado, porque tinha outros casais héteros fazendo igual e porquê só a gente precisava parar?”, questionou. Após o ocorrido, Ismael procurou um amigo que trabalha de segurança no local para relatar o ocorrido, mas o profissional afirmou que não poderia intervir na situação.

“Ele pediu para mostrar a pessoa [que o expulsou] e eu mostrei. Ele disse que não poderia fazer nada, porque a pessoa ocupava um cargo grande ali dentro”, disse o rapaz. Após a expulsão, amigos de Ismael questionaram o funcionário sobre a proibição do beijo gay. “Infelizmente o local é deles. Normas da casa. Tenho que aceitar e é isso”, lamentou o funcionário do local. O farmacêutico registrou um boletim de ocorrência no dia seguinte e acionou um advogado. O farmacêutico registrou boletim de ocorrência no dia seguinte e contrataou advogado. Agora ele aguarda o contato da Polícia Civil para prestar depoimento.

Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que as condutas homofóbicas e transfóbicas se enquadram nos crimes de Racismo previstos na Lei 7.716/2018. É crime “praticar, induzir, ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da qualquer pessoa. A pena será de 1 a 3 anos, mais multa, e pode subir de 2 a 5 anos se houver divulgação do ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social.

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