quinta-feira, dezembro 24, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Parlamento suíço aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo.


Decisão final sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo a Suíça deve ir a referendo.

No entanto, a última palavra está nas mãos dos suíços em um referendo proposto pelo partido conservador do país.

O Parlamento suíço aprovou hoje um projeto de lei que permite o casamento para pessoas do mesmo sexo, vários anos após outros países da Europa ocidental adotarem leis semelhantes.

No entanto, a última palavra está nas mãos dos suíços, já que o partido UDF (União Democrática Federal), que defende os valores cristãos, anunciou que lançará um referendo.

O matrimônio civil para pessoas do mesmo sexo foi aprovado pelas duas câmaras do Parlamento após vários anos de procedimento.

O projeto inicial foi apresentado pelo grupo Verde Liberal em 2013.

O texto adotado permite o casamento igualitário e também que as mulheres tenham acesso à doação de esperma, uma das questões mais polêmicas.

Até agora, casais do mesmo sexo podiam se unir na forma de “casais registrados”, mas sem os mesmos direitos que o matrimônio.

“É uma vitória histórica para os direitos da comunidade LGTBIQ”, disse a Anistia Suíça em um tuíte.

Advogado comenta sobre a medida da Hungria de impedir adoção de crianças por casais homoafetivos.


Por meio de um conjunto de emendas à Constituição, o Parlamento Húngaro decidiu que o gênero de uma criança é decidido no momento do nascimento e o pai deve ser necessariamente um homem e a mãe uma mulher. Além do mais, destacou que a adoção só será permitida para casais que, legalmente, contraíram o matrimônio, dificultando a vida de LGBTs.

“A Hungria tem leis sobre a homossexualidade que são baseadas em uma perspectiva excepcionalmente tolerante e paciente”, declarou Orban, em entrevista passada a uma rádio pública.

Cássio Faeddo, advogado especialista em relações internacionais, comenta lei aprovada pelo parlamento da Hungria, e ressalta a importância do Estado Liberal Democrático que se pauta por princípios que buscam o vigilante combate à discriminação.

“Recentemente, Viktor Orbán, Primeiro-ministro da Hungria, alterou o conceito de família na Hungria. Agora, neste país, a família é conceituada como casamento entre um homem e uma mulher e, por consequência desta definição, a relação com filhos; assim passou a vigorar explicitamente que “a mãe é uma mulher e o pai é um homem””.

“O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi banido constitucionalmente na Hungria em 2012 sendo reconhecidas legalmente apenas as uniões civis, assim, agora somente os casados (homem e mulher), poderão adotar uma criança”.

Crimes contra LGBTs diminuíram em 2020? Veja o que diz o levantamento!



Crimes contra a comunidade LGBT são alarmantes. Ano passado, o STF decidiu pela equiparação da LGBTfobia ao crime de racismo, em decorrência de tanta violência e discriminação motivadas especialmente pela identidade de gênero e/ou orientação sexual do sujeito.

Um levantamento computado pelo Gabinete Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), vinculado à Sesp-MT, apontam aumento de 109% no número de ocorrências.

Todavia, o número de homicídios contra esta população teve um declínio de 33% em relação a 2019. Já o aumento nos registros de casos denota maior informação e conhecimento dos próprios direitos. Em um pretérito recente, muitos LGBTs não sabiam como recorrer após a vivência de uma situação explícita de violência.

“Não é que a nossa sociedade está mais violenta, os crimes de homofobia sempre existiram, mas na maioria das vezes não eram registrados. A principal diferença é que agora há um debate maior sobre o assunto, além de um maior acesso aos meios de comunicação. Hoje há maior abertura para as pessoas denunciarem e maior pressão social para que o Estado atue nessas situações. O GECCH atua desde 2012, tem apenas oito anos”, diz secretário do GECCH, tenente-coronel PM Ricardo Bueno.

Jogador do primeiro time LGBT+ de rugby do Brasil é encontrado morto.



Após cinco dias desaparecido, um amigo reconheceu o corpo do jogador de rugby de Diogo Paz, 30, no Instituto Médico Legal (IML) na cidade de São Paulo. O corpo do rapaz foi encontrado em São Paulo com sinais de espancamento e uma facada, segundo amigos próximos. A polícia informou que não havia investigado o caso porque o hospital, onde foi socorrido, apontava morte “natural” por enfisema pulmonar decorrente de doença.


“Foi um assassinato, ele foi vítima de espancamento e quem fez isso terá que pagar”, disse um amigo de Diogo que preferiu manter o anonimato. Mesmo ferido, o jovem teria conseguido passar o contato de seus dos pais para pessoas que estavam próximas, porém familiares e amigos afirmam que o corpo dele ficou por cinco dias no IML e ninguém teria avisado sobre a morte. Diogo quase foi enterrado como indigente, já que os pais moram em Rio Claro, interior de São Paulo, e só ficaram sabendo do caso via redes sociais.

 Diogo fazia parte do primeiro time LGBT+ brasileiro de rugby, o Tamandua´s-Bandeira. No Instagram, o time pede por justiça: “Com muito pesar informamos o falecimento do nosso ex-atleta Diogo Paz, vítima de agressões no centro de São Paulo. 

Desejamos aqui nossas mais sinceras condolências ao familiares e amigos. Diogo deu entrada no Hospital do Servidor Público Municipal em 13/12 após ser espancado mas corpo de Diogo ficou 5 dias no IML sem que fizessem contato com os familiares. O laudo da morte avisa enfisema pulmonar decorrente de doença. A violência nunca vai deixar de nos horrorizar. É nosso dever exigir que esse caso seja explicado. Justiça seja feita. Quem matou Diogo Paz??? #justiçapordiogopaz”, escreveu a equipe do Tamanduás-Bandeira.

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