segunda-feira, dezembro 07, 2020

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 ‘Surubões’ de Bruxelas atraem políticos de nove países, diz organizador.



Na última sexta-feira de novembro, o eurodeputado de extrema-direita József Szájer foi flagrado em uma orgia –regada a drogas e álcool– com aproximadamente 25 homens, em  Bruxelas, na Bélgica. Com a repercussão do caso o organizador do evento, Dawid Manzheley, de 36 anos, concedeu entrevista ao jornal polonês “Onet” e afirmou receber políticos de nove países nesses “surubões“.

Manzheley, que se considera um amador que organiza orgias com até uma centena de participantes, é polonês e começou a preparar festas sexuais durante o lockdown na capital da União Europeia.

Segundo ele, seus eventos eram “sem camisinha”, mas que todos os frequentadores são testados para covid-19.

O organizador disse também que os participantes políticos têm “família” e que, desde o início das festas, manifestaram o desejo de manter segredo sobre as orgias.

A Bélgica impõe toque de recolher das 22h às 6h, devido à pandemia do novo coronavírus, e permite reuniões de no máximo quatro pessoas.

József Szájer

Szájer é uma das principais lideranças ultraconservadoras na União Europeia e pregava a defesa de uma “identidade cristã” do continente e de seu país natal, perseguindo migrantes, opositores e a comunidade LGBTQIA+.

Ele tinha renunciou repentinamente sua posição no Parlamento da União Europeia ainda no domingo passado, 29. Entre 1990 e 2004, Szájer ocupou uma cadeira na Assembleia Nacional da Hungria, quando foi eleito para o Europarlamento.

“A polícia disse ter encontrado pílulas de ecstasy, mas não eram minhas. Não sei quem as colocou ali nem como”, afirmou. “Sinto muito por ter violado as regras sobre reuniões, foi algo irresponsável da minha parte.”

“Peço desculpas à minha família, aos meus colegas e aos meus eleitores. Esse passo em falso foi estritamente pessoal, sou o único responsável por isso. Peço a todos que não o estendam à minha pátria ou à minha comunidade política”, concluiu.

Surgem mais detalhes no caso de legislador homofóbico pego fugindo de orgia gay, incluindo fotos e vídeo.



Mais detalhes surgiram na história bizarra envolvendo aquele legislador anti-LGBTQ+ da Hungria que foi preso tentando escapar de uma orgia gay em Bruxelas, na Bélgica, na última sexta-feira (27/11).

József Szájer, de 59 anos, é um deputado super conservador do Parlamento Europeu. Ou melhor, ele era até o início desta semana, quando renunciou após ser pego, literalmente, com as calças abaixadas em uma sala cheia de homens nus. David Manzheley foi a pessoa que organizou a orgia. Em declarações ao tablóide húngaro Blikk e ao noticiário local Het Laatste Nieuws, ele disse que convidou apenas 10 caras para a festa e que todos fizeram um teste rápido de COVID-19 na porta. Agora, como a orgia foi de 10 para 25 convidados, Manzheley diz que não faz ideia de como isso aconteceu. Ele também não sabe ao certo como Szajer, que é casado com uma mulher e tem uma filha adulta, ouviu falar sobre a festinha particular.

“Sempre convido alguns amigos para as minhas festas, que por sua vez trazem alguns amigos, e depois nos divertimos juntos”, explicou Manzheley. Fotos e vídeos obtidos por Blikk mostram a sala onde aconteceu a orgia decorada com teias de aranha pretas, caveiras com olhos brilhantes, tridentes demoníacos e outros itens de Halloween. O apartamento, localizado acima de um bar, era mobiliado com sofás estofados e colchões espalhados pelo chão. Manzheley afirma que não conhecia Szajer até o momento da festa, que teria acontecido sem problemas se os vizinhos não tivessem chamado a polícia para reclamar do barulho.

“A polícia arrombou a porta sem bater”, diz ele. Foi então que Szajer, que portavam alguns comprimidos de ecstasy, tentou escapar pulando por uma janela e escorregando por um cano antes de ser parado pela polícia, que mais tarde descobriu sua identidade e status diplomático. Em comunicado divulgado nesta semana, Szajer pediu “desculpas à minha família, aos meus colegas e aos meus eleitores”.

Confira


Padre homofóbico é flagrado assistindo pornografia gay e agora enfrenta acusações de assédio.



Um conhecido padre de Nova York está sustentando sua inocência em meio a uma investigação de assédio sexual a uma segurança no último dia 4 de novembro.

O National Catholic Reporter relata que Ashley Gonzalez, uma segurança de 22 anos da Igreja de São Miguel Arcanjo, flagou o padre George Rutler, de 75 anos, assistindo a pornografia gay. Gonzalez, então, sacou seu telefone celular e começou a filmar tudo. A segurança afirma que Rutler a notou na sala e passou a fazer insinuações sexuais. “Ele olhou para mim com um sorriso, desviou o olhar e colocou a mão dentro da calça e começou a se masturbar”, disse Gonzalez ao Bronx News 12 . “Ele agressivamente se jogou em cima de mim e me agarrou, de forma agressiva, e fiquei lutando contra ele”. Segundo a segurança, ela conseguiu escapar e alertou sua mãe, que imediatamente acionou a polícia.

Rutler voluntariamente se afastou de seus deveres pastorais, enquanto os promotores investigam o caso. Em comunicado, ele negou as acusações. “Eu nego veementemente essa alegação, que considero incoerente e dolorosa para minha reputação e inconsistente com a maneira como me conduzi em cinquenta anos de serviço ministerial sem qualquer acusação de mau comportamento”, disse. Gonzalez conta que contratou um investigador particular para acompanhar o caso. Ela agora exige que Rutler seja preso.

As acusações de Rutler vendo pornografia gay são de particular importância, dado seu histórico de oposição aos direitos LGBTQ+. Segundo o site Queerty, Rutler criticou o Papa Francisco por seus apelos em abraçar a comunidade LGBTQ+, culpou os “abortistas e sodomitas” pelos problemas sociais e chamou a igualdade de gênero de “uma visão da cultura homossexual”. Além disso, o padre fez parceria com o supremacista branco e ex-conselheiro do Trump, Steve Banon, para dedicar um santuário aos cristãos perseguidos em 2017.

Carlos Bolsonaro apresenta projeto de lei para proibir ‘gênero neutro’ nas escolas.



Nesta última semana, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) apresentou um projeto de lei que visa proibir que escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, adotem referências da ‘escrita neutra’. Reeleito pela sexta vez como vereador da capital carioca, o projeto acabou sendo apresentado para à Câmara do Rio, conforme divulgado pelo UOL.

No texto, Carlos Bolsonaro quer vetar, por exemplo, expressões como ‘todes’ ou ‘todxs’, que surgiram como alternativas nos últimos anos, para evitar a definição de apenas masculino e feminino.

Ainda de acordo com a proposta do projeto, as escolas públicas e municipais devem proibir “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais”. Como punição, o vereador prevê advertência ou suspensão do alvará de funcionamento, das escolas que não cumprirem com a lei.

O projeto de lei ainda deve ser analisado pela Câmara do Rio, e ainda cita que as variações gramaticais para inclusão de pessoas são “perversões e alterações maliciosas e progressistas”, diz o texto.

Vereadora eleita em BH, Duda Salabert relata ameaças de morte.



Mais votada de Belo Horizonte, transexual diz ser vítima de grupo neonazista e irá à polícia. Ameaça inclui mulheres e negros.

A vereadora eleita Duda Salabert (PDT) relatou, por meio do Instagram, que está sofrendo ameaças de morte. Segundo a futura parlamentar, desde que sua vitória para uma das vagas na Câmara Municipal de Belo Horizonte foi anunciada, ela tem recebido mensagens de ódio.

A reprodução de um texto publicado na rede social de Duda Salabert mostra a ameaça de um atentado terrorista em um colégio onde trabalha: “Vou invadir uma sala de aula do Bernoulli e vou matar todas as vadias, todos os negros (que, infelizmente serão bem poucos, 1, ou 2 cotistas) e depois vou te matar” (sic).

A vereadora eleita declarou as mensagens teriam partido de um grupo neonazista que atua no Brasil. Disse, ainda, que se trata de “uma estratégia não só para me intimidar, como também para forçar que a escola me demita”.

Pela rede social, ela informou que irá à polícia denunciar os autores das mensagens. “Não vão silenciar minha luta por justiça social. Não vão me intimidar. Serão todos presos”, finalizou.

Veja abaixo a mensagem publicada pela professora:

"Estou sofrendo ameaças de morte. Sim, desde que ganhei a eleição venho recebendo mensagens não apenas de ódio, mas também de ameaças. Ontem recebi esse e-mail. E pior: o grupo odioso enviou esse mesmo email para a escola em que trabalho e para os donos e para a direção da escola. É uma estratégia não só para me intimidar, como também para forçar que a escola me demita."

"O e-mail aparece assinado com o nome de "Ricardo Wagner Arouxa". Procurei no Google e vi que é essa a assinatura de um grupo neonazista que atua no país. Hoje irei à delegacia fazer a denuncia para que a investigação chegue aos criminosos. Não vão silenciar minha luta por justiça social. Não vão me intimidar. Serão todos presos!"

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