terça-feira, dezembro 15, 2020

POLÍTICA

 Rodrigo Maia diz não pautar impeachment de Bolsonaro, pois tiraria foco da pandemia: “não sou omisso”.



“Não há condições para se avaliar esse tema, o que não quer dizer que eu avaliaria nem positivamente nem negativamente”, disse.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico, nesta segunda-feira (14), que não se considera omisso por não abrir processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ).

“Estamos com uma pandemia que voltou a crescer e essa deve ser nossa prioridade”, disse ele ao argumentar que uma análise de pedido de afastamento seria um processo desgastante que tiraria o foco do combate à pandemia do novo coronavírus.
“Entendo parte da sociedade que está ficando com muita aflição e raiva do governo pela péssima condução da pandemia, e principalmente agora pelo caso da vacina, mas o processo de impeachment é político e precisa ser tomado com muito cuidado para não tirar o foco da pandemia (…) Não há condições para se avaliar esse tema, o que não quer dizer que eu avaliaria nem positivamente nem negativamente. Não considero omissão da minha parte”, afirmou.

Em dobradinha com Renan Calheiros, Maia defende que Congresso não entre em recesso.



Renan Calheiros faz um "apelo" a Maia e a Davi Alcolumbre (DEM-AM), presidente do Senado, para continuar os trabalhos para "resolver o Fundeb, o auxílio emergencial, o Orçamento e o déficit fiscal de quase 1 trilhão".

Presidindo a Câmara até o fim de janeiro, Rodrigo Maia (DEM) fez dobradinha com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) na manhã desta segunda-feira (14) defendendo que o Congresso não entre no habitual recesso de férias devido às “pautas urgentes” relacionadas à pandemia do coronavírus.

“Concordo plenamente e já disse isso publicamente. Sou a favor que o Congresso trabalhe em janeiro para aprovar, principalmente, a PEC emergencial. Não há outra solução, já que o decreto de calamidade não será prorrogado”, tuitou Maia, respondendo ao senador alagoano.

Em sua publicação, Renan Calheiros faz um “apelo” a Maia e a Davi Alcolumbre (DEM-AM), presidente do Senado, para continuar os trabalhos para “resolver o Fundeb, o auxílio emergencial, o Orçamento e o déficit fiscal de quase 1 trilhão”.

Ciro Gomes: “Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade. O que falta para o impeachment?”



O ex-candidato convoca seus seguidores para mobilização para derrubar Bolsonaro

O ex-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT-CE), pediu aos seus seguidores que se mobilizem para o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ).

De acordo com Ciro, “impeachment não é remédio para governo ruim, mas sim quando há crime de responsabilidade. Bolsonaro cometeu vários crimes de responsabilidade e nós já denunciamos. O que falta para o impeachment?”

A seguir, ele mesmo responde e convoca a todos: “Mais pressão popular. Procure os deputados federais do seu Estado e dê o recado!”

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