terça-feira, dezembro 29, 2020

POLÍTICA

 Candidato de Maia à Câmara, Baleia Rossi reúne-se com partidos de esquerda.


deputado Baleia Rossi (MDB-SP) foi escolhido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para ser candidato na disputa de sucessão da casa

O candidato do grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (MDB-SP), reúne-se nesta 2ª feira (28.dez.2020) com representantes dos partidos de esquerda. A reunião contará com representantes de PSB, PDT, PC do B e PT.

Há duas semanas, Maia anunciou ao lado dos partidos de esquerda a adesão dessas siglas ao seu bloco na disputa pela presidência da Câmara. O grupo lançou um manifesto, em favor da união do bloco. Leia a íntegra.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), entretanto, disse que deve haver uma candidatura na esquerda dentro do bloco, além do postulante escolhido por Maia e seu grupo.
“A adesão do bloco não significa adesão à candidatura. A oposição construirá um nome para apresentar ao bloco também com alternativa”, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

A tendência é que no 2º turno os partidos de esquerda convirjam ao candidato de Maia. PDT e PSB estavam próximos do atual presidente da Câmara havia mais tempo. O PT resistia a aderir ao bloco sem saber quem será o candidato.

Esse bloco vai se contrapor a Arthur Lira (PP-AL), o 1º a lançar candidatura. Líder do Centrão, ele se aproximou do presidente Jair Bolsonaro ao longo de 2020. É o o postulante preferido do governo.

Estão em torno da candidatura de Lira partidos que somam 204 deputados. O número de deputados a favor de um bloco não significa que todos votarão nele. A eleição tem voto secreto, partidos não têm como punir seus filiados se apoiarem outro candidato.

A eleição será em 1º de fevereiro de 2021. Quem vencer terá mandato de 2 anos. Se todos os 513 deputados votarem são necessários 257 para ganhar a disputa.

O Planalto se interessa pela corrida eleitoral na Câmara porque quem preside a Casa tem o poder de pautar projetos. Se o governo quiser afrouxar a legislação sobre armas, por exemplo, a proposta só sai do papel se os presidentes de Câmara e Senado pautarem.

Eis como está a disputa até o momento:



Bolsonaro rifa 500 cargos para comprar votos para eleição de Arthur Lira na Câmara.


Ministro Luiz Eduardo Ramos seria o responsável por comandar a troca de cargos federais por votos

O presidente Jair Bolsonaro pretende distribuir cerca de 500 cargos federais em troca de votos ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela presidência da Câmara. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

O ministro Luiz Eduardo Ramos seria o responsável por comandar o esquema. Ele, inclusive, deve deixar a articulação política do governo para ser transferido para a Secretaria-Geral somente após a eleição do parlamentar.

Reportagem publicada no início deste mês na Folha de S.Paulo revelou que o governo desembolsou R$ 6,1 bi de emendas parlamentares para comprar votos para eleição de Lira na Câmara.

O presidente Jair Bolsonaro pretende distribuir cerca de 500 cargos federais em troca de votos ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela presidência da Câmara. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

O ministro Luiz Eduardo Ramos seria o responsável por comandar o esquema. Ele, inclusive, deve deixar a articulação política do governo para ser transferido para a Secretaria-Geral somente após a eleição do parlamentar.

Reportagem publicada no início deste mês na Folha de S.Paulo revelou que o governo desembolsou R$ 6,1 bi de emendas parlamentares para comprar votos para eleição de Lira na Câmara.

A maioria dos recursos – 47,2% – estão vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Regional, comandado por Rogério Marinho, que desenvolve projetos e obras nas bases eleitorais dos parlamentares, especialmente no Nordeste.

“Após a pandemia, o debate sobre seu impedimento ganhará as ruas”, diz presidente da OAB sobre Bolsonaro.


Felipe Santa Cruz, presidente da OAB

Felipe Santa Cruz quer uma campanha de vacinação já e diz que é cobrado cotidianamente sobre ações para impeachment de Bolsonaro

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz afirmou que a entidade trabalhará pelo impeachment de Jair Bolsonaro (Sem Partido) assim que a pandemia do coronavírus for controlada e pediu uma “campanha nacional de vacinação já”.

“Neste momento nossa maior preocupação é a pandemia. Queremos uma campanha nacional de vacinação já. Após a pandemia, vamos, sim, abrir esse debate no Conselho Federal. Muitos advogados e conselheiros me cobram isso cotidianamente”, disse Santa Cruz em entrevista ao Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira (28).

Protagonista de diversos embates públicos com Bolsonaro – o mais marcante deles sobre o assassinato do pai, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, que desapareceu no período na ditadura militar -, Santa Cruz afirma que “a insensibilidade e a arrogância do presidente geram condutas que afrontam a legalidade”.

“Acredito que, após a pandemia, o debate sobre seu impedimento ganhará as ruas”, afirmou.

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