sexta-feira, dezembro 04, 2020

POLÍTICA

 Flávio Dino quer frente contra Bolsonaro com experiência de Lula e Ciro e juventude de Boulos e Manuela.



Governador do Maranhão admite prévias para escolher melhor candidato. “É uma irresponsabilidade não nos juntarmos para derrubar reeleição de Bolsonaro”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou em entrevista a Plínio Teodoro e Cristina Coghi no programa Fórum Café nesta quinta-feira (3) não acreditar que Ciro Gomes possa participar de uma aliança de centro-direita para as eleições de 2022, como declarado por Fernando Haddad (PT) ao Fórum Onze e Meia desta quarta-feira (2).

Para o governador maranhense, 2022 será um dos anos mais difíceis da nossa história recente e, para enfrentá-lo, será necessária uma aliança ampla progressista. “É falacioso dizer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT acabaram. Assim como também é errado achar que Ciro Gomes não é importante nesse processo.”
O governador disse ainda que “a campanha de Guilherme Boulos (PSOL-SP) promoveu uma aliança ampla interessante em São Paulo. A sua votação foi exatamente igual a de Fernando Haddad para a Presidência. Manuela D’Ávila em Porto Alegre foi outra boa surpresa, que quase ganhou”.

“É esse desastre que a gente tem que sublinhar para assinalar a irresponsabilidade que é nos não nos juntarmos para derrubar isso (a reeleição de Bolsonaro)”, concluiu.



Orlando Silva sobre Guedes e o orçamento de 2021: “inédito crime de responsabilidade premeditado”.



Deputado afirma ainda que “se o governo insistir em ignorar uma determinação expressa do TCU”, teremos “mais instabilidade política e econômica no horizonte”

O deputado federal Orlando Silva Jr. (PCdoB-SP) avisou em sua conta do Twitter, na manhã desta quinta-feira (03), que se o ministro Paulo Guedes (Economia) deixar de enviar ao Congresso uma meta fixa para o resultado das contas públicas de 2021, o governo terá cometido um crime de responsabilidade “inédito e premeditado”.

O governo, conforme publicado na Folha desta quarta-feira, propôs no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) enviado aos parlamentares que o valor da meta (receitas menos despesas) irá mudar ao longo de 2021 para se adaptar às estimativas de receitas e despesas para o ano. Na prática, isso liberaria o governo de perseguir um limite fiscal.

“Se o governo insistir em ignorar uma determinação expressa do TCU, estará configurado um inédito crime de responsabilidade premeditado. Inacreditável! Mais instabilidade política e econômica no horizonte”, tuitou o ex-ministro.

O governo até tentou uma justificativa: na época do envio do PLDO, em abril, a incerteza sobre os rumos da economia com a pandemia do novo coronavírus era elevada e, por isso, seria difícil prever um resultado fiscal.

Os ministros do TCU, no entanto, não engoliram a conversa. Eles aprovaram um acórdão há pouco mais de 20 dias em que emitem um alerta ao governo dizendo que a flexibilização subverte os objetivos da meta previstos na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e na Constituição.

BOLSONARO diz que “tudo o que falou deu certo” na pandemia, mas o que ele fez?


Chanceler venezuelano responde provocação de Ernesto Araújo e diz que ele precisa de ajuda médica.



O chanceler venezuelano também enviou um recado ao Itamaraty: “Eu sei que vocês têm vergonha das posições do chanceler. Fiquem tranquilos, isso é temporário".

A Conferência Ibero-americana, que reúne os 22 países da América Latina e da Península Ibérica, realizou no último dia 30, por videoconferência, uma reunião ministerial extraordinária para tratar de políticas de combate ao coronavírus.

Porém, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, desviou o assunto, atacou a Venezuela e acusou o país de desrespeitar os Direitos Humanos.

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, pediu um direito de resposta, o qual foi concedido. Em sua fala, Arreaza declarou que a intervenção de Araújo levantou preocupações sobre o seu estado de saúde.

“A intervenção do chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, nos preocupou, pois, sentimos que ele está um pouco alterado”, alertou Arreaza. Em seguida, o chanceler respondeu as acusações de Araújo sobre as políticas de direitos humanos da Venezuela.

“Enquanto ele falava, eu lembrava das palavras do Jair Bolsonaro quando era deputado, que dizia a algumas pessoas que o erro da ditadura brasileira foi torturar e não matar. Em outra oportunidade, Bolsonaro também disse que seria incapaz de amar um filho homossexual. Quando falamos sobre direito humanos abordamos essas realidades, já que o chanceler é o porta-voz de Jair Bolsonaro”, disse Jorge Arreaza.

Em seguida, Jorge Arreaza entrou na pauta da reunião e falou da maneira como o Brasil tratou a pandemia do coronavírus e que isso também é sobre direitos humanos e lembrou que o Brasil tem 6,3 milhões de casos no Brasil e que 173 mil pessoas morreram vítimas da Covid-19.

Arreaza, antes de concluir a sua fala, também indicou um chá de valeriana para o ministro do Brasil se acalmar.

Por fim, o chanceler da Venezuela enviou um recado aos trabalhadores do Itamaraty. “Eu sei que vocês estão resistindo e que tem vergonha das posições do chanceler. Fiquem tranquilos, isso é temporário”, disse.

Assista abaixo à resposta do chanceler da Venezuela, Jorge Arreaga.



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