terça-feira, janeiro 19, 2021

DIREITOS

 Partidos de oposição anunciam pedido coletivo de impeachment de Bolsonaro.



BRASÍLIA – Partidos de oposição da Câmara dos Deputados vão protocolar, nos próximos dias, um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que ele cometeu “crimes de responsabilidade em série” na condução da pandemia do coronavírus. Assinado por Rede, PSB, PT, PCdoB e PDT, que reúnem 119 deputados, o pedido cita o colapso da saúde em Manaus e diz já ter passado a hora de o Congresso reagir.

“O presidente da República deve ser política e criminalmente responsabilizado por deixar sem oxigênio o Amazonas, por sabotar pesquisas e campanhas de vacinação, por desincentivar o uso de máscaras e incentivar o uso de medicamentos ineficazes, por difundir desinformação, além de violar o pacto constitucional entre União, Estados e Municípios”, diz nota conjunta dos partidos, que defendem a volta imediata dos trabalhos do Congresso.
O pedido irá se somar a outros mais de 50 que foram entregues à Câmara desde o início do mandato de Bolsonaro, em janeiro de 2019, por diversos motivos. Cabe ao presidente da Casa analisar e dar início aos processos que podem tirar Bolsonaro do poder.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou que essa decisão não caberia mais a ele e, sim, ao próximo presidente, a ser eleito no início de fevereiro. “Disse que esse assunto vai ser discutido no futuro, porque tem parte da sociedade que cobra. Não sou eu mais que vou tratar desse assunto. Eu foquei o meu trabalho no último ano na pandemia”, afirmou Maia. “Achei que era a prioridade, e foi isso que fiz. Acho que o Parlamento tem que voltar a funcionar independente de qualquer decisão sobre esse tema no futuro."

Derrubar Bolsonaro, questão de sobrevivência | Todd Tomorrow.



Esses pedidos de impeachment que estão se acumulando se tornaram verdadeiras sinucas de bico. Como vocês sabem, os parlamentares estão trabalhando remotamente. E, por isso, o Rodrigo Maia só consegue colocar em pauta matérias que tenham grande consenso. Em suma, é impossível votar no Plenário virtual o impedimento de Bolsonaro numa ‘live’ com 513 deputados.

O presidente então sabe que no momento em que os parlamentares retornarem fisicamente pro Congresso, a sua deposição será discutida abertamente. Portanto, para sobreviver na presidência, ele precisa estender a crise do coronavírus até que consiga desarmar essa bomba relógio. São dois os caminhos que ele tenta nesse instante: 

– Comprando os votos do ‘centrão’ com cargos, formando uma aliança fraca e de ocasião. Ele está tendo um certo sucesso nisso, pois essa gente já vendeu até as próprias mães; 

– Convencendo os militares da ativa de que é viável e preciso dar um golpe em nome da ordem. Essas forças já disseram não pra essa aventura. Por isso mesmo, o presidente orquestra convulsão social através da própria omissão. Bolsonaro aposta que bastará uma agencia da Caixa incendiada para forçar esses atores a agir. 

Um animal perigoso quando encurralado é ainda mais violento. E sabemos que Bolsonaro não se importará com as milhares de mortes que deve deixar nesse percurso. São danos colaterais que ele, sem sombra de dúvida, considera aceitáveis para sua autoproteção.

Escolas em Manaus abordarão diversidade sexual e gênero nos ensinos infantil e fundamental.



O objetivo do ensino é combater a homotransfobia, discussões sobre desigualdade entre homens e mulheres, o respeito às diferenças e mostrar que a sociedade é plural.

As escolas do ensino infantil e fundamental em Manaus, tanto as da rede privada quanto a s da rede pública, irão incluir em seus currículos a educação de diversidade sexual e gênero, diversidade religiosa e relações étnicos-raciais. A determinação foi aprovada pelo Conselho Municipal de Educação no dia 29 de dezembro de 2020 e publicada no Diário Oficial do Município na quarta-feira, dia 13 de janeiro.

O objetivo do ensino é combater a homotransfobia e também incluir discussões sobre desigualdade entre homens e mulheres, o respeito às diferenças e mostrar que a sociedade é plural. Para o ensino das relações étnicas-raciais, o foco deve ser o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. O ensino sobre diversidade religiosa seguirá o preceito de estado laico. “Não cabe à escola realizar proselitismo religioso, devendo apenas assegurar o conhecimento e construção de uma cidadania de respeito à diversidade religiosa”, disse a resolução sobre as escolas em Manaus. 

O ensino dos temas não serão distribuídos como disciplinas específicas, mas elas serão abordadas em aula pelos professores dentro de um projeto político pedagógico. “Serão trabalhados em todos os planos e de forma transversal em cada disciplina. 

Isso pode ser trabalhado tanto com os professores de língua portuguesa, história ou matemática. Em regra geral, cada escola deve contemplar isso no seu plano pedagógico” – disse o presidente do CME, Tiago Lima, ao canal Amazonas Atual. Lima também comenta que a resolução foi debatida de modo “acalourado” entre os integrantes do conselho, por ser um tema sensível com opiniões divergentes. “Não estamos colocando uma posição nem pró e nem contra, mas estamos dizendo que precisa ser discutido, não dá pra ignorar. Fica um tema na sociedade em que todo mundo tem sua opinião e não há discussão. A educação tem que discutir tudo, se será favorável ou não, é outro departamento”, disse. O cumprimento da resolução será acompanhado pelo CME e pelos órgãos de controle.

Um comentário:

  1. O impeachment de Bolsonaro ou a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão ou a interdição civil do atual presidente são as únicas esperanças que o país não termine de ser devastado pelo desgoverno antes do final do mandato: desemprego, mortes pela pandemia, miséria econômica, desindustrialização, destruição ambiental, fim dos direitos trabalhistas e previdenciários, fanatismo religioso, nepotismo de cargos públicos, mamatas de militares em cargos civis, machismo/homofobia/racismo matando a luz do dia em qualquer parte. Até quando aguentaremos?

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