terça-feira, janeiro 26, 2021

DIREITOS

 Placar do Impeachment de Bolsonaro tem 111 votos a favor e 76 contra.



Em meio à pressão pelo afastamento do presidente Jair Bolsonaro, um perfil no Twitter que monitora o posicionamento de congressistas nas redes sociais aponta que 111 deputados são favoráveis e 76 são contrários ao impeachment.

A contagem foi atualizada na manhã desta 2ª feira (25.jan.2021). Na última 6ª feira (22.jan.2021), eram 111 deputados a favor do impedimento e 59 contrários. Segundo o levantamento, 63,5% não se posicionaram até o momento. Outros 14,8% mostram-se contrários do impeachment. E 21,6% são a favor.

Eis o placar:

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) promoveu a ideia ao afirmar que somente sabendo qual a posição de cada deputado seria possível abrir um processo para a retirada de Bolsonaro do cargo.

“É preciso abrir o placar do impeachment com o nome de todos os deputados federais e começar a pressão dos eleitores sobre cada um deles, por todos os meios. Sem isso, o afastamento não vai acontecer”, afirmou Haddad.

O perfil chamado “SOS impeachment” existe desde 2019, mas inaugurou o placar na 6ª feira passada (15.jan). Para compor o resultado, os administradores monitoram as redes sociais dos deputados para checar se eles se posicionaram em relação ao tema.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que é “inevitável” discutir a abertura de um processo “no futuro”.

“Eu acho que esse tema de forma inevitável será discutido pela casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do Ministério da Saúde”, afirmou Maia.

O presidente da Câmara tem sofrido pressão para iniciar um processo de impedimento contra Bolsonaro por causa da gestão da pandemia.

Pesquisa realizada pelo PoderData mostra que Bolsonaro manteve estável a sua taxa de aprovação popular. Mesmo sem vacinas contra o coronavírus, o presidente é bem avaliado por 45% dos brasileiros, e reprovado por 48%. 

Dimas Covas: “Bobagens do Governo Bolsonaro atrasaram a vacinação”.



Se não houvesse uma rejeição à vacina da chinesa Sinovac e do Instituto Butantan incentivada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, o Brasil já teria iniciado seu plano de imunização contra covid-19 em dezembro. Essa é uma das conclusões do diretor do Instituto, o médico Dimas Covas. “É um conjunto enorme de bobagens que foram usadas e acabaram atrasando o processo de desenvolvimento da vacina”, disse o dirigente em entrevista ao programa Poder em Foco, do SBT, da qual o EL PAÍS participou.

Dimas Covas relatou que foi pego de surpresa quando o Governo federal decidiu incorporar a Coronavac no plano nacional de imunização quatro dias antes do Butantan solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para uso emergencial da vacina. Em mais de uma ocasião, o presidente Bolsonaro vetou a compra do imunizante por questões políticas, o instituto é vinculado ao Governo de São Paulo, que é administrado por João Doria (PSDB), seu antigo aliado e agora adversário. Só mudou de ideia quando notou que estava sem opções para vacinar e que a opinião pública começava a se virar contra ele.

“No fundo, no fundo, como as outras iniciativas não foram à frente, como a vacina da Índia não veio, como a vacina da AstraZeneca não chegou, não sobrou outra alternativa, a não ser a incorporação dessa [Coronavac]”, disse o médico, na quinta-feira. Na sexta-feira, chegaram as primeiras vacinas da AstraZeneca da Índia e elas começaram a ser aplicadas e distribuídas pelo país.

Ao ser instado a apontar erros e acertos dos governantes nessa pandemia de coronavírus, o diretor só elencou os equívocos. Disse que o primeiro deles foi o de “menosprezar a gravidade da pandemia”. “Essa pandemia nunca foi uma gripezinha, pelo contrário”, afirmou em referência à fala do presidente Jair Bolsonaro no início da crise, em março do ano passado.

A ausência de uma de uma autoridade central na coordenação das ações contra o avanço da doença também é alvo de críticas de Dimas Covas. “Com a saída do [Henrique] Mandetta do Ministério da Saúde, a coordenação passou a inexistir. A falta de uma organização central, deixou os Estados, num cenário de cada um por si”. Sobre as falhas cometidas pelos governadores, ele disse que faltou uma dedicação maior na política de distanciamento social. Mais de 217.000 pessoas já morreram no Brasil por conta da doença. É o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

Diante da dificuldade em importar insumos, em decorrência de um impasse diplomático causado pelo Governo Bolsonaro, Dimas Covas diz que o cronograma do Butantan segue inalterado. Conforme disse, além das 6 milhões de doses entregues ao Ministério da Saúde, já há mais quatro milhões de doses prontas a espera da autorização da Anvisa para serem disponibilizadas.

Além disso, disse ainda o diretor, assim que os insumos chegarem será possível produzir mais 8 milhões de doses no intervalo de 20 dias. Ainda no primeiro semestre, o Butantan deverá disponibilizar 46 milhões de vacinas para a União. Há a intenção do Governo Federal de adquirir mais 54 milhões até o fim do ano. O Butantan também espera importar o imunizante para outros países sul-americanos.

Na entrevista, o diretor ainda sinalizou que, se for autorizado pela Anvisa, o instituto deve concluir neste ano um medicamento para combater o coronavírus. É o que ele apelidou de “vacina instantânea” e que deve ser prescrita apenas para as pessoas que estejam com covid-19. Não é algo preventivo. “Se dependesse de mim, já estaria em uso. Se eu pegar covid-19 e tiver uma necessidade, eu já autorizo esse soro seja utilizado em mim”, disse em tom de brincadeira.

Violações de direitos humanos podem ser denunciadas por Whatsapp e Telegram.



Além do "Disque 100" e do "Ligue 180": canais de denúncias foram ampliados

Os tradicionais números telefônicos do Disque 100 e o Ligue 180 ganharam aliados importantes para atender as denúncias de violações de direitos humanos de todo o país.

O titular da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), unidade integrante à estrutura organizacional do ministério, Fernando Ferreira, afirma que a ampliação das ferramentas para acesso aos canais tem o objetivo de facilitar a comunicação do cidadão com o Estado para o enfretamento das violações de Direitos Humanos.

Nós queremos atender a quem precisa, da forma mais fácil que pudermos oferecer. Direitos Humanos são para todos”, afirma Ferreira.

Sobre as ferramentas disponíveis para realização de denúncias:

WhatsApp

Desde 29 de outubro do ano passado, o ministério disponibiliza o acesso ao Disque 100 pelo WhatsApp. Para receber atendimento ou fazer denúncias por esta nova via, basta o cidadão enviar mensagem para o número (61) 99656-5008. Após resposta automática, ele será atendido por uma pessoa da equipe da central única dos serviços. 

Telegram 

Para utilizar o Disque 100, os cidadãos também podem fazer por meio do Telegram. Para isso, basta apenas digitar “Direitoshumanosbrasilbot” na busca do aplicativo. A indicação “bot” é uma regra do Telegram para a criação de contas de serviço. Assim como no WhatsApp, após uma mensagem automática inicial, o cidadão será atendido pela equipe do Disque 100. 

Aplicativo 

O serviço também está disponível pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil. Para utilizar basta baixar a ferramenta no celular e realizar o cadastro que pede o nome completo e o CPF do usuário. 

Site da Ouvidoria 

No site da Ouvidoria, o cidadão também pode ser atendido por meio de um chat. Para iniciar a conversa com a equipe do Disque 100 e do Ligue 180, basta acessar o chat no canto direito da página. É preciso apenas informar o telefone para iniciar o atendimento. 

O que acontece com as denúncias? 

Os canais cadastram e encaminham as denúncias aos órgãos competentes. Além de denúncias, os serviços recebem reclamações, sugestões e elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento. 

Em todas as plataformas, as denúncias são gratuitas, podem ser anônimas e recebem um número de protocolo para que o denunciante possa acompanhar o andamento. Qualquer pessoa pode acionar o serviço, que funciona diariamente, 24h, incluindo sábados, domingos e feriados.

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